Ciclismo 2014 #18

Entrevista de Rui Costa ao Milano Sportivo. Faço-vos o favor de traduzir a 1ª parte hoje e a 2ª parte amanhã

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Para o corredor português, depois de um início brilhante de temporada, é hora de assentar os pés na terra para poder honrar o símbolo de melhor do mundo.

Nesse prisma, para poder aproveitar na plenitude o momento de transição no Paris-Nice e para satisfazer os inúmeros pedidos de entrevistas que lhe são propostos, conforme o que foi acordado com a equipa Lampre-Merida, Rui Costa aceitou expressar as suas impressões e satisfazer a curiosidade dos jornalistas através da entrevista que se segue, que, também será publicidade na página oficial da equipa Lampre.

Considerando que durante a corrida não serão feitas entrevistas individuais, convido-vos a disfrutar desta entrevista:

A nova temporada e a nova equipa

1. A nova temporada começou há dois meses: qual foi para já o melhor momento?

Sempre pensei que o melhor virá no futuro… se trabalharmos duro e possamos ter saúde. Quando olho para trás é claro que me lembro das vitórias que conquistei. Mas acho que nunca são suficientes. Quero sempre focar-me no futuro e pensar em novos objectivos. Este tipo de reflexões marcaram os primeiros dois meses da temporada. Claro que também tive bons momentos mas penso que será no futuro que virão os melhores momentos…

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2. Ao olhar para trás, não se arrepende de não ter sido capaz e de ter feito por 3 vezes o segundo lugar?

Não, isso não é um problema. Se repararmos nas minhas prestações nas temporadas anteriores a esta, em 2013, não ganhei até Abril e em 2012 esperei mais tempo até conseguir ganhar apenas em Junho. É verdade que começo a temporada em boa forma física mas também é verdade que só no Verão é que atingo a melhor condição física e posso ganhar. Claro que é um dos meus objectivos ganhar o mais rápido possível! Devo dizer que me sinto bem e estou apto para lutar por esses objectivos. No Algarve eu tenho 3 segundos lugares, atrás de corredores de classe como Kwiatkowski e Alberto Contador. Não gosto de perder mas tudo isto serviu para ter a noção da minha forma, tendo em conta os objectivos que tenho para Março e Abril e que não tinha em Fevereiro. Deve ter notado que no Algarve ganhamos com Modolo e ganhamos a classificação por equipas. Considero portanto que o trabalho que tenho feito para a equipa e o 2º lugar são resultados bastante aceitáveis: o meu esforço serviu para a vitória de Sacha e para toda a equipa Lampre-Mérida!

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3 – Entraste numa nova equipa, no grupo da Team Lampre-Mérida: como é que te enquadraste nesta nova equipa? Gostaste de alguma aspecto em particular? Qual foi a impressão que uma equipa maioritariamente composta por italianos te deu?

Na Lampre, vivemos num ambiente familiar: isso é fundamental para mim. Quando no Verão de 2013 tive que decidir o meu futuro escolhi assinar pela Lampre por várias razões. Uma delas era a cultura (italiana). Para mim é fácil falar italiano e assim falar com os directores desportivos, mecânicos, massagistas e companheiros de equipa. Depois de 2 meses de adaptação, posso dizer que não estou a ter dificuldades em adaptar-se como já me sinto completamente integrado no seio da equipa. Tudo está a ir muito bem, muito bem mesmo!

4 – Algum colega de equipa te impressionou especificamente?

Não posso escolher apenas um! Todos os meus colegas de equipa são novos para mim e a sua qualidade impressionou-me bastante dia após dia.

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5 – Porque é o apoio da Mérida (fabricante de bicicletas que patrocina a equipa) é tão valioso?

A resposta é simples: porque é a verdade! A Mérida oferece uma bicicleta muito cómoda com uma boa rigidez. Para além do mais, tem testado a minha posição na bicicleta de forma a melhorá-la. Estes pequenos detalhes são muito importantes na actualidade do ciclismo profissional e a Mérida tem-se tornado um excelente parceiro para o presente e para o futuro! Iremos percorrer juntos uma trajectória de crescimento no futuro.

6 – Conte-nos algo sobre a quantidade de solicitações que recebeu dos jornalistas durante o Campo de imprensa da Mérida e da parte dos fãs portugueses durante a Volta ao Algarve.

“Fiquei surpreso. O Merida Press Camp foi incrível. Tivemos a oportunidade de treinar com os jornalistas, patrocinadores … foi uma experiência divertida, é importante para oferecer maior parte do nosso tempo com as pessoas que gostam de andar de bicicleta.  Uma das mais-valias que poderemos oferecer no ciclismo é o contacto directo com os fãs. Não deveremos esquecer que o ciclismo é a modalidade com maior contacto directo entre os atletas e as pessoas. Os fãs podem assistir, falar e andar com os seus ídolos. E uma das suas peculiaridades que deve ser sempre preservada.

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7 – Como tens vindo a gerir a pressão vinda dos Média e dos teus fãs?

Nem sempre é fácil, mas a minha equipa ajuda imenso ao organizar os meus compromissos. Além disso, não tenho dúvidas sobre os meus objectivos: a minha prioridade é sempre a parte desportiva. Lamento não poder dar sempre uma resposta positiva a todos aqueles que comigo se querem encontrar para me entrevistar ou simplesmente falar comigo, pese embora o facto de haver a necessidade de manter sempre um contacto directo com os fãs e com os jornalistas. Contudo, tenho que dedicar o tempo necessário ao descanso e ao treino. Para honrar a camisola do arco-íris (símbolo de campeão do mundo). Para poder fazer isso, é preciso treinar muito.

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