Da Champions #8

Em Leverkusen esta noite estiveram frente a frente duas grandes equipas, do lado Alemão Bayern Leverkusen e do lado Francês, Paris Saint-Germain de um modo quase histórico a fazer lembrar os antigos combates das grandes guerras, mas desta vez sem destruição nem vítimas, apenas pelo prazer de jogar à bola e encantar os adeptos.

Do lado do Leverkusen aparece aquela que é a segunda equipa do campeonato interno neste momento, um conjunto consistente, com bons jogadores, que aparece nestes oitavos de final como prova do trabalho sustentado e bem feito que é feito internamente (recordo que o Bayern Leverkusen é das equipas mais regulares da Bundesliga nos últimos anos), no entanto não compensado em títulos.

Do lado do Paris Saint-Germain aparece a equipa que anda a elevar o campeonato Francês e que é um modelo do futebol actual, uma equipa gerida por milionários, com investimento desmedido e que se tem traduzido em vitórias fáceis internamente e um nível acima do bom nas competições europeias.

À entrada para este jogo, eu diria que seria talvez um jogo equilibrado, mas que o PSG acabaria por sair com a vitória (considero que a nível individual a equipa é bastante superior), no entanto nunca imaginei que os Alemães entregassem a vitória de bandeja como o fizeram, no geral foi um mau jogo jogado, escasso de oportunidades e jogado a um nível que é tudo o que não se quer nesta que é a maior competição de equipas do mundo. Para que o jogo se desenrolasse desta maneira muito ajudou o golo madrugador de Matuidi que logo aos 3 minutos recebeu a bola na área e encarregou-se de a colocar dentro da baliza facilmente, o que desbloqueou o jogo e fez com que o PSG se acomodasse e que o Leverkusen necessitasse de correr atrás do prejuízo, mas isso nunca pareceu acontecer, tanto que pouco depois do golo, a imagem que fica na retina é a de ver Sami Hyppia no banco de suplentes do Bayern, visivelmente preocupado com aquilo que estava a ver. O PSG nunca acelerou realmente e o jogo tornou-se monótono, apenas os habituais rasgos de Verrati ou Ibra deram para animar alguns momentos, mas ainda assim tudo muito frio, tão frio estava, que os jogadores do Leverkusen demoraram uma eternidade para aquecer, apenas conseguindo chegar com perigo à baliza de Sirigu num lance aos 27 minutos e com uma ajuda do central Alex. Depois disto não deu mais até ao intervalo a não ser PSG e claro está Zlatan Ibrahimovic, de tal maneira que aos 37 minutos converte um penalty (duvidoso o suficiente para não ser marcado, mas nem a arbitragem quis ajudar neste jogo) e logo de seguida aos 41, o mesmo Zlatan tira o seu habitual coelho da cartola e faz mais uma das suas obras de arte, marcando um potente golo (Matuidi foi sempre o mais irrequieto neste jogo e esteve nestes 3 golos, pelo que considero que foi o melhor em campo na partida a par de Zlatan).

Na segunda parte o futebol saiu ainda mais prejudicado, de tal forma que até quem pagou bilhete (que não é tão barato quanto isso) optou por sair mais cedo dado o mau espectáculo que estava a assistir e a partir dos 60 foi começar a ver uma debandada nas bancadas. Quem saiu não perdeu muito, o jogo tornou-se ainda mais táctico, o PSG limitou-se a gerir a vantagem e nem a expulsão de Spahic aos 59 minutos ajudou a abrir o jogo. Curiosamente depois desta expulsão o Leverkusen ainda esboçou uma tentativa de reacção, mas sem sucesso. Do lado dos alemães, Kiessling bem que lutou, esforçou-se e correu quilómetros, mas nada conseguiu retirar de partido. Em sentido oposto Laurent Blanc retirou o mais esforçado dos parisienses (Matuidi) e meteu em campo o homem que viria a dar o veredicto final neste jogo (Cabaye).

De destaque deste jogo apenas se retira o fecho quase instantâneo que o PSG deu a esta eliminatória, muito por demérito do Leverkusen que simplesmente vendeu a derrota a um preço demasiado barato. No entanto tanto uma como outra equipa são capazes de muito mais e este PSG arriscar-se-ia a ser um sério candidato a atingir as meias-finais, no entanto a continuar ao nível de hoje, o mais certo é serem forçados a sair na próxima ronda da competição, isto claro admitindo que no Parque dos Príncipes não assistimos a uma reviravolta épica, como tantas outras que o futebol nos proporcionou até hoje!

Esperamos para ver!

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