NBA 2013\2014 #31

Kevin Durant – 46 pontos aos Blazers. Sim, aos fantásticos Blazers de Lillard e Aldridge.

Kevin Durant – 54 pontos e 6 assistências. A quem? Sim, aos Warriors de Seth Curry. Aos maravilhosos Warriors de quem se diz serem capazes de lutar pelo título da NBA.

O triplo-duplo por um fio na vitória sobre os Kings.

Isolem por momentos a divindade Kevin Durant. Os números são fabulosos, o streak é fantástico (4 jogos em 10 a marcar no mínimo 45 pontos\383 pontos nos últimos 10 jogos, coisa que nos últimos anos só foi superada por Kobe Bryant na malfadada época de 2006\2007). Tal e qual como Bryant nessa época (aquela época em que ele por exemplo marcou 87 pontos a Toronto) com a lesão de Russel Westbrook, é admissível que seja Durant a assumir praticamente todo o jogo ofensivo da equipa. Ainda para mais quando os adversários dos últimos jogos da equipa (rivais na conferência oeste) aguçavam essa necessidade.

É da minha opinião que só agora à 6ª época na equipa de Oklahoma, Scott Brooks conseguiu um colectivo. Escrevo-o porque nem no ano em que a equipa logrou visitar as finais (sim, visitar as finais) o treinador poderia afirmar que a equipa jogava como um colectivo. Nessa época, para além da inexistência de pressão na equipa visto que a mesma jogava com o estatuto de possível outsider da época, para além da excelente atitude demonstrada durante a fase regular e playoffs e para além da falta de maturidade demonstrada nas finais contra os Miami Heat, facto bastante compreensível para uma equipa cuja espinha dorsal (à excepção de Perkins) mal sabiam até então o que era disputar uma série de playoffs, Scott Brooks não tinha um colectivo. A equipa que chegou às finais em 2012, vivia excessivamente (e de certa maneira ainda vive) das prestações individuais dos seus dois melhores jogadores (Durant, Westbrook), da transcendência defensiva de Serge Ibaka e da ascendente revelação que cresceu nesse ano no seio da equipa (James Harden). O resto era pacote para compor o plantel. Harden viria de resto a ser melhor que KD durante os playoffs e nas finais, pode-se dizer que foi o único que tentou remar contra a maré de Miami.

Ano e meio passou desde as finais de 2012 e como seria de esperar, o modelo dos Thunder entrou no seu ponto de ebulição. Se não entrou, estará prestes a entrar. É certo que pelo meio houve uma certa reformulação do modelo. Harden não queria viver na sombra da dupla do 5 base e saiu para Houston. Kevin Martin não se deu na sombra porque também não é jogador de sombra em nenhuma equipa da liga. Os drafts foram trazendo jogadores muito interessantes para serem trabalhados. Casos de Perry Jones ou Jeremy Lamb. Pode-se dizer que a equipa está menos dependente de uma lesão de Westbrook ou Durant, mas não totalmente independente (ao nível de resultados) caso tenha que jogar sem os dois resultados. Provas disso foi o pulo ofensivo de Serge Ibaka nesta época, a crescente actuação de Jeremy Lamb como um go-to scorer vindo do banco, o incrível pulo que deu Reggie Jackson. Jackson está a ser na minha opinião um dos jogadores revelação desta época. Brooks também reaproveitou Nick Collison, jogador que andava por ali perdido no banco desde 2012. Os resultados nos últimos jogos estão a ser óbvios. Para uma equipa que já tem dois grandes lutadores nas tabelas (Perkins e Ibaka), qualquer jogador que acrescente mais 5 ou 6 ressaltos como Collison, pode fazer toda a diferença. O tendão de aquiles da equipa continua a ser o jogo interior ofensivo, departamento onde Perkins não dá conta do recado e apesar da subida pontual de Serge Ibaka, a equipa ainda apresenta algum atraso em relação a outras equipas com os mesmos objectivos.

2. Meanwhile, in Chicago

thibodeau

Dear Thibs,

É certo que já te critiquei várias vezes. Ou pela rotação que tu executas, ou por não dares minutos aos miúdos, ou pelas oscilações defensivas que a equipa apresenta, ou pelas dificuldades crónicas no plano ofensivo. Compreendo perfeitamente que nos últimos 2 anos tens feito muito com o muito pouco que tens. Os casmurros lá de cima já não te ouvem mas ainda continuam a creer que és o melhor para esta equipa. Provavelmente também nenhum outro treinador quer assumir este barco nesta situação. De facto és. Não tenhas dúvida que um dia serás campeão aí. Quando o Gar Forman e o Paxson forem demitidos pelo Jerry Reinsdorf. Nenhum Bulleano aguenta a contínua queima de épocas que estes dois protagonizam época após época. És o treinador da NBA com menos soluções de banco e ainda tens de viver com planteis cujos jogadores saltam de lesão para lesão. Como se isso não bastasse, todos aqueles que evoluis acabam por sair da equipa no verão porque como os lá de cima não te ouvem, não renovam com eles e deixam-nos sair para outras paragens por meia dúzia de trocados.

Esta época não foi excepção. Até ao 22º jogo da época (se não estou em erro) não tiveste o 5 base todo reunido. Ou melhor, o 5 base possível depois da lesão do Derrick Rose. Tiveste que executar novo trabalho psicológico com a equipa com a lesão do Rose. Quando estás a começar a afundar, vendem-te o Deng. Quando toda a gente te diz para fazer tanking a esta época e começar a projectar a próxima temporada a partir do próximo draft, eis que tu dizes não e a equipa num ápice volta aos lugares confortáveis do playoff. Espero portanto para ver as surpresas que vais trazer no futuro. Consegues fazer milagres com o pouco que tens no presente. Quando tiveres muito, vamos ver o que consegues fazer.

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