Superbock! Fresquinha! #47

Tudo ao Molho! –

Barreiros, Funchal.

Vitória justa do Marítimo num jogo em que a equipa orientada por Pedro Martins pôs em prática o melhor das ilações que tirou da derrota no Dragão para a Taça da Liga. O jogo acabou por ser de certa maneira uma cópia desse mesmo jogo. Se exceptuarmos os primeiros 15 minutos (período do jogo no qual o Marítimo, tal e qual como lhe competia como equipa da casa, entrou à procura do primeiro golo, golo que viria a obter numa grande penalidade bem assinalada por Bruno Almeida), o Marítimo limitou-se a marcar o seu golo, explorar o seu fortíssimo contragolpe e explorar o défice ofensivo deste Porto. Com o miolo do meio-campo devidamente povoado (Danilo Pereira e Theo Weeks ganharam claramente o duelo de meio-campo a Carlos Eduardo e Josué) Pedro Martins não só cortou a posse de bola a Carlos Eduardo como, pela constante descida dos seus alas (principalmente de Artur) a acompanhar as movimentações dos laterais do Porto retirou parte do poder ofensivo da equipa de Paulo Fonseca.

Se na primeira parte Quaresma esteve muito em jogo e tentou sacar alguns coelhos na cartola, na 2ª parte, o extremo agarrou-se em demasia à bola, inviabilizando muitas jogadas ofensivas de uma equipa que demonstrou novamente ser muito confusa na circulação de bola e demasiado ansiosa na partida disputada nos Barreiros. Tanto que, no segundo tempo, os processos ofensivos do Porto resumiram-se ao despejo de bolas para área à procura de um toque mortífero de Jackson Martinez. O central viveu completamente entalado por Márcio Rozário e na única oportunidade que teve para visar a baliza de Salin a cruzamento vindo do flanco esquerdo, recebeu, rodopiou e atirou ao lado. Para segurar o colombiano, o central brasileiro teve que recorrer por várias vezes ao jogo de braços e à falta. Espanto-me em como Bruno Almeida não deu um cartão amarelo ao central do Marítimo.

Destaque desta partida também foram as fantásticas defesas feitas pelos guarda-redes na 2ª parte: em dois minutos Salin fez 3 defesas fantásticas, a melhor a remate de Josué. No outro lado do campo, Hélton não permitiu aquele que seria um golaço de Derley. Na minha opinião, este avançado do Marítimo tem condições para voos mais altos. É bom finalizador, cria bastantes dores de cabeça aos centrais quando vai buscar jogo atrás ou aos flancos, é um jogador interessante no 1×1 e quando a equipa o solicita com lançamentos longos tem o dom de arrastar toda a defesa consigo, segurar a bola e abrir bem o jogo para quem vem de trás.

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