Taça de Portugal (1/4 final)

Hoje jogaram-se os primeiros dois jogos dos quartos de final da taça de Portugal, respectivamente o Penafiel X Penafiel (desculpem Benfica) e o FC Porto X Estoril (amanhã jogam-se os outros dois SC Braga X D. Aves e Rio Ave X Académica). Não deixa de me intrigar dois apontamentos que tenho de deixar bem claros aqui:

O primeiro: vai para aquilo que acho ser uma aberração, pois para mim (e para a maioria dos amantes do futebol) a taça é aquela competição espectacular que é inteiramente do povo, onde muitas vezes conseguimos ver a espectacularidade das equipas de divisões inferiores virem eliminar equipas “grandes” e que motiva as pessoas afectas aos clubes mais pequenos a irem apoiar ao estádio a sua equipa, portanto é para mim lógico que ter estas eliminatórias a meio da semana é pura estupidez e só prejudica o espectáculo das bancadas, que se quer bonito! (Depois acontece como hoje no Dragão, onde simplesmente se vê um mar de cadeiras vazias);

O segundo: vai para a estupidez da FPF que hoje se lembrou de fazer cumprir escrupulosamente com o horário de início dos jogos, nem mais um, nem menos um minuto, começam à hora (casa roubada trancas à porta), foi realmente hilariante, ver o Sr. Rui Costa querer começar o jogo no Dragão uns segundos mais cedo, mas ter de esperar até às 21:00:00.

Quanto aos jogos em si:

Penafiel X Benfica

Capturar2

O jogo foi interessante, o Penafiel confirmou que continua a conseguir bater-se razoavelmente bem com as equipas da primeira liga e complicou em muito a vida ao Benfica, visto que entrou muito disciplinado e organizado, a tapar bem os espaços e a anular eficientemente aquela espécie de 4-5-1 desdobrado em 4-1-3-2 do Jesus. Desde o Guarda-redes ao ponta-de-lança o Penafiel só se pode queixar de ter tido o infortúnio de sofrer aquele golo já perto do fim (83′ – Sulejmani), num tiro de fora da área, que muito provavelmente o guarda-redes não consegue ver a bola partir e torna-se depois mais complicado defender, de resto um jogo exímio defensivamente, a abafar todo e qualquer espaço, a fazer pressão com médios em primeiro e defesas a cair logo de seguida em cima e a aguentarem-se até ao tal minuto com as armas que tinham. Na frente andou sempre o incansável Aldaír (na segunda parte entrou Guedes que deu ainda mais ajuda) que se fartou de correr (também foi apanhado 8 ou 9 vezes em fora-de-jogo) e fez o que podia para ajudar a equipa.

Do lado do Benfica, Jesus decidiu-se a colocar Artur na baliza (parece que cada vez que joga agora tem mais um falhanço, hoje teve umas saídas muito más nuns cruzamentos e no fim levou um amarelo quando quis fazer anti-jogo e fazer passar tempo sem bater um livre), Amorim, A. Gomes, Sílvio, Djuricic, Cardozo (para ver se ganha forma para o derby de Domingo, mas jogou mal), Ivan Cavaleiro e Jardel. No início, entraram a jogar de forma directa, com A. Gomes muitas vezes a tentar o passe directo e longo para os extremos, como forma de funcionar em “abre latas” com a defensiva do Penafiel, o que não foi resultando e a equipa começou a jogar mais em posse, sendo que a partir daí teve quase sempre o domínio do jogo. Com o avançar do tempo e a temer o pior o Jesus teve de arriscar e começou a meter a carne toda no assador, começou com Rodrigo (saiu Cavaleiro aos 65′), passou para Lima (saiu Cardozo e houve assobios, não sei se pelo fraco rendimento do Paraguaio ou pela opção de JJ aos 79′). Depois aos 83′ surgiu o golo, numa jogada normal, remate de fora da área de Sulejmani e o redes do Penafiel completamente batido. Nos momentos finais os da casa ainda tentaram meter-se lá na frente usando as substituições que estavam claramente a guardar a pensar no prolongamento, mas de nada valeu.

Nota: O estado do relvado estava bastante mau, com muitos bocados sem relva e o jogo até esteve para não arrancar devido à chuva, mas depois lá parou e acabou por se realizar normalmente. É pena que uma equipa candidata a subir à primeira Liga para o ano venha apresentar um campo como este, num estádio razoavelmente bom. Outro apontamento para o facto do Benfica parecer que estava a jogar em casa (muito apoio vermelho nas bancadas) e de de vez em quando se ouvir um cântico com “Campeões! Campeões!”. Mas campeões do quê? Só para finalizar, é chato durante o jogo estar a ouvir os comentadores a chamar Slimani ao Sulejmani, eu sei que têm pressa para dizer o nome do rapaz, mas não vale a pena enganar.

Porto X Estoril

Capturar

Um jogo destes, para mim com a equipa que tem sido mais regular na Liga (Estoril), merecia claramente mais gente e o facto de ver o estádio do Dragão com cerca de 15000 pessoas (números da SportTv) e com um mar de cadeiras vazias, chateou-me! Do lado do Estoril, Marco Silva quase não mexeu na equipa, mas esta ressentiu-se da saída de Evandro. Do lado do Porto, Paulo Fonseca deu minutos a Fabiano, Reyes e Licá e na falta de médios (Fernando está com problemas…), chamou Aku a estrear-se nos convocados e no banco.

O Porto até começou melhor, com Quaresma e Herrera (estranho?) a fazerem jogar e a serem os mais preponderantes nas transições para o ataque, coisa que não foi aproveitada por Licá (continua a jogar mal e a ser muito perdulário) e Jackson (o Colombiano anda a render menos que o ano passado). Na defesa Diego Reyes fez um mau jogo, cometeu erros e até não saiu do primeiro erro dele um golo do Estoril, porque Sebá isolou-se, mas não acertou entre os postes apenas com Fabiano pela frente. Aos 19′ Carlos Eduardo saiu lesionado e Josué foi chamado a entrar, mas pouco mudou. Pouco depois o Estoril que vinha a discutir o jogo taco a taco, conseguiu uma grande jogada, quando Gonçalo Santos a meio campo faz um passe a rasgar todo o meio campo do Porto, Sebá simula e deixa passar a bola entre as pernas e Babanco recolhe-a fazendo um grande chapéu e o primeiro (e único) para o Estoril (depois disto, viu-se a tarja da imagem, que nem precisa de mais explicações, as coisas andam no limite pelo Norte). A partir daqui deu mais Porto, sempre a correr atrás do prejuízo e a conseguir chegar ao golo aos 42′, num lance de sorte, onde a bola ressalta das mãos de Wagner, Tiago Gomes não consegue cortar ao segundo poste e Quaresma agradece a oferta e manda-a para as redes. Na segunda parte, foi tudo a jogar pelo seguro e o ponto alto foi mesmo no fim, quando Ghilas (entrado à pouco a substituir Quaresma) conseguiu finalmente pôr fim a 9 meses de seca (numa jogada que acaba por ser culpa da defesa Estorilista).

Assim foi o filme destes primeiros jogos dos quartos-de-final da Taça, que ditaram uma meia final a duas mãos entre Benfica e Porto (final antecipada portanto é o que se espera).

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s