vale a pena ler

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As burguesas origens de Andrea Pirlo no L´Espresso. Com um toque delicioso de informação intra-futebolística pelo meio. Desta vez não vou traduzir. Gastei demasiadas horas da minha vida a aprender a língua para poder disfrutar deste tipo de insiders. Sem querer ser o pior dos 3 p´s (pretensioso, presumido ou presunçoso), desta vez, desenrasquem-se para perceberem e terem alguma cultura futebolística.

F1 2014 #15

É com enorme orgulho que assisti à breves instantes à notícia de que o grupo musical Corna Lusa (música Celta), grupo do distrito de Coimbra, que já vi actuar pelas ruas dessa cidade, recebeu um convite para ir tocar ao GP do Bahrein.

O ano passado foram os pauliteiros de Miranda que tiveram tal sorte. É sinal que ainda há gente atenta à cultura portuguesa.

O que eu ando a ver #62

Enquanto faço zapping no intervalo de um jogo da NBA, deparo-me com esta maravilha no derby de Buenos Aires. Juan Roman escolhe os momentos a dedo para brilhar. Incrível. Que técnica. Que capacidade. Que postura de arrogância que “El Señor Futbol” tem pelo jogo, aparecendo e desaparecendo das partidas quando lhe apetece, resolvendo quando é imperioso resolver. Não me canso de dizer: mesmo a jogar naquele nicho de 5 metros quadrados a passo, Juan Román foi o melhor 10 que vi em toda a minha vida. Poucos passes o vi falhar. Poucos foram aqueles que lhe tiraram a bola quando este a recebia e a protegia inclinando o corpo. Os passes a rasgar, a subtileza no toque de bola, os cantos e livres teleguiados para a cabeça dos seus colegas de equipa, os livres teleguiados para o fundo das redes. Nunca irei esquecer Juan Román Riquelme. Foi claramente um dos grandes que vi jogar.

God Save the Queen (or at least try to…) #18

Enquanto Mourinho escreveu no bloco de notas de um jornalista que o que realmente faltou à equipa para vencer o Crystal Palace foi um bom par de tomates (“balls”) e, o Arsenal de Wenger, já despressurizado, ou como quem diz, arredado do título pelo facto de não conseguir vencer jogos contra os grandes, até conseguiu travar o City no Emirates (os citizens estão cada vez mais próximos do título), a verdadeira cena da jornada aconteceu na derrota do Fulham contra o Everton por 3-1.

Um adepto do Fulham pegou numa bengala de um cego e ofereceu-a ao fiscal-de-linha da partida, que, por acaso, até se riu da situação. Um protesto no mínimo hilariante.

O que eu ando a ver #61

Sevens World Series – Etapa 7 – Hong Kong

A selecção portuguesa de Sevens precisava de um bom resultado no torneio asiático para não colocar em risco a sua manutenção no circuito mundial de rugby de 7.

No evento de Hong Kong, com os nossos mais directos rivais presentes (a Espanha), os resultados obtidos na fase de grupos (derrotas com a Inglaterra por 21-7, Canadá 35-7 e Argentina por 19-7) atiraram-nos para uma situação pouco confortável visto que os espanhóis estavam a obter excelentes resultados no seu grupo contra selecções de topo (derrota por 14-28 contra a Australia, 14-22 contra a Africa do Sul e 14-10 contra a França), resultados que de resto fariam pensar que a Espanha poderia estar embalada para poder vencer ou ir à final da Bowl (pontuando 8 ou 6 pontos, ou à final da Shield 4\2 pontos). O primeiro cenário poderia ser desastroso para a selecção portuguesa.

Nos quartos-de-final da 3ª Taça (Bowl) tivemos tudo nas mãos para podermos somar mais pontos do que aqueles que somámos com a derrota na final da 4ª taça (Shield) frente ao Quénia. No jogo contra os Franceses, os Lobos tiveram à disposição 2 períodos de 2 minutos (7 minutos e meio por parte) em superioridade numérica por cartão amarelo (sin bin de 2 minutos) e nos últimos 3 e meio chegaram mesmo a jogar com mais um jogador devido à expulsão do mais internacional dos gauleses, Julian Albadalejo. O francês foi expulso por agressão a um jogador português.
Portugal abriu o marcador por intermédio de um ensaio de Duarte Moreira no qual o jogador do Belenenses correu praticamente o campo inteiro com bola. Na 2ª parte, o jogador do CDUP Pedro Ávila construir uma excelente oportunidade de ensaio para Tomás Noronha mas o jogador do CDUL não foi capaz de finalizar, tendo sido placado junto à linha de ensaio. O lance acabou com uma falta de Miguel Noronha por toque para a frente.

Na 2ª parte, os franceses viraram a partida para 14-7 e Portugal respondeu com um ensaio fantástico na ponta direita depois de uma jogada na qual Pedro Leal procurou assertivamente ao pé a corrida de Tomás Noronha no flanco direito para o ensaio que colocava Portugal a 2 pontos. O jogador do GD Direito atirou um pontapé de ressalto do canto direito com algum grau de dificuldade e empatou a partida a 14. Na reposição de bola, os franceses foram ao meio-campo português e conseguiram fazer o 19-14 com um ensaio obtido sobre uma disciplicente e ineficaz defensiva portuguesa.

Nos quartos-de-final, os espanhóis perdiam 7-5 contra os Argentinos.

Nas meias-finais da Shield, Portugal bateu o Sri Lanka por 24-19 (3 ensaios de Duarte Moreira e um do experiente David Mateus com 3 conversões de Pedro Leal; Pipoca como é mais conhecido no mundo do rugby tornou-se em Hong Kong o 9º jogador com mais pontos na história da competição) enquanto o Quénia bateu os espanhóis.

Na final da Shield, os Lobos voltaram a perder contra o Quénia por 17-10 num jogo em que Portugal entrou a perder com dois ensaios (não-convertidos) nos primeiros 3 minutos. Duarte Moreira ainda equilibrou a balança a 30 segundos do intervalo com um ensaio que Pedro Leal não conseguiu converter (10-5) mas na 2ª parte, os quenianos com um novo ensaio (convertido) mataram praticamente o jogo. A 30 segundos do final da partida, Adérito Esteves ainda conseguiu reduzir.

Com o pontinho ganho à Espanha, Portugal somou 24 pontos contra 10 dos espanhóis no ranking das Series quando faltam duas rondas para o final

A Nova Zelândia venceu o torneio e lidera o ranking mundial. Faltam as duas etapas europeias. Em Maio, Glasgow e Londres recebem as etapas finais do circuito mundial 2013\2014.

O que eu ando a ver #60

Na ressaca do título, o jogo contra o Hoffenheim até permitiu a Guardiola colocar Ribery de forma ao francês adquirir forma depois das semanas em que esteve lesionado e Robben re-adquirir forma tendo em vista o main objective dos bávaros: a re-conquista da Liga dos Campeões.

O Hoffenheim foi a 2ª equipa nesta temporada a conseguir reverter uma vantagem de dois golos do Bayern. A primeira foi o Manchester City na fase de grupos da Champions.

O destaque individual na partida vai para o Brasileiro Roberto Firmino. O playmaker da equipa orientada por Marcus Gisdol mostrou mais uma vez (contra os melhores) o seu cartão de visita. Há muito que ando debaixo de olho neste brasileiro de 22 anos, jogador que trocou o modesto Figueirense de Santa Catarina pelo Hoffenheim em 2010. Para além dos 20 golos que já leva esta temporada (14 no campeonato e 6 na Taça) Firmino é um tecnicista por excelência capaz de fazer maravilhas com a bola. Não é exagero nenhum pensar que este jogador, actuando numa equipa de topo poderá facilmente chegar ao escrete. Apesar de ter renovado recentemente contrato com a equipa alemã até 2017 (para fazer aumentar a sua cláusula de rescisão) Firmino está neste momento a ser seguido por Borussia de Dortmund, Leverkusen, Manchester United, Liverpool, Everton – as equipas de Jurgen Klopp e Brandon Rodgers estão na linha da frente.

breve

1. Penalty inexistente em Braga para ajudar o Benfica a não empatar em Braga, penalty inexistente na Choupana para ajudar o Porto a manter vivo o sonho da Champions. É assim que o nosso futebol vai vivendo os seus dias de glória.

2. Fantástica exibição do Nacional. Fantástica atitude defensiva, fantástico contragolpe. Manuel Machado está de parabéns. Tem aqui uma equipa bastante arejada, organizada a defender (considero a equipa que melhor defende na liga portuguesa) e bastante eficaz.

3. A vitória da Académica frente à Olhanense em Coimbra e a vitória do Arouca em casa frente ao Setúbal.

3.1 – A Briosa está neste momento na 6ª posição, espreitando um lugar europeu na entrada para o último 1\6 do campeonato. Sérgio Conceição e os seus comandados deverão estar neste momento a torcer por um deslize do Nacional frente ao FC Porto para não perderem o comboio europeu de vez.

3.1.1 – Fantástico trabalho de Sérgio Conceição em Coimbra. Para quem viveu durante meio ano sem um jogador decente para uma das posições mais essenciais do futebol moderno (um ponta-de-lança), o 6º lugar revela um excelente trabalho do treinador oriundo de Oliveira do Hospital. Há jogadores na Briosa altamente valorizados (Fernando Alexandre, Makelele, Marcos Paulo, Halliche, Djavan) que começam a ter mercado em clubes com objectivos maiores. O 6º lugar acaba até por ser enganador. Se a Académica não tivesse sido prejudicada em 2 ou 3 partidas, poderia estar hoje na 5ª posição do campeonato.

3.2 – A vitória do Arouca frente ao Setúbal dá um certo desafogo aos arouquenses. Os 7 pontos de vantagem para a linha de água (Belenenses e Olhanense) são um autêntico matchpoint que os comandados de Pedro Emanuel não poderão desperdiçar. Com uma conjugação de resultados (derrotas da Olhanense e do Belenenses na próxima jornada, respectivamente contra o Braga em Olhão e em Barcelos no caso dos homens do clube da cruz de Cristo), caso vençam na Madeira, os arouquenses asseguram matematicamente a manutenção. Belenenses e Olhanense estão cada vez mais condenados.

O que eu ando a ver #59

Não pude deixar de reparar, a meio desta semana, no bode expiatório apresentado pela imprensa espanhola afecta ao Real (Marca, Ás, Cadena Ser) para justificar a “ausência” de Cristiano Ronaldo nas derrotas com Barcelona e Real Madrid através de uma suposta lesão no joelho.

Poucos dias passaram. Contra o Rayo Vallecano, CR7 reaparece com 1 golo e 2 assistências. Esta é uma das grandes diferenças entre Ronaldo e Messi. Enquanto o primeiro andou desaparecido contra Barcelona e Sevilla (jogos com um elevado nível de dificuldade), reaparecendo com toda a pompa que o caracteriza contra o modesto Rayo Vallecano, o outro, lesionado ou não, nunca se esconde no jogo e aparece com o habitual dinamismo que incute no jogo ofensivo da sua equipa. Apesar de não ter sido o melhor em campo no passado domingo (para mim foram Iniesta e DiMaria; este último na primeira parte), mexeu novamente as palhetas, criou literalmente o primeiro golo dos catalães no Bernabéu, jogou, marcou de penalty por 2 vezes e fez jogar.

Jogo para esquecer para Zé Castro. O central português estendeu a passadeira e ofereceu uma noite de terror aos seus companheiros de equipa. Nos últimos 15 minutos, se Ronaldo tivesse sido minimamente eficaz, teriam sido uns 10.

O que eu ando a ver #58

San Mamés, Bilbao.

Apesar de ter simpatia pelo Athletic de Bilbao, gostei que o Atlético de Madrid tenha passado no teste do duro San Mamés. Detestando tanto Real como Barcelona, torço pelos colchoneros pela vitória na Liga Espanhola. Pela surpresa que a equipa de Simeone tem protagonizado durante esta temporada, pela fantástica rigidez táctica apresentada pelos comandados do argentino, pelo futebol adocicado (ao mesmo tempo venenoso) de Koke, Gabi e Arda Turan e pelo simples facto deste Atlético contrariar (com uma equipa de tostões; quando comparada com os milhões gastos pelas superpotências do futebol espanhol) o domínio antevisto para os dois clubes por toda a comunidade futebolística.

Da equipa de Valverde (actual 4ª classificada na Liga; em posição capaz de se apurar para o playoff da Champions; nada mau para a primeira época de Valverde no clube) fica na retina o primeiro golo da partida, apontado pelo jovem internacional sub-21 Iker Muniain (a maior vedeta deste conjunto basco) num lance que considero exemplo para qualquer jovem jogador. O passe longo é delicioso assim como também se deve considerar deliciosa a leitura de jogo do avançado basco (prevendo que a bola iria cair naquele espaço, ultrapassada a sua primeira linha de encontro) e a respectiva diagonal que lhe permitiu atacar o espaço e a queda da bola ao solo para depois brindar o enorme Courtois com um chapéu fantástico. De génio.

F1 – GP Malásia

Segunda corrida da época, quinze dias depois da primeira, carros cada vez mais aprumados e pilotos cada vez mais habituados ao novo modelo da F1. A pista prometia espectáculo, as condições atmosféricas prometiam chuva e trovoada, mas felizmente tal não se verificou, ficando-se o tempo apenas pela humidade, temperatura alta e pouco mais.

No paddock assistiu-se a um habitual desfile de estrelas, desde o actor da série Sherlock Holmes, Benedict Cumberbatch, passando por Travis Pastrana, conhecido desportista na área dos desportos motorizados, Giacomo Agostini, grande campeão na área das duas rodas e ainda Michel Salgado, ex jogador do Real Madrid ou Emerson Fittipaldi. Cada vez mais se nota que a F1 vive também disto, da publicidade feita pela imagem de pessoas importantes que vão aparecendo corrida após corrida e que permite levar imagens a serem partilhadas pelo mundo fora.

Sobre a grelha de partida pouco a salientar e já tinha sido analisada aqui. De notar que Valteri Bottas sofreu uma penalização de 3 lugares (partiu de 18º) pois na qualificação impediu deliberadamente a passagem de outro piloto, forçando-o a rodar atrás do seu  carro e dadas as condições da pista na altura (completamente alagada) acabou por condicionar a qualificação. Também Sergio Perez que partiu de 14º foi bastante penalizado, mas este por problemas técnicos, uma vez que não conseguiu sequer completar uma volta devido a problemas na caixa de velocidades.

partida

Corrida lançada e logo à 7ª volta a Lotus continuou a sua senda de azar e Maldonado foi forçado a abandonar devido a problemas no seu motor (lembro que já na qualificação se tinha deparado com problemas de sobreaquecimento). Logo na volta seguinte foi a vez de Jules Bianchi em Marussia ser forçado a retirar-se devido a danos no carro causados por um embate com Maldonado na volta anterior.

acidente maldonado jules

Os azares dos pilotos não terminaram aqui e na 18ª volta foi a vez de Jean-Eric Vergne, que tem vindo a realizar um excelente início de temporada (tal como a Toro Rosso), desistir devido a problemas no seu turbo que também se encontrava em sobreaquecimento e com possibilidades de causar danos maiores ao carro e motor. Os dois últimos a retirarem-se e estes já na segunda metade da corrida, foram ambos os pilotos da Sauber, quer Sutil, quer Gutierrez tiveram problemas no motor e na caixa de velocidades respectivamente, sendo que Sutil chegou a ficar parado no meio da pista, na entrada da recta da meta.

Sutil

O último dos desistentes e já na fase final da corrida foi Ricciardo, este por azares consecutivos, desde ter ido às boxes e ter saído com um pneu mal apertado (o que de resto já lhe valeu uma penalização de 10 lugares na grelha de partida do próximo GP), como de seguida ter quebrado a lateral da asa frontal e ter sido forçado a regressar às boxes, acumulando assim 5 paragens (numa estratégia de corrida de 2 ou 3 paragens) o australiano e a equipa foram forçados a retirar-se à 49ª volta. Isto acabou por hipotecar de certa forma a estratégia da RedBull que poderia ter feito P3 e P5 dado o desenrolar da corrida e assim acabou por sair com as expectativas furadas.

Ricciardo2

Ricciardo

Quanto aos pilotos que acabaram a corrida, Kobayashi, Ericsson e Chilton acabaram por beneficiar das desistências subindo a 13º, 14º e 15º respectivamente (partiram todos do final da grelha), mas há que notar que Kobayashi lutou e andou sempre bastante bem, chegando diversas vezes a estar no top 10, mas não tendo carro para tanto, claro que naturalmente foi recuando para as posições do fim.

Magnussen, Kvyatt, Grosjean e Raikkonen foram os pilotos que se posicionaram logo de seguida, respectivamente entre a 9ª e a 12ª posição, sendo que todos foram dobrados pelos pilotos da frente. De resto as únicas notas negativas aqui vão para Magnussen e Raikkonen que com os carros que têm deviam fazer mais, especialmente Raikkonen que até partiu de uma boa 6ª posição e acabou por descer 6 lugares, realizando das piores corridas pela sua parte. Já Kvyatt tem sido uma agradável surpresa e mais uma vez manteve o nível (o carro também ajuda) e conseguiu mais uma 10ª posição. Grosjean acabou por fazer o melhor da Lotus esta temporada, sendo que é a primeira corrida que a equipa acaba e a primeira vez que consegue colocar o carro a rodar durante uma corrida inteira.

Em 7º e 8º aparecem ambos os Williams, com Massa e Bottas. Caricato que, Massa ainda não se livrou da célebre mensagem “Bottas is faster than you” (antes era Alonso) e recebeu ordens para deixar passar o Finlandês que tinha os pneus menos desgastados e poderia ainda ir à luta com Button, no entanto Massa não acatou as ordens e não deixou que Bottas passa-se, forçando sempre a que se o finlandês quisesse passar tivesse de se esforçar.

Massa bottas

No fim justificou-se dizendo que ambos estavam a lutar para a melhor posição possível e que ele próprio (Massa) estava a tentar o tudo por tudo para alcançar Button (chegou a dar luta ainda sem ser realmente efectivo), mas sem resultados, pelo que achava que Bottas também não conseguiria. Já Bottas não se revelou chateado e apenas disse que Massa fez o que achou correcto. Por um lado Massa quer liderar a Williams, por outro tentou demonstrar que não quer ser submisso durante mais uma época e veremos se tal não lhe pode sair caro em breve…

Massa button

Em 4º, 5º e 6º apareceram Alonso, Hulkenberg e Button. Se o primeiro correu como pode e teve de suar para passar Hulkenberg, o último destes três correu sempre a alguma distância, só conseguindo chegar perto já na parte final (muito em parte pelo racionamento dos outros com o combustível). No entanto a nota positiva vai claramente para o alemão. Tem sido o melhor dos pilotos “menos cotados” e tem dado à Force India alguma consistência neste novo começo. Andou sempre à frente de Alonso, até que o espanhol arriscou e lá o ultrapassou numa dura batalha já perto das últimas 10 voltas. De resto tanto o alemão como o inglês fizeram uma corrida em que recuperaram lugares em relação à partida.

Alonso vs hulk

Por fim, o pódio, encabeçado por Hamilton e Rosberg e fechado com Vettel. Não há quem bata estes Mercedes neste início de temporada (excepto os problemas técnicos) e felizmente a RedBull e Vettel mostram que estão de volta e que o trabalho está a ser feito (o único ponto de anotação é mesmo o andamento, o alemão acabou a 27 segundos do primeiro lugar).

pódio

 

Hamilton conseguiu assim a primeira vitória da época e chegar-se à frente (além da volta mais rápida na corrida) e Rosberg mantém-se como líder durante mais uma semana, sendo que nos construtores a Mercedes já vai cavando um fosso e dificilmente será batida a menos que muita coisa mude nos próximos tempos…

Hamilton

Ciclismo 2014 #29

volta catalunha

Volta à Catalunha

5ª etapa – Sexta-Feira

mezgek

Já diz o ditado que não há duas sem três. O esloveno Luka Mezgec, vencedor das primeiras duas etapas da prova conseguiu na sexta-feira vencer a sua 3ª etapa (em 5) na prova catalã, derrotando ao sprint o francês Julian Alaphilippe da Omega-Pharma-Quickstep e Samuel Dumoulin da AG2R.

A etapa que ligou LLanars a Valls, na distância de 218 km, apesar de prometer uma discussão ao sprint tinha, a meio, uma dificuldade que poderia ser bem aproveitada pelos ciclistas com pretensões à geral. A subida não categorizada do Alto de Lilla (pendente média de 7%) aliada às curtas distâncias temporais dos candidatos na classificação geral (à partida, Purito Rodriguez liderava com 4 segundos de vantagem para Alberto Contador e 7 par Tejay Van Garderen) poderia proporcionar o ataque dos elementos que à partida para esta etapa compunham o top-10 da prova.

Em LLanars, Paolo Tiralongo da Astana e Premyslaw Niemec, o polaco da Lampre-Merida de Rui Costa, homem que tão bem tinha andado na alta-montanha nos dias anteriores, não assinaram o ponto e abandonaram a competição.

A primeira fuga da etapa pertenceu a um grupo composto Peter Serry da Omega-Pharma-Quickstep, Andrey Zeits (Astana; repetente), Michael Kock (Cannondale; repetente) Chad Haga (Giant), Fumiyuki Beppu (Trek) e Mateusz Taciak (CCC Polsat) logo aos 7 km. 12 km depois foram apanhados pelo pelotão. A Katusha assumiu desde o início da etapa o controlo do pelotão, não deixando ninguém sair.

Aos 54km, Marcus Burghardt (BMC), Jérémy Roy (FDJ) Georg Preidler (Giant), Ángel Madrazo (Caja Rural) e Lukasz Owsian (CCC Polsat) tentaram a sua sorte. No quilómetro seguinte juntaram-se Pierre Roland (Europcar) e  Steven Kruijswijk (Belkin). 2 quilómetros depois haveria de sair novamente Michael Koch. Com Roland, Roy e Burghardt na fuga (o primeiro um interessante trepador e os segundos, homens que andam muito bem em fugas tanto em grupo como em solitário). A Katusha consentiu a saída dos corredores e estes rapidamente conseguiram alguma vantagem sobre o grupo principal, atingindo uma vantagem máxima de 8 minutos e meio ao quilómetro 96, numa fase em que Marcus Burghardt e George Preidler já estavam ligeiramente mais destacados do grupo de fugitivos.

A vantagem obtida obrigou a Katusha a trabalhar forte e feio no pelotão durante a 3ª e 4ª hora de corrida para fazer baixar a diferença. Burghardt só seria apanhado ao quilómetro 191 dos 218 traçados, mesmo em cima do Alto de Lille, altura em que aproveitando a interessante pendente da subida não-categorizada para o prémio da montanha, Alberto Contador (entre outros) tentou o seu ataque, devidamente respondido por Joaquin Rodriguez e pelo seu escudeiro Daniel Moreno. No alto foi a vez de Jakob Fuglsang (Astana), 12º da geral a 1 minuto de Purito atacar, obrigando Daniel Moreno a anular a diferença na descida.

Até ao final da etapa, Ryder Hesjdal (Garmin) tentou o seu ataque mas em cima da linha da meta, resistente à altíssima velocidade imposta no grupo principal durante a subida e descida, Luka Mezgec foi mais forte que aqueles que supra citei e conseguiu a 3ª vitória (13ª da época) para a Giant-Shimano.

Na classificação-geral, Purito continuou a liderar com a mesma diferença do dia anterior para os seus mais directos rivais.

6ª etapa – Sábado

clemente

A etapa que ligou El Vendrell a  Vilanova i la Geltru (172km) também não continha grandes armadilhas durante o percurso, prevendo-se uma etapa disputada ao sprint. Contudo, uma fuga iniciada à passagem do quilómetro 7 por parte de 9 corredores teve sucesso com a vitória de um deles, o “virtual” vencedor da camisola da montanh Stef Clement da Belkin.

Pieter Serry (Omega Pharma), Stef Clement (Belkin), Damien Howson (Orica), Pierre Rolland (Europcar), Jens Voigt (Trek), Antonio Piedra (Caja Rural), Marek Rutkiewick (CCC Polsat), Rudy Molard (Cofidis) e Nico Sijmens (Wanty) tentaram a sua sorte logo ao 7º quilómetro da etapa. A Katusha (equipa do líder) Tinkoff (equipa de Alberto Contador) e a Cannondale (uma das interessadas num final disputado ao sprint; para Daniele Ratto) trataram de assumir as despesas de perseguição visto que Clement, o consagrado Jens Voigt, Rolland e Antonio Piedra (todos eles ciclistas com grande qualidade e com características muito particulares nesta estratégia de corrida) poderiam fazer suceder a fuga.

O grupo de 9 andou bem organizado até ao quilómetro 160, aquando do primeiro ataque dentro do grupo, precisamente protagonizado pelo veteraníssimo (gregário de luxo da Trek) Jens Voigt. O alemão tem, para que o caro leitor tenha noção, nada mais nada menos que 42 anos. Ainda hoje, o ciclista da Trek é um gregário de luxo para qualquer líder que se preze. É um corredor capaz de assumir sem qualquer problema a frente do pelotão numa das míticas subidas do Tour (Madeleine, Ventoux, Alpe D´Huez, Telegraphe, Peyresourde, Tourmalet, Galibier) e imprimir um ritmo diabólico no grupo onde se encontre o seu líder de equipa. Acresce-me dizer que neste momento Voigt é “um gregário sem líder” visto que Andy Schleck não está a conseguir ser, depois de vários anos apoquentado por lesões, o líder que era há alguns anos atrás.

Voigt foi alcançado. Ao mesmo tempo, Stef Clement atacou (a cerca de 1,5 km da meta e venceu a etapa). O belga ganhou 3 segundos aos seus colegas de fuga e chegou com 55 segundos de avanço sobre o pelotão. Tudo continuou exactamente igual no topo da classificação geral:

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Amanhã corre-se a última etapa. A prova termina num circuito de 120 km com partida e chegada ao Olímpico de Montjuic (Barcelona). Apesar de muitos considerarem que esta será a etapa de consagração de Purito Rodriguez como vencedor da edição de 2014 da Volta à Catalunha nunca se sabe se Alberto Contador ou Tejay Van Garderen poderão discutir o sprint final de forma a vencerem a etapa e assim poderem vencer a geral da prova. Com poucos sprinters na prova, poderemos ver Contador ou o ciclista Norte-Americano na discussão pela vitória na etapa. Contador necessita por exemplo de bonificar na 2ª posição desde que Purito Rodriguez não bonifique e Tejay Van Garderen não vença a etapa. Já o ciclista da BMC precisa de vencer a etapa e esperar que Purito não bonifique.

 

E3 de Harelbeke – Sexta-Feira

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Peter Sagan conseguiu vencer na Bélgica a clássica de Harelbeke, numa prova corrida com algum taticismo e nervosismo por parte dos presentes.

Na antecamara das principais clássicas das corridas belgas, correu-se na Bélgica, mais precisamente em Harelbeke a clássica anual daquela região.

Com a Gent-Welvegen-Gent no horizonte (amanhã), alinharam na prova belga ciclistas como Peter Sagan (Cannondale), Fabian Cancellara (Trek) Geraint Thomas e Edvald Boasson Hagen (Sky), Tyler Farrar (Garmin), John Degenkolb (Giant-Shimano), Luca Paolini (Katusha) e Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep) entre outros especialistas neste tipo de corridas.

Na primeira hora de corrida saiu a primeira fuga do dia. Maxime Daniel (AG2R La Mondiale), Jérôme Cousin (Europcar), Florian Sénéchal (Cofidis), Jay Thomason (MTN Qhubeka) and Laurens De Vreese (Wanty) foram os primeiros a sair do pelotão. A boa colaboração entre todos os elementos do grupo levou a que os 5 ciclistas conseguissem rapidamente atingir 5 e 7 minutos de vantagem sobre o pelotão. O aumento de ritmo promovido pelas equipas dos favoritos, principalmente pela Omega-Pharma, Trek e Cannondale, levaram a que dentro do pelotão se sentisse algum nervosismo. A tentativa das equipas colocarem bem os seus líderes numa altura em que o pelotão rolava a uma velocidade altíssima causou três feias no pelotão, provocando vários abandonos na prova. Entre aqueles que tiveram de abandonar a prova estavam Ian Stannard (Sky), Svein Tuft (Orica). Os favoritos Sep Vanmarcke e Peter Sagan tiveram por exemplo de mudar de bicicleta a meio da prova, facto que obrigou a equipa da Cannondale a um trabalho extra para recolocar o seu líder dentro do pelotão.

Várias colinas foram delineando os favoritos à prova no grupo principal. A 30 km da meta, estavam no grupo principal Cancellara, Paolini, Sagan, Thomas, Stijn Devolder, Tom Boonen, Degenkolb, Devenyns, Stybar, Borut Bozic, Jurgen Roelandts, Boasson Hagen, Bozic, Konvalovas, Vanmarcke e os fugitivos Cousin e De Vreese. Foi aí que Peter Sagan atacou, levando consigo Geraint Thomas, Niki Terpstra e Stijn Vanderbergh da Omega-Pharma. Com Vanderbergh no grupo, este poderia trabalhar para Terpstra, homem com uma ponta final muito rápida que já conseguiu vencer a Geral da Volta ao Dubai, prova onde de resto se imiscuiu muito bem nos sprints finais junto do seu chefe-de-fila Tom Boonen. Todos os outros supra citados tentaram perseguir o quarteto até ao final da prova. Fabian Cancellara tentou mexer várias vezes com o grupo mas o dia estava talhado para a vitória de Sagan, Thomas ou Terpstra, em conjunto com Vanderbergh, muito bem organizados na frente da corrida.

Conseguindo acumular uma vantagem na ordem do minuto e meio, Peter Sagan provou ser o mais forte em cima da linha de meta, batendo o all-arounder Britânico e Terpstra ao sprint. O eslovaco é portanto o principal candidato à vitória (hoje) na Gent-Welvegen-Gent. Irei tentar acompanhar esta prova amanhã.

 

frase do dia

Louis Van Gaal

“Sei que o presidente do Tottenham esteve em casa de Van Gaal. Acho que o negócio está feito, mas nunca se sabe” – Ruud Gullit.

O próprio treinador já tinha afirmado publicamente que a vaga do Tottenham lhe interessava. As declarações aguçaram a curiosidade. Daniel Levy sabe perfeitamente que depois da catástrofe (desta época) terá que vir a bonança. As vendas de Modric e Gareth Bale aliadas à extraordinária receita que o clube lhe proporciona nos primeiros 3 ou 4 dias de venda de bilhetes para a época (arranjar um bilhete para White Hart Lane é como achar uma agulha num palheiro; digo-vos isto de experiência própria) mais as chorudas receitas obtidas através da máquina de sponsorship atrelada à equipa, ainda lhe permitem ter algum crédito para se lançar no mercado. O grande problema do Tottenham não é dinheiro. O grande problema do Tottenham é a falta de planeamento. A inexistência dentro da estrutura do clube de alguém que pense o plantel a curto, médio e longo prazo. A inexistência de alguém (desde o director desportivo ao treinador) capaz de discernir se um target pretendido encaixa na equipa. As contratações (dos inadaptados) Sigursson, Holtby, Lamela (entre outros casos, sem querer de resto beliscar a qualidade dos atletas) surgiram desse mesmo défice directivo do clube. São na minha opinião jogadores que não se adequam sequer ao estilo de futebol praticado em Inglaterra.

Com Louis Van Gaal acredito que este Tottenham poderá dar o passo que tanto quer dar desde há alguns anos para cá. Daniel Levy tem o desejo (declarado de resto) de levar a equipa ao top-level interno. Vencer um título e marcar presença na Champions nós próximos anos são objectivos quase obrigatórios. A entrada do holandês poderá ser de facto um dois em um. A entrada de um manager à séria, ao estilo britânico. Alguém capaz de trabalhar com critério no campo de treinos e no escritório. Esperemos portanto pelas cenas do próximo capítulo.

Superbock! Fresquinha! #89

1. Já vamos no 3º golo mal anulado a Montero nesta temporada. Tantos quantos os que foram validados ao colombiano cuja influência do mesmo nas jogadas resultaram em golo logo no princípio da temporada. Abro portanto este post à discussão para todos aqueles que ainda hoje se queixam dos golos irregulares (ou passes para passes para golo) obtidos pelo colombiano durante a presente temporada. Venham de lá esses argumentos.

2. Já que escrevo a palavra argumentos, um dos argumentos que algumas correntes de opinião (não-sportinguistas) tem manifestado nos últimos meses (penso que já li qualquer coisa aqui na barra de comentários de um post sobre isso) tentam justificar o actual 2º lugar do Sporting na tabela classificativa com o “seu fraco futebol” – creio que este jogo contra o Vitória de Guimarães mostrou mais uma vez o esclarecimento que essas correntes merecem – um futebol bonito, altamente flanqueado, a toda a largura do terreno, com uma excelente comportamento da defesa (mais uma vez Rojo e Maurício fizeram uma exibição irrepreensível; os dois laterais foram dois galgos de corrida tanto a defender como a atacar), com um meio-campo muito assertivo no capítulo do passe (Adrien e William fizeram aberturas de sonho com o seu passe longo para a entrada dos laterais e dos extremos pelo flanco), com um meio-campo bastante pressionante e com um Carlos Mané absolutamente endiabrado (para o Paulo Bento ver, porque não?) a limpar 2 e 3 jogadores do Guimarães com o seu drible (puto, pede lá desculpa ao André Santos pelas maldades que lhe fizeste na primeira parte). Na noite de Alvalade pode-se dizer que a única coisa que realmente falhou foi o último passe para Slimani. Tanto Jefferson como Capel na esquerda como Cedric e Heldon na direita exageraram um pouco no capítulo do cruzamento, não possibilitando boas situações de finalização ao Argelino.

(Sem demérito ao Guimarães de Rui Vitória, que, na minha modesta opinião é das melhores equipas da liga a defender e a sair no contragolpe; André André está um senhor jogador naquele meio-campo do Guimarães)

3. A arbitragem de Bruno Almeida e da sua equipa foi, como não poderia deixar de ser vergonhosa. Como gosto de admitir quando o meu clube é beneficiado e criticar quando é espoliado:

  • Um golo mal anulado a Fredy Montero
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Moreno na primeira parte num lance em que o jogador do Vitória de Guimarães corta a bola com o braço numa jogada em que é o último defensor vitoriano e com o gesto corta um lance considerado pelas regras do jogo como “iminente ou passível de golo”
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Adrien pela entrada duríssima cometida sobre Marco Matias.
  • Ficou por mostrar o 2º cartão amarelo e correspondente cartão vermelho a Slimani pela simulação feita a meio-campo, seguindo à risca o critério que motivou o primeiro cartão.
  • Há um amarelo mostrado a Rojo na segunda parte (Bruno Almeida poderia ter sacado do vermelho directo) num lance em que o argentino joga simplesmente a bola, não havendo lugar à marcação de falta.

Os senhores da APAF podem encomendar os espaços televisivos que quiserem para demonstrar os critérios utilizados pelos árbitros na sua lavoura assim como aquilo que comunicam entre si durante os jogos. O que vimos de Bruno Almeida e dos seus auxiliares em Alvalade foi mais um atestado de incompetência e falta de qualidade. Quando escrevo pura incompetência, convido-vos a rever o jogo novamente, com especial atenção ao posicionamento do árbitro. Bruno Almeida esteve durante toda a partida longe (quando escrevo longe, escrevo a mais de 30 metros) das jogadas. Como é que um árbitro que se posiciona a 30 metros das jogadas as pode avaliar com clareza?

joao ribas

4. O nome dos adeptos nas camisolas e a homenagem ao vocalista dos Tara Perdida – Enquanto alguns ainda continuam a viver do passado e a fazer transcender ao olimpo o nome de quem já morreu, fundindo o clube com o jogador e o jogador com o clube, num acto que para além de saudosista (clube sem futuro?) pode ser perigosamente sinal de anacronismo, outros homenageiam quem constitui realmente o clube: todos os sportinguistas. Foi muito bem ver o nome de alguns leões (tão leões quanto eu; mais leões que eu 😉 ) nas camisolas de quem nos representa. Bonita também foi a singela homenagem promovida pelo clube a um dos seus que nos deixou esta semana. O Sportinguismo alimenta-se destes pequenos gestos. O que custa talvez perceber a muitos é que apesar de não ganharmos com regularidade, temos dentro de nós um enorme amor, incomparavelmente maior que a relação que temos com o restantes fenómenos que a vida nos proporciona. Ao contrário de outros clubes, não o abandonamos quando fica 3 ou 4 anos sem ganhar um título nacional, voltando apenas quando está em condições de o conseguir. A todos esses que nos invejam, dedico este singelo tema de Jorge Palma:

F1 2014 #14

Chegou o segundo GP da temporada de F1, desta vez na Malásia onde o calor se fez sentir nos primeiros dias, com temperaturas acima de 30 graus e onde hoje antes da qualificação imperou a chuva, chuva forte que até fez com que a mesma qualificação tivesse de ser adiada até ao limite possível (apesar de as condições não serem as mínimas exigidas a qualificação teve de ser feita) devido ao alongar das horas e ao facto de o fuso horário da Malásia ser de 8h de diferença, o que faria com que mais adiamentos levasse a uma entrada em horário nocturno, o que levaria a falta de iluminação.

Enquanto que nos treinos dos primeiros dias já se viram bastantes melhorias ao nível dos RedBull e já se viu que as coisas se começavam a equilibrar para todos, nesta qualificação o factor chuva foi bastante determinante e influenciou de tal forma negativamente a prestação de cada um que a maioria dos tempos foram de 2 minutos por volta, numa pista em que se consegue rodar em média 20 segundos abaixo dessa marca.

A nota principal destes dias vai desta vez para o problema que já tinha surgido em Melbourne e que aqui se voltou a verificar relativamente à perda de controlo dos monolugares em curvas que podem ser feitas com alguma velocidade. A maioria dos carros é bastante instável quer por causa dos pneus, quer por causa dos chassis mais curtos e das suspensões que ainda não estão totalmente adaptadas. Em Melbourne este problema valeu algumas ultrapassagens que não estavam nos planos e beneficiaram sempre os corredores menos agressivos e durante estes dias voltaram-se a verificar especialmente nos treinos em que foram usados pneus duros, já na qualificação o problema foi mesmo a forte chuva e a muita água presente em pista.

Só para terem uma ideia da qualidade da pista fica o vídeo da volta que deu a pole a Hamilton.

Quanto à corrida de amanhã de manhã espera-se bem melhor que o que se passou até aqui. A pista mais uma vez promete espectáculo e apenas a chuva pode contribuir para um mau espectáculo.

Capturar

Com duas rectas a prometer muito espectáculo, várias curvas rápidas (a 3, a 5 e a 13), com a chicane à saída da recta da meta e com várias curvas mais lentas promete-se ver muito e espera-se que pelo menos façam valer o espectáculo já que pelo som dos motores este espectáculo ficou bastante afectado!

Quanto à qualificação a ordenação da grelha de partida será a seguinte:

1.ª linha:
Lewis Hamilton (GBR/Mercedes)
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault)

2.*ª linha:
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
Fernando Alonso (ESP/Ferrari)

3.ª linha:
Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull-Renault)
Kimi Räikkönen (FIN/Ferrari)

4.ª linha:
Nico Hülkenberg (ALE/Force India-Mercedes)
Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes)

5.ª linha:
Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Renault)
Jenson Button (GBR/McLaren-Mercedes)

6.ª linha:
Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso-Renault)
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari)

7.ª linha:
Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes)
Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes)

8.ª linha:
Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes)
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault)

9.ª linha:
Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault)
Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari)

10.ª linha:
Jules Bianchi (FRA/Marussia-Ferrari)
Kamui Kobayashi (JAP/Caterham-Renault)

11.ª linha:
Max Chilton (GBR/Marussia-Ferrari)
Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault)

Ciclismo 2014 #28

volta catalunha

Volta à Catalunha

4ª etapa

tejay

A 4ª etapa da prova, disputada entre Alp e o alto de Vallter (a 2000 metros de altitude), considerada a etapa raínha da prova, apresentava uma enorme dureza aos presentes. 3 contagens de primeira categoria, 1 de 2ª e uma de categoria especial com chegada em alto fazia da etapa decisiva no que à classificação geral diz respeito.

No alto de Vallter, Tejay Van Garderen confirmou a boa prestação do dia anterior (4º lugar na etapa) batendo Romain Bardet da AG25 em cima da linha de meta no dia em que o líder da AG2R Carlos Betancur abandonou a corrida. Bardet afirmou no final da prova que está na catalunha a fazer a melhor corrida da sua carreira até ao momento.

O dia começou com abandonos de peso. Betancur, Chris Horner (Lampre-Mérida) Julian Arredondo (Trek) e o veterano Tom Danielson abandonaram a corrida. Se o colombiano tinha padecido de um dia muito mau no dia anterior (descolando muito cedo do grupo dos favoritos na subida final), o Norte-Americano não apareceu neste grupo sequer, fruto das imensas lesões que o tem abalado novamente neste início de temporada. Confirma-se portanto o pior cenário que foi afirmado quando o vencedor da Vuelta 2013 foi anunciado como reforço da Lampre: pedir a Horner que corra mais de 60 dias de provas por ano é neste momento excessivo para o Norte-Americano de 42 anos.

A primeira fuga do dia foi protagonizada com gente com muito talento: ao quilómetro 10, Ruben Plaza (Movistar), Thomas de Gendt (3º classificado do Giro 2012; Omega-Pharma-Quickstep), Stef Clement (Belkin) e Maxime Mederel (Cofidis) escaparam e passaram as duas primeiras montanhas do dia. Ao quilómetro 95 chegaram a ter 4 minutos de vantagem. A Katusha, equipa do líder Purito Rodriguez,  acompanhada a partir de certo ponto pela Tinkoff de Contador, deixou os fugitivos irem até certo ponto, assumindo as despesas de persegução precisamente a partir do momento em que estes se viram com 4 minutos de vantagem. Com Thomas de Gent no grupo, um ciclista que faz do seu contra-relógio o seu forte mas que já provou conseguir passar bem a média e a alta montanha, dar mais tempo de avanço a este grupo poderia perigar a liderança de Purito Rodriguez.

Ao quilómetro 138, 6 km depois da contagem de 1ª categoria no Alto de Rocabruna o colombiano José Serpa (Garmin) decidiu saltar do grupo principal para tentar a sua sorte com vista à vitória na etapa. Serpa rapidamente chegou perto dos fugitivos. Nesta fase da corrida, restavam De Gendt e Plaza na frente como de resto seria evidente desde o início da fuga. 3 quilómetros depois De Gendt saltou do pelotão e conseguiu alcançar uma vantagem de 30 segundos sobre os perseguidores.

Começava a subida para Vallter

No pelotão, Sky e Katusha tentavam anular a diferença para os fugitivos. David Lopez Garcia comandava o pelotão e iniciava o trabalho para Chris Froome. O espanhol está a revelar-se como o gregário de luxo do inglês para esta temporada, indiciando que dentro da Sky poderão existir algumas mudanças na orgânica da equipa visto que ao que tudo indica, Richie Porte será o chefe-de-fila da equipa no Giro de Itália.

Numa subida disputada com algum tacticismo (Moreno, Purito, Contador, Froome, Quintana marcaram-se e vigiaram-se durante toda a subida) o único ataque no grupo dos favoritos viria do francês Warren Barguil da Giant-Shimano. Sem sucesso. Van Garderen haveria de sair a poucos metros da meta para vencer a etapa e ganhar alguns segundos à concorrência.

catalunha 4

Na Geral, a classificação ficou assim:

catalunha 5

P.S: Devido às limitações do meu tempo pessoal, amanhã escrevo sobre a etapa de hoje e sobre a etapa de amanhã da Volta à Catalunha, bem como de uma clássica disputada hoje na Bélgica, a corrida de Harelbeck.

 

frase do dia

FUTEBOL - Bruno de Carvvalho Presidente do Sporting Clube de Portugal

«Há pessoas que não deixam de me surpreender. Por vezes damos uma conotação negativa mas a senilidade, quanto mais a conheço, mais abrangente e maravilhosa é. Não deixa de ser altamente frutuosa na sua imaginação» – Bruno de Carvalho, em reacção à queixa entreposta pelo FC Porto junto do Comité de Instrução e Inquéritos da Liga.

Meias-finais Taça de Portugal 2013/2014 – FC Porto 1 Benfica 0 (Rescaldo)

A primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal entre FC Porto e Benfica acabou com uma vitória justa dos dragões perante o Benfica, no Estádio do Dragão, por 1-0. O jogo começou praticamente com o golo do FC Porto. Canto na direita, e Jackson Martinez encontra espaço e salto mais alto do que todos, colocando a bola no canto esquerdo da baliza de Artur. Indefensável, 1-0, e o FC Porto assumiu a liderança sem nunca mais a largar. E esperava-se que após um início destes, voltássemos a ter um clássico com golos. Mas infelizmente, os Deuses do futebol brindaram-nos com o contrário. A qualidade de jogo roçou o vulgar termo “solteiros e casados”, ambas as equipas estavam extremamente desinspiradas no seu processo ofensivo, muitos passes falhados na zona intermédia e no último terço. O FC Porto apresentou-se em melhor plano frente, possivelmente, ao pior Benfica da temporada, e podia ter mesmo feito o 2-0 em 2 lances nos momentos finais da segunda parte, mas faltou mais objetividade e calma a Carlos Eduardo após um lance brilhante de Jackson Martinez na área e a Quintero que, completamente isolado na cara de Artur, prefiriu passar e perder a oportunidade.

O FC Porto surpreendeu a imprensa e os próprios adeptos com a inclusão de Herrera no lugar de Carlos Eduardo. Reyes parece também ter roubado o lugar a Abdoulaye Ba, o que começa a ser cada mais justificável, como explicarei mais à frente. Primeiro, estranhou-se. Depois, entranhou-se e pode-se dar os parabéns a Luis Castro pela forma como apresentou a equipa. Houve muito mérito no FC Porto na forma como “obrigou” o jogo a ser “feio” e disputado a meio-campo, em grande parte.Os Dragões apresentaram-se motivado, aguerrido e agressivo no choque, sem dar espaço ao meio-campo do Benfica e particularmente a Ruben Amorim de pensar e executar os passes diretos na direção de Salvio e Sulejmani. Fernando, Herrera e Defour estiveram em bom nível, apesar de por vezes agirem com excessiva agressividade. Principalmente Fernando, que podia ter visto um vermelho com um árbitro mais rigoroso. Destaco também, o bom jogo dos centrais do FC Porto que não deram a Cardozo qualquer margem de manobra. Estou muito surpreendido com a qualidade do Diego Reyes, para mim foi o homem do jogo pela forma como anulou Cardozo e as investidas de Rodrigo, Gáitan e Silvio. É um jogador que apesar de não ser muito forte em termos físicos (irá adquirir essas qualidades com o tempo), é impecável no tempo de desarme e nas decisões que toma. Muito maduro para a sua idade. Irá dar que falar, parece-me que o FC Porto voltou a acertar uma contratação. Bons jogos de Jackson Martinez e Danilo. Nota menos para Alex Sandro (muito trabalho defensivo), Varela e Quaresma (completamente fora do jogo, principalmente Varela).

O Benfica apresentou-se com algumas mudanças. Markovic, Enzo, Gaitán e Lima iniciaram a partida no banco. Salvio, Sulejmani e Cardozo foram titulares e Artur substituiu Oblak na baliza encarnada. Tirando a entrada de Artur, que nem foi por ele que o Benfica perdeu, todas as outras alterações devem ser postas em causa. Principalmente Cardozo. Cardozo hoje foi o mais próximo que estivemos de ver um idoso a jogar futebol. Completamente fora de forma, más decisões e engolido pela avalanche de jogadores do FC Porto. Nunca teve espaço para um movimento, e não forçou o suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos. Também me parece denotar problemas de motivação. Sulejmani e Salvio ainda estão longe no nível pretendido para estes jogos decisivos, o Jorge Jesus devia ter optado por Gaitan ser titular em demérito de um deles. Por outro lado, Ruben Amorim e Fesja foram apenas 2 para a imensa intensidade e agressividade que o FC Porto colocou no tridente do meio-campo. Faltou Enzo Perez, um jogador com um raio de ação muito maior do que Ruben Amorim e mais agressivo e objetivo nas abordagens defensivas. Jorge Jesus ainda tentou mudar a situação com a entrada de Lima e Gaitán, mas de nada serviu. Este Benfica só pode dar graças a que o jogo tenha ficado 1-0.

Segunda mão é a 16 de Abril, e o FC Porto leva uma importante vantagem. E que a meu ver, não vai deixar fugir perante um Benfica que parece estar a relegar a Taça de Portugal para segundo plano e vai chegar a 16 de Abril completamente desgastado em termos físicos e psicológicos.