Ciclismo 2014 #8

rui costa 5

Rescaldo da Volta ao Dubai

Marcel Kittel

As últimas etapas da prova ditaram duas vitórias de Marcel Kittel ao Sprint. O foguete da Argus conseguiu as primeiras vitórias da época 2014. Na última etapa, Kittel bateu Peter Sagan Cannondale no sprint final.

Classificação Geral

phinney 2

O Norte-Americano Taylor Phinney celebrou nesta primeira edição do Dubai Tour a sua primeira vitória na classificação geral de uma prova por etapas. Fruto da vantagem obtida no prólogo que iniciou a prova, o ciclista da BMC conseguiu segurar a vitória até ao final. Como os 3 primeiros classificados das etapas bonificavam, para não perder a vantagem amealhada para Marcel Kittel ou Peter Sagan, Phinney disputou os sprints e até conseguiu uma 3ª posição num deles.

O português Rui Costa foi 15º da geral na prova.

Vuelta Mallorca

modolo

Começou ontem em Palma de Maiorca a Volta Ciclística a Maiorca, prova onde participam entre outros, Damiano Cunego (Lampre) Dario Cataldo (Sky) ou Luis León Sanchez (Caja Rural).

Na primeira etapa da prova, disputada no circuito urbano de 116 quilómetros (1o voltas a um circuito de 11,6 km), a Lampre conseguiu alcançar a sua primeira vitória da temporada através do seu sprinter Sasha Modolo. O ciclista da equipa italiana bateu no sprint final Jens Debusschere da Lotto-Belisol e Dylan Groenewegen da De Rijke (equipa Holandesa da divisão Pro Continental).

No que diz respeito aos portugueses presentes na prova, André Cardoso (Garmin) chegou dentro do pelotão na 48ª posição.

Qatar Tour

1ª etapa

terpstra

Na etapa que ligou Al Wakra a Durkhan Beach na distância de 136 km, o vento forte que se fez sentir causou muitas dificuldades aos ciclistas. Etapa marcada por muitas fugas. O holandês Liewe Westra (Astana) foi o primeiro a tentar a sua sorte ao km 9. Seria apanhado 11 km depois. Pouco depois, um grupo de luxo constituído por Tom Boonen (Omega-Pharma-Quickstep) Fabien Cancellara (Trek) André Greipel (Lotto-Belisol) e Philip Gilbert (BMC) tentaram a sua sorte. Foram apanhados ao km 59, numa fase em que o pelotão se partiu em vários grupos. O pelotão só viria a juntar-se novamente ao km 95. No último sprint intermédio, coube ao Holandês Niki Terpstra (na imagem; Omega-Pharma-Quickstep) tentar a sua fuga com o belga Jurgen Roelants (Lotto) e Michael Schar (BMC).

Na linha de meta, o antigo campeão holandês foi mais forte que os seus companheiros de fuga, vencendo a etapa e assumindo a camisola dourada que representa a liderança da prova.

2ª etapa

omega

Disputada há poucas horas atrás. A etapa que ligou Camel Race Track a Al Khor Corniche (160.5) foi ganha pelo mítico Tom Boonen depois de uma estratégia de corrida muito peculiar praticada pela sua equipa, a Omega-Pharma.

Com um vento muito forte contra os ciclistas, a equipa Belga tratou de assumir a liderança do pelotão para tentar praticar uma corrida por exclusão. Deixando Philip Gilbert escapar nos primeiros quilómetros da etapa (foi apanhado aos 33km) e o letão Gatis Smukulis aos 89 km (seria apanhado ao quilómetro 105), apanhado o letão, sobravam apenas 23 ciclistas no grupo principal: 8 da Omega e alguns resistentes como Bernhard Eisel e Ian Stannard (Sky), Lars Boom (Belkin), Andrea Guarnieri (Astana) ou Daniele Bennati (Saxo Bank).

Os homens da Belkin auxiliaram a “falsa fuga” dos homens da Omega até aos 5 km finais, ponto onde Lars Boom tentou a sua sorte. Apanhado mesmo em cima da meta pelos homens da Omega, possibilitou que Tom Boonen completasse o serviço encomendado pela equipa belga ao longo da tirada com uma vitória em cima da linha de chegada sobre o dinamarquês Michael Morkov da Team Saxo e Jurgen Roelants da Lotto-Belisol. 21ª vitória em etapas para Tom Boonen na prova qatari, prova de que de resto já venceu por 4 vezes na sua carreira.

Classificação geral:

1º Niki Terpstra (Holanda\Omega-Pharma-Quickstep)
2º Jurgen Roelants (Bélgica\Lotto-Belisol) a 5s
3º Tom Boonen (Bélgica\Omega-Pharma-Quickstep) a 14s
4º Michael Morkov (Dinamarca\Saxo-Bank) a 20s

Niki Terpstra lidera por pontos e a Omega lidera na geral por equipas.

4. Bradley Wiggins fala sobre a época 2014. No vídeo que pode ver carregando neste link, o antigo vencedor do Tour, afirma que o conflito interno que manteve na temporada 2013 com Christopher Froome está sanado e que em 2014 existe um bom ambiente dentro da equipa Britânica.

5. Apresentação das equipas

Garmin-Sharp

Garmin

Localização: Colorado – Estados Unidos da América

Site: http://www.slipstreamsports.com

Director Desportivo: Jonathan Vaughters

Chefes-de-fila: Ryder Hesjdal, Daniel Martin, Andrew Talansky

Gregários de luxo\corredores de estatuto protegido: André Cardoso, Tom Danielson, Ramunas Navardauskas,

Contra-Relógio: Jack Bauer, David Millar, Lasse Norman Hansen,

Sprinters: Tyler Farrar, Koldo Fernandez,

Clássicas: Nick Nuyens, Johan Van Summeren, Fabien Wegmann

Gregários: Javier Acevedo, Nate Brown, Rohan Dennis, Caleb Fairly, Phil Gaimon, Nathan Haas, Alex Howes, Ben King, Raymond Kreder, Sebastien Langveld, Lachlan Morton, Tom Jelte Slagter, Dylan Van Baarle, Steele Von Hoff, Thomas Dekker,

Principais vitórias\conquistas em 2013:

  • Geral da Volta à Catalunha e 1 etapa (Daniel Martin)
  • Geral da Volta a Utah (Tom Danielson)
  • 1 etapa na Volta a Utah (Lachlan Morton)
  • Geral do Tour de Alberta e 1 etapa (Rohan Dennis)
  • Vitória na Liège-Bastogne-Liège (Daniel Martin)
  • 1 vitória em etapa no Paris-Nice (Andrew Talansky)
  • Vitória na geral da Juventude no Paris-Nice (Andrew Talansky)
  • 1 vitória em etapa no Tour de L´Metropole (Tyler Farrar)
  • 1 vitória em etapa no Tour da Romandia (Navardauskas)
  • 1 vitória em etapa nos 4 dias de Dunkerque (Michel Kreder)
  • 1 vitória em etapa no Giro de Itália (Navardauskas)
  • 1 vitória em etapa no Tour da California (Tyler Farrar)
  • 1 vitória em etapa na Bayern-Rundhfart (Alex Rasmussen; entretanto transferido)
  • 1 vitória em etapa no Tour de France (Daniel Martin)
  • Vitória na Geral da Juventude no Criterium Du Dauphiné (Rohan Dennis)

daniel martin

Na minha opinião, a Garmin fez uma temporada 2013 decepcionante. Se por um lado, a equipa até conseguiu atingir vitórias surpreendentes como a de Daniel Martin (na imagem) na clássica Liège-Bastogne-Liège ou conquistas interessantes (perspectivando o futuro) como o top 10 de Andrew Talansky no Tour ou a sua espantosa prestação no Paris-Nice, por outro lado, integrando no seu seio soluções de qualidade para todo o tipo de provas, para todo o tipo de terrenos e para todo o tipo de objectivos, nem as vitórias de Ramunas Navardauskas no Giro e de Daniel Martin na 9ª etapa do Tour limparam uma época em que os objectivos cruciais da equipa não foram atingidos.

Começando pelo Giro, a defender a vitória obtida na geral em 2012, Ryder Hesjdal passou por completo ao lado da prova. No Tour, provou-se que Daniel Martin, apesar da etapa ganha, não é ciclista para lutar pelo top-10 da prova. Por outro lado, com o 10º lugar na prova e com as exibições demonstradas tanto na alta-montanha como no contra-relógio, Andrew Talansky posicionou-se de forma decisiva como a aposta de futuro da equipa para a geral na prova. Na Vuelta, a equipa da Garmin não apareceu durante toda a prova. No capitulo da luta dos sprints, depois de um ano 2012 para esquecer, Tyler Farrar teve outro ano para esquecer com 2 vitórias em provas menores, facto que poderá transportar condicionalismos para a época que o canadiano vai realizar em 2014: auferindo cerca de 1,2 milhões de euros por ano, ou Tyler Farrar re-entra na luta com os melhores ou bem que pode começar a procurar uma nova equipa para a época 2015, sabendo de antemão que já não tem créditos firmes dentro do pelotão internacional e, que muita gente não dispõe de um milhão de fichas para gastar com um ciclista que já não vence de forma regular desde 2011.

A fórmula para 2014 deverá manter-se: Hesjdal vai tentar limpar a imagem deixada no Giro, Talansky deverá consolidar a sua posição no Tour e Daniel Martin deverá dedicar-se em definitivo à Vuelta, às clássicas (especialidade onde tomou o gosto) e às provas por etapas de uma semana.

andre cardoso

No intuito de reforçar a equipa, chega em 2014 à equipa norte-americana André Cardoso, ciclista português de 29 anos, natural do Porto, vindo da Caja Rural, equipa que liderou na Vuelta. O Português fez um fantástico ano de 2013, coroado com um 16º lugar na geral da prova. Numa das etapas de montanha da prova, tentou encetar uma fuga com vários ciclistas, estando muito próximo de vencer a tirada. O português deverá ser o plano B da equipa à prova espanhola. Se conseguir andar no mesmo registo de 2013, poderá até sonhar com um top-10 na prova.

Os ascendentes – Aos 26 anos, o lituano Ramunas Navardauskas é um ciclista de quem se espera um brilhante futuro. No seu currículo, o lituano já leva anotações de qualidade: 2 vitórias nos campeonatos nacionais lituanos na especialidade de contra-relógio, 1 vitória na prova de estrada, uma vitória na Liège-Bastogne-Liège na prova de sub-23, uma vitória no contra-relógio no Tour, uma vitória em etapa num contra-relógio do Giro e um 8º lugar na prova de estrada dos campeonatos do mundo em 2012 (Valkenburg).

Sendo por excelência um contra-relogista, Navardaukas tem evoluído imenso na forma como corre as clássicas, constituíndo-se portanto como um ciclista a ter em conta para as clássicas da primavera deste e dos próximos anos. Ao mesmo tempo, é uma das esperanças da Lituânia para os campeonatos do mundo tanto na prova de contra-relógio como na prova de estrada.

Rohan Dennis é um poço de talento. Aos 23 anos, este australiano de 23 anos, vai trilhando o seu percurso dentro da Garmin. Inscrito pela primeira vez como profissional para a temporada de 2014, este all-rounder é o sucessor natural de Cadel Evans. Fortíssimo no contra-relógio (especialidade onde já limpou por várias vezes o título australiano de sub-23) e muito interessante na alta-montanha (prova disso foi o 8º lugar da geral obtido no Criterium Du Dauphiné, prova de preparação para o Tour), Dennis tem todas as condições para se tornar um sério líder dentro de 3\4 anos. Não será admirável se Jonathan Vaughters o inserir no Giro ou na Vuelta com estatuto de corredor protegido já no ano de 2014.

Lasse Norman Hansen – Este dinamarquês será garantidamente um dos contra-relogistas do futuro.

Os veteranos –

tyler farrar

Ano de tudo ou nada para Tyler Farrar.

David Millar – Conhecido pela especialidade de contra-relógio, tentará pontuar pelo menos uma vez em 2014 com o seu enorme potencial no breakaway.

Tom Danielson – Apesar da sua veterania, é um nome a ter em conta para as provas de uma semana que a equipa irá realizar na América e na Europa.

Thomas Dekker – Apesar de ter um currículo feito nas provas por etapas de uma semana, este holandês de 29 anos está apto para mudar o disco para as clássicas de 1 dia.

Nick Nuyens, Johan Van Summeren e Fabien Wegmann – Os belgas chegam ao ano de 2014 com muitas histórias por conta no versículo das clássicas. Aos 33 anos, Nick Nuyens já conta no seu currículo com vitórias na Paris-Bruxelas (2004) no GP da Valónia (2005, 2006, 2009) na geral da Volta à Grã-Bretanha (2006) na Kuurne-Bruxelas-Kuurne (2006) entre outras prestações interessantes na Amstel Gold Race e nos campeonatos do mundo onde já foi 9º. Van Summeren já venceu em 2011 o mítico Paris-Roubaix, prova que tentará conquistar novamente em 2014. Se ganhar o Paris-Roubaix por uma vez não é uma tarefa fácil para qualquer ciclista do pelotão, ganhar pela segunda no Inferno do Norte significa para muitos o maior exito de uma carreira. Falamos de uma prova de estrada e pavé (estrada de paralelo e barro) disputada entre a capital francesa e a cidade de Roubaix (na fronteira com a Bélgica) na qual muitos ciclistas do pelotão internacional não ousam sequer participar dada a quantidade de quedas que se verificam durante a mesma.

Fabien Wegmann – Apesar de não ser considerado no seio da equipa norte-americana como um corredor com estatuto protegido, ou seja, com liberdade para fazer a sua corrida em detrimento da habitual ajuda em torno do líder da equipa nas provas, o alemão é sem dúvida o ciclista com maior currículo dentro da equipa no que toca a clássicas e provas de uma semana. É expectável portanto que Wegmann lidere a Garmin em provas como a Amstel Gold Race, GP Miguel Indurain, Fleche Wallone, Giro da Lombardia e Volta à Polónia. Nas restantes provas, irá actuar em função dos líderes designados por Jonathan Vaughters.

Para dobrar a pressão junto destes ciclistas, a empresa que fabrica aparelhos de orientação por satélite (Garmin) ainda não informou se irá renovar ou não o patrocínio que expira em 2014.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s