O que eu ando a ver #43

Copa Libertadores da América do Sul – Parque da Independência – Belo Horizonte (Minas Gerais)

Duas das candidatas à vitória na maior prova de clubes da América do Sul defrontaram-se esta madrugada no Parque da Independência para a segunda jornada do Grupo 4 da prova.

O Atlético Mineiro é o campeão sul-americano em título. O nosso bem conhecido Paulo Autuori substituiu o vitorioso Cuca no comando técnico do “galo” no início da temporada sul-americana e tentará levar a equipa de Belo Horizonte à 2ª vitória consecutiva na prova, possível 3ª do curriculo do treinador que já orientou como bem sabemos o Marítimo e o Benfica. Do outro lado o Santa Fé da Colombia é uma equipa a ter em conta no lote de favoritos à prova visto que foi semifinalista na última edição da mesma, faz da organização defensiva e dos rápidos contra-ataques o seu ponto forte e é uma equipa muito difícil de bater no seu reduto.

Na primeira jornada da prova, o Atlético Mineiro teve que suar para bater o Zamora da Venezuela naquele país por 1-0 com golo de Jô a fechar a primeira parte

Com Otamendi a titular (o jogador está emprestado até Julho à equipa de Minas Gerais devido ao facto do Valência não o ter inscrito na Liga Espanhola depois de o comprar ao Porto por 12 milhões de euros nos últimos dias da janela de transferências de Janeiro em virtude do estatuto de extra-comunitário do jogador argentino; facto que o clube ché alegou desconhecer no momento da contratação) coube ao antigo central do Porto uma das grandes ocasiões de golo quando ainda na primeira parte respondeu de cabeça a um canto de Ronaldinho Gaúcho. R10 esteve sensacional nos primeiros 60 minutos de jogo, ora a desiquilibrar pela ala ora a bombear cruzamentos de sonho para a área dos colombianos.

A primeira parte seria de resto recheada de perdidas dos jogadores do Atlético Mineiro. Apesar da defesa baixa montada pelos colombianos que obrigou o Mineiro a jogar muito feio nos primeiros 15 minutos, Diego Tardelli, Jô e Fernandinho tiveram meia dúzia de oportunidades para abrir o marcador no Parque Independência na primeira parte. O primeiro tempo iria acabar com a expulsão do avançado Wilmer Medina quando este agrediu Nicolas Otamendi com uma cotovelada. O avançado de 33 anos tem estado em destaque neste início de temporada na equipa colombiana com 11 golos em 12 partidas. Medina protagonizou há uns anos atrás um dos primeiros casos de doping no futebol sul-americano quando jogada no Deportes Tolima. Apanhado com um controlo positivo a nandrolona, Medina esteve um ano castigado.

Na segunda parte, os colombianos haveriam de entrar melhor partida e Omar Perez, o nº10 da equipa colombiano recebeu na esquerda e rematou sem hipóteses para o guarda-redes Victor. Poucos minutos depois, quando os colombianos já ameaçavam colocar o autocarro à frente da baliza para retirar do Parque da Independência 3 preciosos pontos, Jô empatou a partida e acirrou os adeptos do “galo”, conhecidos precisamente por ser uma das mais fervorosas torcidas do Brasil. Os colombianos passaram da ameaça à concretização e dispuseram-se a defender na entrada da área, entregando a iniciativa de jogo à equipa brasileira. No banco de suplentes, Autuori desesperava: primeiro tirou o médio defensivo Josué para colocar o médio ofensivo Guilherme. Minutos depois, quando o encontro já se encontrava empatado tirou o desinpiradíssimo Fernandinho para colocar no terreno de jogo o avançado de 26 anos Neto Berola, jogador de quem se diz poder estar de regresso ao Vitoria da Bahia. O avançado aproveitou a oportunidade e na primeira grande chance que teve na área selou a vitória com um fantástico volei.

Até ao final do jogo, Victor, ou São Victor (como é alcunhado pelos adeptos do clube; a santificada alcunha foi colocada depois das exibições do guardião na Libertadores frente ao Newells Old Boys nas meias-finais; jogo no qual defendeu várias grandes penalidades; e frente ao Olímpia na final, jogos nos quais foi o esteio em que assentou a vitória dos Mineiros na competição) fez duas grandes defesas nos descontos a remate de Mosquera e Omar Perez. Este Omar Perez é um jogador fantástico. É um jogador que joga, faz jogar e garante profundidade ao jogo ofensivo da equipa colombiana visto que nunca para quieto no meio-campo e ora faz jogar no centro como segundos depois está a receber numa ala e a flectir para o centro de forma a aplicar o seu temível remate de meia-distância. Aos 32 anos e visivelmente com uns quilitos a mais, não consigo perceber como é que este argentino naturalizado colombiano que já venceu 3 Copas Libertadores ao serviço do Boca Juniors em 2000, 2001 e 2003 e uma Taça Intercontinental pelo mesmo clube em 2000 não só nunca conseguiu dar o salto para Europa como se arrastou por clubes de dimensão secundária na Argentina (Banfield) no México (Jaguares de Chiapas) e na Colombia (Junior e Real Cartagena).

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s