Superbock! Fresquinha! #71

Tudo ao Molho!

O assistente de Jorge Ferreira e os erros. Odeio todos aqueles que desculpam os erros com erros ou compensam os erros com erros ou beneficiam quem foi prejudicado com a realização de mais um erro. A argumentação que li de diversos adeptos benfiquistas nas redes sociais foi: já que fomos prejudicados no jogo da Luz com aquele golo em fora-de-jogo, o que se passou hoje no restelo foi a compensação de um erro. Errado. É quase como dizer: se eu roubar um pobre e sentir-me mal por roubar um pobre, no dia seguinte vou assaltar um rico para me sentir melhor. A 21ª jornada da Liga foi pelo mesmo caminho das 20 jornadas disputadas anteriormente: não houve uma única jornada até este momento em que a arbitragem não tenha executado influência no resultado final de um jogo. Factos são factos. O que não é facto, até hoje, é o estranho silêncio mantido semana após semana pelo presidente do Conselho de Arbitragem da Liga…

e em Guimarães. Douglas faz um penalty ridículo, justamente assinalado. Abdoulaye joga a bola com a mão e não é expulso. A posição de Maazou no lance do golo é muito duvidosa. Maicon atira uma bolada em cheio em Rui Vitória quando estão duas bolas em campo. Danilo perde as estribeiras e agride um adversário.

Paulo Fonseca ganha a aposta em Licá e Ghilas no primeiro tempo mas não lê a situação de jogo na 2ª quando o Guimarães esfuma por completo o pobre meio-campo do Porto. Outra evidência que já tinha constado no jogo de Frankfurt: se Abdoulaye, Maicon e Mangala são centrais lentos e com muitas dificuldades no jogo para as suas costas (tanto Marco Silva como Armin Veh como Rui Vitória aperceberam-se disso) porque é que Paulo Fonseca continua a apostar na subida dos centrais para fazer cair na armadilha do fora-de-jogo os avançados contrários quando os laterais nem sempre jogam na mesma linha dos centrais? Exemplos: o golo sofrido em Frankfurt em que Maicon e Mangala tentam subir mas há alguém que coloca em linha vários jogadores da equipa do Frankfurt. O golo de Marco Matias hoje. O golo de Maazou apontado por Maazou revelou também outro aspecto que já tinha reparado no jogo de Frankfurt: as imensas falhas de marcação que a defensiva do Porto tem cometido. Como é que aparece tanta gente ali na área sem marcação?

Menção honrosa –

PACOS DE FERREIRA        ( 2013/2014 )

o boné, pois claro.

Do inferno ao céu

A missão é espinhosa. O timing escolhido para a transição ideal. Sei de fonte segura que se Henrique Calisto ficasse mais 2 ou 3 dias em Paços de Ferreira, iria acabar por ser despedido por… ter andado à turra e à massa com um\vários jogador\es. Com 10 jogos pela frente, apesar do tempo não voltar para trás, Jorge Costa tem todas as possibilidades para garantir ao Paços de Ferreira a estabilidade que nunca teve durante esta temporada. Além disso, Jorge Costa terá aqui a oportunidade de se relançar novamente no mercado português. O “plantel” de Calisto estava desfeito em cacos. Prova disso foi a elogiosa atitude realçada por toda a imprensa portuguesa da equipa Pacense na vitória obtida em casa frente ao Marítimo por 3-1. Com a vitória, os Pacenses voltaram a subir a linha de água e podem respirar tranquilamente durante esta semana.

Gil Vicente – Antonio Fiúza é uma daquelas extraordinárias figuras do futebol português pelo qual tenho todo o respeito. Dirige aquele clube com um amor raro para os dias que correm (ao ponto de já ter assumido do seu bolso e arriscado o seu património pessoal em algumas operações financeiras contraídas pelo clube gilista junto da banca) e com um rigor fantástico. O Gil Vicente é indiscutivelmente um dos clubes mais saudáveis no plano financeiro da Liga Portuguesa. Ao contrário de outros, como o adversário (Vitória de Setúbal) contra quem os gilistas defrontaram nesta tarde de domingo, clube no qual, o anterior presidente tinha, entre outras irregularidades, contas paralelas ao clube para fazer recebimentos e pagamentos e estranha mania de pagar aos credores que queria. Inclusive jogadores. A velha história do “se renovas, recebes o resto do ordenado. se não renovas, assina aí a ficha da Liga em como recebes mas espera até receberes” – em suma: o galo do Gil Vicente assume o que pode pagar, contrata o que pode pagar e anda a cantar certinho como um relógio.

Há uns meses atrás notava-se que Antonio Fiúza era um homem feliz. O seu galo andava de crista alta e até tentava assumir destacadamente um lugar nas competições europeias. Apesar de ser um clube com as contas em dia, a possibilidade dos gilistas lutarem pela europa poderá, a meu ver, por em risco a estabilidade erigida no clube nas últimas 3 temporadas. No campo a pressão do bom arranque de época fez-se sentir e os jogadores do clube de Barcelos passaram as passas dos algarves até vencer hoje. Daqui a 1 ou 2 épocas, em condições coeteris paribus com a actual conjectura do clube, talvez seja possível lutar  por algo mais que a permanência. Se bem que esta ainda não está nem de perto nem de longe assegurada nesta temporada.

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