Superbock! Fresquinha! #37

Palácio de Bélem. Tarde de ontem. Na SIC N, um spot irritante anuncia que Rui Santos ainda pergunta se Ronaldo venceu justamente a Bola de Ouro. Na RTP, um inútil do jornalismo, antigo sporttv (dos mais fracos dos fracos da Sporttv) intervém com esta: “Nesta distinção, Ronaldo ganha a Messi porque Messi não a poderá atingir visto que não é português”. Distinção merecida. Injusta se analisarmos pelo prisma em que foi atribuída. Fado, Fátima e Futebol. Morreu o Rei Eusébio, já ninguém se lembra dele. O rei agora é CR7. Só assim de cabeça, em 2013 tivemos Rui Costa, Paulo Gonçalves, Emanuel Silva e João Silva campeões do mundo, Frederico Morais campeão europeu, Diogo Carvalho medalhado europeu, João Sousa, o primeiro português a vencer um ATP Tour. Num país alienado pelo futebol (doméstico, mal praticado, mal arbitrado e quezilento) todas estas vitórias foram bem mais importantes que o ano 2013 para Cristiano Ronaldo. A vitória do Rui foi um milagre. Podemos não cheirar mais a camisola arco-íris na nossa história. A da dupla de Canoagem foi a primeira em mundiais da canoagem portuguesa. A medalha de bronze do nadador dos Galitos (Aveiro) resulta de anos e anos de trabalho em que o jovem aveirense deixou tudo para trás (inclusive um curso de medicina) pelo amor à natação. A carreira de João Sousa só agora está a gerar lucro para o português. No início, quando tudo era escuro, foram os pais de João Sousa que investiram milhares na formação do seu filho. Fruto também da falta de infraestrutura e know-how de treino existente no nosso país.

Todos estes atletas, venceram devido ao seu talento e ao seu espírito de abnegação, à sua disciplina, a sua coragem, ao seu rigor. Todos estes atletas tiveram por vezes de competir com as custas pagas pelo seu próprio bolso. Palavras de presidente. Caso contrário, poucos em Portugal seriam aqueles dispostos a patrociná-los. Porque é que o presidente não distingue todos estes atletas? Fácil. O momento ontem protagonizado com Cristiano Ronaldo também serviu para reforçar a imagem do presidente da República, facto que não seria possível caso o presidente condecorasse os restantes mencionados. Ninguém os conhece, pois claro. Cavaco Silva mencionou-o de forma clara quando afirmou: “Ronaldo é o elo de união entre todos os portugueses” – Cavaco capitalizou.

Sanguessugas. As do costume. Tantas. Um Dias Ferreira que não sei ao certo o que é que andava por lá a fazer. O governo marimbou-se no assunto e deixou os louros para o presidente ao enviar o secretário de estado adjunto (Adjunto, veja-se lá) da saúde. Sim, essas individualidades que por São Bento pululam para esmifrar o erário público. Sim, esses bonecos michelin que só servem para aparecer neste tipo de ocasiões. Bonecos de conveniência. Um Florentino Perez que a Portugal nada diz respeito. Os netos do presidente. Não são figuras de estado mas por lá também andavam. A ganhar conhecimentos para o futuro pois claro. O Zé Povinho cá fora adora este tipo de ocasiões, desloca-se com o melhor traje domingueiro, com as inefáveis bandeiras lusas e nada vê. Fica à porta. Manuel Ferreira Leite. Foi acompanhar o irmão pois claro. Pobreza franciscana. O mérito perece. A fandungagem, o folclore, não. É foleiro.

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