a ler

curiosa constatação feita pela edição espanhola do Huffington Post a propósito da Selecção Suiça de Futebol no dia em que o parlamento suiço aprovou um referendo que visa limitar a entrada de imigrantes estrangeiros no país.

vou mais longe. Dos 26 jogadores utilizados pelo alemão Ottmar Hitzfeld no último ano, 15 são filhos de imigrantes ou jogadores nascidos fora da Suiça. transpondo o mesmo exercício para a selecção de sub-21, apercebo-me que 13 dos 29 utilizados detém o mesmo estatuto.

sinceramente não sou nem nunca foi contra a inclusão de jogadores naturalizados nas selecções desde que as naturalizações se inserissem dentro de determinados critérios: filiação (pai ou mãe natural de um determinado país) migração para determinado país nos primeiros anos de vida (quando assim o é, rara é a pessoa que não se sente inserida dentro da cultura, da tradição, dos símbolos, do estilo de vida e da língua do país receptor) ou pelo facto do atleta ter feito todo o seu percurso desportivo nesse país. O que equivale a dizer que fui contra a naturalização de Deco, de Pepe, de Liedson e de todos aqueles que, em várias selecções estrangeiras, aproveitaram bem determinados enquadramentos legais desses países para se poderem naturalizar e adquirir o estatuto de comunitário. Não para representar a selecção desse país (alguns acabam por representá-las por 3 ou 4 vezes quase por cortesia ao favor prestado) não para agradecer o acolhimento desse país mas sim para poderem deambular de país para país, de liga para liga, sem terem que passar por vistos de residência, vistos de trabalho ou, noutros casos, sem terem que contar nos clubes como jogadores extra-comunitários.

pode o leitor questionar-me que Pepe por exemplo já soma várias internacionalizações pela selecção portuguesa. é certo que sim. também é certo é que o interesse já foi satisfeito em 2008 quando mudou do Porto para o Real Madrid. Se não se tivesse naturalizado português, seria contabilizado como extra-comunitário. Como a liga espanhola só autoriza um máximo de 3 extra-comunitários, a naturalização de Pepe foi um pormenor que faz toda a diferença não só na liga espanhola como em qualquer liga europeia.

outra coisa hedionda, é, comparando com o casos destes jogadores suiços (grande parte ou nasceu no país, ou reside no mesmo desde tenra idade) o caso de Diego Costa. O caso de um jogador que, pelos factos de já ter alinhado por duas vezes pela selecção Brasileira, selecção onde até há bem poucos meses não tinha espaço, optar repentinamente pela conveniente naturalização espanhola e pela possibilidade de ir ao próximo mundial pela Espanha de modo a, poder não só tornar-se jogador comunitário, como pela possibilidade que tem de jogar o próximo por mundial por uma das candidatas ao título mundial, presença que lhe poderá permitir a assinatura de um contrato de topo com o Atlético de Madrid ou com qualquer um dos colossos do futebol europeu. Este exemplo é, sem sombras para dúvidas, a maior adulteração dos regulamentos da FIFA no que a selecções diz respeito.

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