Superbock! Fresquinha! #56

Não tenho palavras para descrever a arbitragem realizada por Olegário Benquerença no Estádio dos Arcos no jogo das meias-finais da Taça da Liga entre Rio Ave e Braga. Não consigo perceber como é que 3 almas não conseguiram ver a simulação do jogador dos vilacondenses. Na 2ª parte, Olegário Benquerença não assinalou 2 grandes penalidades clarissimas. Se isto não é gozar com a dignidade dos bracarenses e com o trabalho realizado pelo plantel do Braga vou aqui e já venho. Se eu fosse dirigente do Sporting de Braga, decerto que não teria colocado a equipa em campo no segundo tempo. A prova já é pouco competitiva. Com este tipo de comportamentos, não vale a pena sequer disputá-la. Não tenho a menor dúvida em afirmar que em Inglaterra, este jogo iria dar direito a repetição. Nenhum treinador inglês gosta de ganhar desta maneira. Prova disso foi quando Wenger mandou repetir um jogo que o Arsenal tinha ganho com um golo manhoso.

Não me venham dizer que errar é humano. A tolerância tem limites. Depois vem a público afirmar como má-fé quem lhes vandaliza os carros e os talhos. O presidente da federação continua convicto que tudo vai melhorar com a profissionalização. O presidente do Conselho de Arbitragem só comenta (publicamente) o que bem lhe apetece comentar. Os relatórios dos observadores continuam a ser privados. O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol só vem a público criticar declarações de presidentes de clubes e passar o paninho pelas costas dos seus afiliados. O Conselho de Disciplina da Federação só actua contra os treinadores que reclamam das situações, como foi o caso de Sérgio Conceição na segunda-feira. Estes senhores são (muito bem) pagos (pagos a peso de ouro) para executarem um bom trabalho nos campos onde apitam. Poucas pessoas neste país podem regozijar-se com o facto de auferirem perto de mil euros por 2 horas de trabalho. Quando o Conselho de Arbitragem da FPF começar a punir devidamente (retirando-lhes estas fontes de rendimento durante uns meses) todos os prevaricadores, talvez se comecem a mudar algumas mentalidades na arbitragem. Costuma-se dizer que quando nos sai do bolso, pensamos duas vezes.

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