Da Champions #9

Mais um dia de Liga de Campeões e mais um jogo em que se opuseram duas equipas antagónicas em campo, de um lado o enorme Atlético de Madrid que esta época tem fincado e batido pé ao Real Madrid e Barcelona e tem seguido em primeiro na “LaLiga”, com Simeone ao leme, o clube aprendeu a defender agressivamente e bem, reforçou-se cautelosamente e pode muito bem ser uma surpresa no final desta época e quem sabe da Liga dos Campeões, tudo depende daquilo que Diego Costa e companhia conseguirem fazer. Do outro lado do campo um Milan em estado de reestruturação, a ultrapassar o processo penoso dos maus resultados, uma substituição de treinador a meio da época com Seedorf a agarrar num caco que é um plantel com uma Serie A aos altos e baixos e com bastantes maus resultados, no entanto ainda presente na maior competição dos clubes europeus e disposto a salvar a época por essa via, tentando chegar o mais longe possível.

O jogo em si foi equilibrado e o Milan a jogar em casa e a precisar de um bom resultado para ganhar um balão de oxigénio tomou as despesas do jogo, impôs o seu ritmo e andou sempre no controle e disputa do resultado. Taarabt estreou-se na LC com a camisola do Milan e foi sempre uma mais valia para a equipa, sempre muito mexido, com grandes combinações na frente de ataque e a oferecer bastante hipóteses de golo aos seus companheiros. Kaká foi o primeiro a beneficiar com isso e aos 14′ aproveitou uma grande jogada de entendimento do jovem talento com De Sciglio e cruza para o Brasileiro que na área consegue fazer um grande remate em arco, que apenas a barra impede que se transforme em golo, passado pouco tempo aos 18′ mais uma grande oportunidade e os mesmos intervenientes, trocando apenas Kaká por Poli, que aparece na área e cabeceia com muito perigo, mas ainda assim sem conseguir o golo.

Aos 26′ acontece o pior para o Milan, depois de uma disputa acesa entre De Sciglio e Insua desde o início do jogo, o Italiano lesiona-se e é forçado a sair, dando lugar a Abate e forçando Seedorf a gastar uma substituição preciosa. No entanto a mudança não afectou o Milan que continuou sempre por cima até ao intervalo e mais uma vez aos 30′ Kaká teve nos pés outra boa oportunidade que não conseguiu efectivar. No meio deste filme, Thibault Courtois foi crescendo com várias defesas, o que me leva a dizer que no fim teve de ser considerado o melhor em campo, não fosse ele e provavelmente o Milan estaria neste momento na frente da eliminatória.

Numa primeira parte interessante do Milan, pouco se viu de Atlético e pareceu mesmo que a ideia de Simeone era trazer de Itália o empate, aliado a uma gestão produtiva dos jogadores, de forma a não comprometer a excelente Liga Espanhola feita até ao momento.

Na segunda parte o jogo modificou-se, o Atlético entrou com muito mais vontade e logo aos 51′ Diego Costa tem o lance acrobático da partida, correspondendo a um excelente cruzamento com um enorme pontapé de bicicleta, no entanto a bola saiu demasiado por cima, depois disto foi um jogo bastante disputado e o nível físico imperou, apenas cortado com os rasgos geniais de Turan, Taarabt, Kaká, algumas defesas de Abbiati e o enorme Courtois a carimbar o seu lugar de melhor em campo. Por fim, aos 83′ o suspeito do costume, Diego Costa conseguiu cabecear para o fundo das redes, dando assim a vantagem ao Atlético quer no jogo, quer na eliminatória, o que perspectiva algo muito bom para os espanhóis que vão jogar a segunda mão em casa. O Milan ainda tentou responder, mas o tempo já era escasso e as oportunidades fecharam-se quando Rami aos 87′ não conseguiu mais que uma bola (mais uma) para Courtois.

Neste momento o Milan sem objectivos de maior no campeonato (provavelmente até falhará as competições europeias), arrisca-se a ver mais uma competição a voar para longe das suas pretensões e decerto que esse choque será o bater no fundo para se conseguir ver no ano que vem uma reestruturação bem conseguida nesta equipa. O Atlético tem neste momento a grande oportunidade de avançar para os quartos de final e pode muito bem ter aqui argumentos para conseguir chegar pelo menos às meias-finais, ou quiçá final (aqui já duvido), no entanto vamos ver como vai lidar com a pressão da competição europeia e da Liga Espanhola.

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