Superbock! Fresquinha! #40

Imagens do Académico de Viseu vs Sporting da Covilhã a contar para a 2ª liga. O jogo haveria de tender para os Viseenses por 1-0 com um golo de Cafú aos 41 minutos.

Nos últimos 3 meses tenho questionado várias vezes neste blog a qualidade das arbitragens em Portugal. Por vezes, em alguns posts desta série duvidei da idoneidade da arbitragem de algumas partidas e cheguei a afirmar aquilo que penso: o futebol português está a ser manipulado de forma sofisticada. Penso que o que aconteceu neste jogo em Viseu superou todas as críticas que efectuei.

Duarte Gomes. Árbitro internacional. Reputadíssimo na europa, reputadíssimo em Portugal. Já apitou imensos clássicos e derby´s, finais de taça, jogos da liga dos campeões, jogos da Liga Europa, jogos oficiais entre selecções, tendo apitado inclusive jogos de playoff de apuramento para competições internacionais. Árbitro de primeira categoria desde 1999, “profissional” desde 2002. Inscrito na lista de árbitros a profissionalizar nos próximos meses. O tal árbitro que segundo a óptica de um colega, esteve muito bem num dos maiores roubos de igreja da história do futebol português. Um dos árbitros que pertence ao lote daqueles que esse mesmo colega afirmou serem superiores ao futebol português. Duarte Gomes, um árbitro de primeira categoria há 14 temporadas, profissional há 11, internacional, experientíssimo, apita uma grande penalidade clara a favor do Sporting da Covilhã, sucumbe aos protestos dos jogadores de um clube de 2ª liga e como se não isso por si só não bastasse, altera a decisão para um lance inexistente nas regras do futebol perante a situação em disputa, um livre indirecto, prejudicando claramente uma das equipas na contenda e influíndo directamente no resultado final da partida.

O que é que Vitor Pereira deverá fazer a um árbitro destes? castigar 3 jogos? 10? 20? castigar até ao final da época? retirá-lo da lista a profissionalizar? Este erro não é um erro humano. Este erro não é falta de qualidade. Este erro é suspeito, é tendencioso, é vergonhoso. Destas Vitor Pereira não fala. Destas Vitor Pereira não se desculpa. Destas Vitor Pereira não tem a argúcia de vir a público dizer que nada abonam ou modificam o actual panorâma do futebol português. Nestas, Vitor Pereira esconde-se atrás do seu cadeirão na sede da FPF e qual rato abandona o navio, descarta responsabilidades e reza fervorosamente para que o fim-de-semana corra sem mácula.

Pedro Proença. Já que abordei o “melhor do mundo” no meu discurso. Uma das alterações contidas no documento que o Sporting trouxe a público nas últimas semanas, contempla precisamente uma medida que visa colocar os árbitros a falar à imprensa nos flash interviews e nas conferências de imprensa posteriores aos jogos. Proença é um talker. Proença usa o seu escudo de “melhor do mundo” para opinar e defender o trabalho (merdoso) dos colegas em algumas partidas, como se, ele, “o melhor do mundo” tivesse um escudo de imunidade que o torna transcendente em relação aos outros. Se Proença tem carta branca para falar à imprensa para falar como fala do trabalho dos colegas, porque é que Proença e todos os árbitros não deverão falar nos momentos que sucedem aos jogos, analisando, comentando e justificando as suas decisões e prestações durante os jogos? Ficam aqui estas perguntas. Está claro que Vitor Pereira não irá responder. Ficará calado quando todos esses assuntos forem debatidos. Falará mais tarde. À imprensa. A cortar a direito.

José Fontelas Gomes – Nome que está na moda. Às declarações de Bruno de Carvalho no jogo contra o Nacional, pediu castigo para o presidente do Sporting. Às declarações de Pinto da Costa pediu que tais declarações fossem banidas do futebol. À posteriori, pediu castigo para não parecer mal dadas as declarações que proferiu a propósito das declarações do presidente do Sporting. Já não era altura de começar a pedir castigos para alguns dos seus associados pelos erros danos que cometem jornada após jornada nos jogos dos campeonatos profissionais? Já não era altura de se calar ou de admitir os erros que os seus associados cometem?

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4 thoughts on “Superbock! Fresquinha! #40

  1. Este Duarte Gomes é um palhaço. Toda a gente sabe qual é a cor dele. Basta ires ao Youtube, escreveres “Duarte Gomes”, e percebes logo qual é a cor do apito dele. Ou então basta ires ver outra vez o Benfica-Sporting da Taça deste ano. Parece que até a Comissão de Análise de Recurso do Conselho de Arbitragem reconhece que a nossa indignação não foi apenas “choradeira” de mau perdedor..

    Nesse lance em concreto, do jogo Ac.Viseu – Covilhã, dá ideia que é o fiscal de linha quem lhe dá indicação de que foi “apenas” jogo perigoso. Mas para marcar livre indirecto, é porque acha que não houve contacto físico. Se houvesse contacto físico, o livre teria de ser directo, certo?

    • Paredes, o que vejo ali é uma entrada duríssima ao jogador passível de grande penalidade. Não é um pé em riste.
      Segundo as regras do jogo:

      36
      LEI 12 – FALTAS E INCORREÇÕES
      As faltas e incorreções devem ser sancionadas da seguinte maneira:
      Pontapé-livre direto
      Um pontapé-livre direto será concedido à equipa adversária do jogador que
      no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou com força excessiva, uma das sete infrações seguintes:
      • dar ou tentar dar um pontapé num adversário
      • passar ou tentar passar uma rasteira a um adversário
      • saltar sobre um adversário
      • carregar um adversário
      • agredir ou tentar agredir um adversário
      • empurrar um adversário
      • entrar em tacle sobre um adversário
      Um pontapé livre direto será igualmente concedido àequipa adversária do
      jogador que cometa uma das três infrações seguintes
      :
      • agarrar um adversário
      • cuspir sobre um adversário
      • tocar deliberadamente a bola com as mãos (excetoo guarda-redes dentro
      da sua própria área de grande penalidade)
      O pontapé-livre direto deve ser executado no local onde ocorreu a infração.
      (ver Lei 13 – local dos pontapés-livres)
      Pontapé de grande penalidade
      Uma grande penalidade será concedida se qualquer das dez infrações acima
      mencionadas é cometida por um jogador dentro da suaprópria área de
      grande penalidade, independentemente do local em que a bola se encontre
      nesse momento, desde que esteja em jogo.

      A marcação de livre indirecto ocorre:
      LEI 12 – FALTAS E INCORREÇÕES 37
      Pontapé-livre indireto
      Um pontapé-livre indireto será concedido à equipa adversária se o guarda-
      redes cometer uma das seguintes quatro infrações dentro da sua própria área
      de grande penalidade:
      • manter a bola em seu poder durante mais de seis segundos antes de a
      soltar das mãos
      • tocar uma nova vez a bola com as mãos depois de a ter soltado sem que
      ela tenha sido tocada por outro jogador
      • tocar a bola com as mãos depois de esta ter sido pontapeada deliberadamente para ele por um seu colega de equipa
      • tocar a bola com as mãos vinda diretamente de um lançamento lateral
      efetuado por um colega de equipa
      Um pontapé-livre indireto será igualmente concedido à equipa adversária
      quando, no entender do árbitro, um jogador:
      • jogar de uma maneira perigosa
      • impedir a progressão de um adversário
      • impedir o guarda-redes de soltar a bola das mãos
      • cometer qualquer outra infração não mencionada anteriormente na Lei
      12, pela qual o jogo seja interrompido para advertir ou expulsar um jogador.

      Não se tratando de jogo perigoso (pé em riste) não há lugar à marcação de livre indirecto mas sim de grande penalidade. De resto nunca vi situações destas não serem assinaladas como livre indirecto mas sim como penalty. Duarte Gomes cedeu aos protestos dos jogadores do Académico de Viseu. Com esta decisão, influenciou o resultado final de um jogo. Melhor, influenciou mais um jogo nesta temporada.

      • Sim, a mim também me parece uma entrada dura, e não uma situação de jogo perigoso. Estava-te só a dizer que a única explicação plausível é essa: o fiscal de linha ter interpretado que foi apenas jogo perigoso (o que é igualmente absurdo!)

        E nem a propósito, esse artista está a dar espectáculo outra vez no Braga-Belenenses. Meia hora e já estão dois na rua.

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