F1 2014 #3

Continua a senda da F1 em 2014 e desta vez o palco de testes foi a pista do Bahrein (Sakhir), onde se realizou a segunda ronda de testes oficiais para todas as equipas que vão competir em 2014 (e desta vez já estiveram presentes todas as 11 equipas oficiais), é preciso relembrar que no próximo fim de semana ocorrerá no mesmo local a última ronda de testes antes do início da temporada (agendada para Melbourne, entre 14 e 16 de Março). O grande objectivo deste teste passa por expor os carros e pilotos a um clima mais quente em pista, isto depois do teste em Jerez os ter exposto a um clima húmido e chuvoso.

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Depois de termos analisado o que traria 2014 para a F1 e de termos escrutinado aqui os primeiros treinos livres da época 2014, chegou a hora de analisar a fundo o que aconteceu durante os últimos três dias de testes, quais os resultados e as conclusões.

O grande aperitivo para esta jornada de testes seria sem dúvida ver como responderiam os motores Renault às alterações feitas depois dos problemas registados na pista de Jerez e como reagiriam portanto RedBull, Caterham e Toro Rosso aos falhanços desse primeiro teste. Por outro lado houve também a curiosidade de ver a Lotus em acção, uma vez que optou por não ir a Jerez (relembro que o motor também é Reanault) e seria portanto esta a estreia total em pista com o novo carro. Por fim e não deixando de captar atenções esteve a curiosidade em saber se o fulgurante início da Ferrari, Mercedes e Mc-Laren era para manter, se as equipas como Force India, Sauber, Williams e Marrussia davam novas indicações e a maior destas últimas curiosidades, os pneus, que tanto fizeram falar a época passada e que se mostraram ainda algo desafinados no primeiro teste.

1º dia de testes

No primeiro dia de treinos estiveram em pista apenas 9 pilotos e revelou-se logo um dia surpreendente ao vermos aparecer como melhor tempo Nico Hulkenberg no seu Force India, que bateu Alonso e Hamilton, respectivamente segundo e terceiro do dia, isto tudo em 78 voltas para o alemão, 64 para o espanhol e 74 para o britânico. No restante destacou-se novamente pela negativa Vettel e a RedBull, que além de não terem entrado na sessão matinal, voltaram a conseguir apenas completar 9 voltas na sessão da tarde, o que valeu apenas um modesto 5º lugar, quase a 4 segundos do primeiro. Destaque ainda para a Caterham que apareceu em 7º, o que pode realmente ser um bom indicador para a equipa de Toni Fernandes. Assim os resultados globais do primeiro dia foram os seguintes:

1. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) 1:36.880 (78 tours)
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1:37.879 (64 tours)
3. Lewis Hamilton (GRB/Mercedes-AMG) 1:37.908 (74 tours)
4. Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 1:38.295 (81 tours)
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1:40.224 (14 tours)
6. Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 1:40.443 (82 tours)
7. Robin Frijns (HOL/Caterham-Renault) 1:42.534 (68 tours)
8. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso-Renault) 1:44.346 (5 tours)
9. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1:44.832 (8 tours)

Hulkenberg

2º dia de testes

No segundo dia de testes a história quase se repetia e Hulkenberg voltou a mostrar consistência, no entanto não conseguiu ultrapassar Kevin Magnussen, o rookie que pode muito bem vir a ser o melhor novato do ano (tem potencial e carro para fazer coisas bonitas). Destaque que neste dia as voltas foram mais rápidas e o gap para os carros da RedBull e Vettel neste caso aumentou em cerca de 1 segundo, sendo que a diferença se ficou pelos 5 segundos e pela descida para o 7º lugar do alemão tetracampeão do mundo que viu o Caterham de Kobayashi ou o Williams de Bottas ficarem-lhe à frente e teve de suar ainda para conseguir bater o Toro Rosso de Vergne e o Sauber de Gutierrez. Há que realçar que neste segundo dia, finalmente a Red Bull conseguiu meter o seu carro a rodar mais de 20 voltas consecutivas. Neste segundo dia a orientação geral dos pilotos em pista foi então:

1. Kevin Magnussen (DEN/McLaren-Mercedes) 1:34.910 (46 voltas)
2. Nico Hülkenberg (GER/Force India-Mercedes) 1:36.445 (59 voltas)
3. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1:36.516 (97 voltas)
4. Nico Rosberg (GER/Mercedes-AMG) 1:36.965 (85 voltas)
5. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) 1:37.328 (116 voltas)
6. Kamui Kobayashi (JPN/Caterham-Renault) 1:39.855 (66 voltas)
7. Sebastian Vettel (GER/Red Bull-Renault) 1:40.340 (59 voltas)
8. Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Renault) 1:40.609 (58 voltas)
9. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1:40.717 (55 voltas)
10. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1:41.670 (18 voltas)
11. Max Chilton (GBR/Marussia-Ferrari) 1:42.511 (17 voltas)

Kobayashi

3º dia de testes

Neste terceiro dia de testes já foi possível ver em pista a elite dos pilotos completa, que substituíram os respectivos pilotos de teste das suas equipas, no entanto neste dia não se verificou alteração significativa no tempo de rodagem dos carros, que se manteve pelos 1:34:263 conseguidos por Hamilton com o seu Mercedes, logo seguido de Button em McLaren e Massa em Williams. O destaque deste dia vai mesmo para Raikonnen que rodou bastante abaixo das expectativas e apenas conseguiu um modesto 6º lugar (teve um acidente em que destruiu o carro e não pode correr mais) no agregado das duas sessões realizadas. A ordenação de tempos deste dia foi:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min34s263 (67 voltas)
2) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) + 0s713 (103)
3) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) + 2s803 (60)
4) Esteban Gutierrez (MEX/Sauber-Ferrari) + 2s917 (96)
5) Sergio Perez (MEX/Force India-Mercedes) + 3s104 (57)
6) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari),  a 3s213 (44)
7) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault) + 4s711 (57)
8) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) a 5s379 (26)
9) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) + 6s518 (28)
10) Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) + 7s867 (98)
11) Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari) + 12s409 (4)
12) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) sem tempo (55)

4º dia de testes

Neste último dia de testes mais uma vez a Mercedes e a McLaren a aparecerem na frente e desta vez Raikkonen a conseguir melhorar o seu tempo do dia anterior, onde havia feito apenas 44 voltas devido a ter tido um acidente e ser forçado a parar os testes. No geral nada de surpreendente e apenas fica no ar que os engenheiros da RedBull vão ter mais uma semana atribulada para tentar colocar o seu carro em melhor nível no terceiro teste (também no Bahrein na próxima semana) e possivelmente o último antes do GP de Melbourne, na Austrália.

1. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 33.283s, 89 laps
2. Jenson Button, McLaren, 1m 34.957s, 66 laps
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.718s, 82 laps
4. Felipe Nasr, Williams, 1m 37.569s, 87 laps
5. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 38.707s, 59 laps
6. Sergio Perez, Force India, 1m 39.258s, 19 laps
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 39.837s, 15 laps
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1m 40.472s, 19 laps
9. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 43.027s, 17 laps
10. Marcus Ericsson, Caterham, 1m 45.094s, 4 laps
11. Adrian Sutil, Sauber, no time, 7 laps
12. Jules Bianchi, Marussia, no time, 5 laps

No agregado dos quatro dias de treinos sai claramente vencedora a Mercedes, logo seguida da McLaren (ambas têm motor Mercedes), depois intromete-se Hulkenberg com o seu Force India (e mais uma vez motor Mercedes) e depois lá aparecem os Ferraris (mais modestos do que no teste de Jerez). A defraudar as expectativas aparecem os carros com motor Renault (inclui RedBull e Lotus). Os resultados agregados foram:

1. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 33.283s, 174 laps
2. Lewis Hamilton, Mercedes, 1m 34.263s, 141 laps
3. Kevin Magnussen, McLaren, 1m 34.910s, 127 laps
4. Jenson Button, McLaren, 1m 34.957s, 169 laps
5. Nico Hulkenberg, Force India, 1m 36.445s, 137 laps
6. Fernando Alonso, Ferrari, 1m 36.516s, 161 laps
7. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.718s, 126 laps
8. Felipe Massa, Williams, 1m 37.066s, 65 laps
9. Esteban Gutierrez, Sauber, 1m 37.180s, 151 laps
10. Valtteri Bottas, Williams, 1m 37.328s, 171 laps
11. Sergio Perez, Force India, 1m 37.367s, 76 laps
12. Felipe Nasr, Williams, 1m 37.569s, 87 laps
13. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 38.707s, 85 laps
14. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1m 38.974s, 57 laps
15. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 39.837s, 43 laps
16. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 39.855s, 83 laps
17. Sebastian Vettel, Red Bull, 1m 40.224s, 73 laps
18. Adrian Sutil, Sauber, 1m 40.443s, 89 laps
19. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1m 40.472s, 77 laps
20. Romain Grosjean, Lotus, 1m 41.670s, 26 laps
21. Marcus Ericsson, Caterham, 1m 42.130s, 102 laps
22. Max Chilton, Marussia, 1m 42.511s, 21 laps
23. Robin Frijns, Caterham, 1m 42.534s, 68 laps
24. Jules Bianchi, Marussia, no time, 8 laps

Onde as equipas conseguiram um total de voltas:

1. Williams (Mercedes), 323
2. Mercedes, 315
3. McLaren (Mercedes), 296
4. Ferrari, 287
5. Caterham (Renault), 253
6. Sauber (Ferrari), 240
7. Force India (Mercedes), 213
8. Toro Rosso (Renault), 134
9. Red Bull (Renault), 116
10. Lotus (Renault), 111
11. Marussia (Ferrari), 29

O que se traduz em cada marca de motor no seguinte:

1. Mercedes, 1147 (4 teams)
2. Renault, 614 (4 teams)
3. Ferrari, 556 (3 teams)

Claramente o motor Mercedes mostra-se o mais consistente e fiável de todos, no entanto não nos devemos deixar enganar, pois o facto do motor da Renault aparecer posicionado em segundo lugar apenas acontece devido ao maior partido retirado pela Caterham (de todos os Renault foi o melhor e isto diz muito sobre o que é este problema).

Os pneus

pneus

Em Jerez, como disse antes o clima foi mais favorável aos pneus, que este ano voltam a mudar ao nível dos seus componentes e construção, além disso a pista espanhola é bastante mais abrasiva do que a de Sakhir, pelo contrário a temperatura no Bahrein é muito mais elevada nesta altura, o que fez com que se pudesse testar um extremo importante (calor + desgaste). Além disso, em Espanha como se previa os carros não andaram tantas voltas como o desejado, ao passo que no Bahrein o número de rodagens por carro aumentou bastante, o que dá novos indicadores de durabilidade e desempenho. Mas se no primeiro teste as equipas dispuseram de todos os conjuntos de pneus, neste apenas dispuseram de pneus Duros, Médios, Macios e S. Macios. Em média os tempos foram melhores cerca de 0.7s dos super macios em relação aos macios, 1.2s dos macios em relação aos médios e 1.3s dos médios em relação aos duros. As primeiras indicações vão apontando para que tudo corra bem, mas a Pirelli ainda não se considerou totalmente contente e promete ainda algumas mudanças a serem vistas já no próximo fim de semana.

O destaque final, vai para a estreia de Eric Boullier que deixou a Lotus e juntou-se a McLaren Mercedes, vamos ver como vai lidar com a equipa de Milton Keys, mas o início parece bastante promissor.

Boullier

Por fim, uma pequena amostra de algo surpreendente, uma Volta em 360º da Mercedes  à pista, com possibilidade de conseguir ver em 360º o decorrer dessa volta, aqui fica um vídeo surpreendente, aliado a uma tecnologia que não o é menos.

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