Superbock! Fresquinha! #39

comunicado

Eis o comunicado lançado ontem pelo Sporting no seu site oficial. Não consigo perceber como é que o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF para além de se ter mantido em silêncio na reunião descrita pela Direcção do Sporting Clube de Portugal, não consegue reconhecer “melhorias” nas ideias de um documento cuja iniciativa deveria pertencer aos órgãos da Federação Portuguesa de Futebol (ao topo da pirâmide) e não a um dos seus afiliados. Ainda para mais quando o referido documento contém medidas expressas para tornar o sector mais atractivo, competitivo e aberto ao público em geral numa conjuntura em que todos os clubes se queixam de questões muito precisas como a elevada carga fiscal a que estão sujeitos, a fraca afluência de público aos estádios ou a falta de transparência nas questões de árbitragens motivada pela impossibilidade de leitura dos relatórios dos observadores. Entre outras. A actual estrutura da Federação Portuguesa de Futebol tem como missão (estatutária) enunciada no artigo 2º dos seus estatutos:

FPF
Disposto este artigo dos estatutos da FPF, a proposta regulamentar do sector que o Sporting enviou a várias entidades não é uma tarefa que cabe ao Sporting Clube de Portugal mas sim aos actuais dirigentes da FPF. O que equivale a dizer que são estes dirigentes que tem a missão e as competências estatutárias definidas para agir em interesse da indústria do futebol.
Por outro lado, não consigo perceber se o Sr. Vitor Pereira faz declarações em virtude de pensamento próprio ou é instruído por alguém ligado a uma associação corporativa que existe na arbitragem portuguesa, personagem essa que nos últimos 2 anos aproveita todas as quezílias entre o Sporting e o sector da arbitragem para expressar o seu ódio profundo pela instituição Sporting Clube de Portugal
Se o Sr. Vitor Pereira quisesse realmente trabalhar em prol da mudança de alguns paradigmas do futebol português no órgão que dirige, já teria começado a executar mão pesada sobre os comportamentos danosos que alguns dos seus tutelados cometem nos campos de futebol semana após semana. O argumento pode parecer forçado mas resulta na práxis: as más arbitragens também afastam o público dos campos de futebol. Ninguém neste país se sente encorajado a pagar uma pequena fortuna por um bilhete de um jogo cujo protagonista principal é o sr. de apito. Ninguém acredita num campeonato em que semana após semana, não existe uma única jornada na liga sem um jogo onde a arbitragem não tem o dedo no resultado final.
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2 thoughts on “Superbock! Fresquinha! #39

  1. As coisas que escrevem nos estatutos é só para inglês ver e para encher. Quando aparece uma proposta que prejudique o actual lobby existente no seio mas que é bem escondido, os estatutos não servem para porra nenhuma.

    E também não deixa de ser curioso que o Sporting voltou a pedir o sorteio puro dos árbitros, e dizem que é ridículo lá voltar. Pois realmente, nas 3 épocas de sorteio puro, 99/00, 00/01 e 01/02, foram 2 campeonatos para o Sporting e 1 para o Boavista…não convém, não é?

    • Penso que já te tinha dito precisamente isso. Não deixa de ser um facto curioso. O que vale é que se voltarem a sortear árbitros, já se descobriu a técnica das bolinhas quentes. Tudo tem portanto uma solução.

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