Bidone D´oro #14

1ª Mão das meias-finais da Taça de Itália – Stadio Communale Friule, Udine – Udinese 2-1 Fiorentina

Matri

Udinese e Fiorentina disputaram ontem a 1ª mão das meias-finais da prova. Perante condições climatéricas desfavoráveis, a turma orientada por Francesco Guidolin venceu a equipa de Vincenzo Montella por 2-1 num jogo onde a grande figura foi o internacional colombiano Luis Muriel. Para chegar às meias-finais, a Udinese bateu o Inter no Friuli por 1-0 e o Milan no San Siro por 2-1. A Fiorentina bateu o Chievo e o Siena no Artemio Franchi.

Confesso que não vi a primeira meia-hora de jogo. Nos 15 minutos finais do primeiro, período no qual foram apontados os primeiros golos da partida, depreendi logo que a primeira parte foi disputada num pace altíssimo, com a equipa da casa a fazer pela vida de forma a poder vencer o jogo da primeira mão. O eterno capitão da Udinese Antonio DiNatale marcou o primeiro da partida aos 36″ ao finalizar na área uma felina investida em contra-ataque dos seus companheiros. Diga-se de resto que o contragolpe dos homens de Udine é o ponto forte do seu jogo. Alguns minutos depois respondeu o peruano Juan Vargas (o 2º peruano mais famoso de Firenze; o peruano mais famoso de Firenze é o Nestor, peruano que vende nougats pelas ruas de Firenze e pelo Artémio Franchi) com um tiraço para o fundo das redes de Simone Scuffet, o teenager de 17 anos que Guidolin escalou para defender a baliza da sua equipa nesta partida.

Com um empate ao intervalo a satisfazer os interesses Viola, a Fiorentina tentou controlar o resultado na 2ª parte. O ritmo de jogo desceu de forma considerável. DiNatale saiu para a entrada de Bruno Fernandes. Os Viola tentaram por várias vezes criar situações que permitissem o 2-1. Aos 55″ David Pizarro recebeu a bola no centro e com uma brilhante leitura de jogo desmarcou Joaquin na área com o espanhol a rematar para uma excelente defesa de Scuffet. Aos 61″, o espanhol haveria de tentar corresponder de primeira a um cruzamento feito na esquerda por Borja Valero. O antigo internacional espanhol, em excelente forma nesta fase da temporada, pegou mal na bola e acabou por ver o seu remate embater nas costas de um jogador adversário. Dois minutos depois foi Alessandro Matri a tentar a sua sorte: o italiano recebeu a bola na zona de penalty perante a oposição de Herteux, matou a bola no peito e tentou um remate em rotação que acabaria por sair ao lado da baliza da Udinese.

Sem querer arriscar em demasia, Francesco Guidolin fez entrar Luis Muriel para o lugar do inofensivo Nico Lopez. A entrada do colombiano seria decisiva para o desfecho final da partida: na primeira vez em que tocou na bola esteve perto de marcar golo quando na pequena área atirou por cima a passe do suiço Widmer. Este extremo suiço de 20 anos, internacional sub-21 pelo seu país, jovem que a Udinese foi buscar no verão de 2013 ao modesto Aarau (onde se estreou em 2011) é um jogador com bastante talento. Dono de um enorme poder de aceleração e de uma capacidade técnica bastante acima da média, Widmer é um jogador que consegue fazer bastante arrancadas pelo flanco direito, ganhar a linha e servir na perfeição os seus avançados. Acossado pelas investidas da Udinese, Montella decidiu apostar na vitória com as entradas de Juan Guillermo Cuadrado para o lugar de Joaquin e Anderson para o lugar de Borja Valero. O caudal ofensivo da Fiorentina diminuiu com as alterações e a Udinese aproveitou para tentar partir o jogo nos últimos minutos e assim por em marcha o seu poderoso contra-golpe. Prova disso foi a entrada aos 77″ do ganês Emmanuel Badu, médio que executa com bastante rapidez as transições para o contra-ataque.

A Udinese meteu mais rapidez nos seus processos ofensivos e colheu frutos. Aos 82″, o colombiano Luis Muriel dominou a bola à entrada da área e desferiu um poderoso remate ao qual Norberto Neto só conseguiu acompanhar com o olhar. O golaço do colombiano resolveu a partida. A Fiorentina terá que fazer pela vida na 2ª mão para levar de vencida esta Udinese. É credível que a Udinese vá ao Artemio Franchi defender e tentar jogar no contragolpe.

Pormenores: Modibo Diakité estreeou-se com a camisola da Fiorentina. O central veio por empréstimo do Sunderland até ao final da presente temporada. Ocupou uma posição no esquema de 3 centrais habitualmente montado por Montella, ocupando a posição que pertenceu ao argentino Roncaglia, ou seja, mais descaído para a direita. Mostrou credenciais: certinho a defender, saiu várias vezes do meio-campo com a bola dominada nos pés como o faz Roncaglia, movimentação em que o franco-senegalês se sente à vontade. Mostrou portanto que a estrutura Viola pensa muito bem as contratações que faz no mercado. É assertivo dizer que a capacidade financeira actual do clube dá para tudo. Não o vamos negar. As vendas de Nastasic e Jovetic para o City e Ljajic para a Roma fizeram encaixar em Firenze capital que decerto não iria encaixar na Champions. Mais importante do que comprar, é comprar bom, barato e alguém que se adeque à filosofia de jogo da equipa. A contratação de Diakité preenche todos esses requisitos.

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