Jogo do dia @ Europeu de Andebol Dinamarca’14

O jogo mais esperado do dia no Campeonato Europeu de Andebol 2014, na Dinamarca, pôs frente-a-frente as duas selecções favoritas do grupo A. Dinamarca e República Checa defrontaram-se, ainda assim, em situações bem distintas na última ronda da primeira fase de grupos. Enquanto a equipa da casa tinha já assegurado não só a passagem como também o primeiro lugar no grupo, a sua congénere Checa precisava de uma vitória para continuar em prova.

Quem acabou por levar a melhor foi a Dinamarca que controlou sempre o jogo sem grandes dificuldades, mesmo rodando toda a equipa na segunda parte, tendo vencido o encontro por 33-29.

A partida começou por ser bastante equilibrada, apesar da República Checa nunca ter estado à frente no marcador, até que a partir dos 20 minutos de jogo a equipa anfitriã começou a aumentar a vantagem, chegando ao intervalo a vencer por 21-17. O início da segunda parte confirmou a superioridade dinamarquesa, com a vantagem dos “Vikings” a chegar a 6 golos em três ocasiões, ainda antes dos dez minutos finais. Esta última parte do jogo, já com muito cansaço à mistura, foi claramente a menos bem jogada, com os guarda-redes de uma e de outra equipa a brilharem com um bom conjunto de defesas.

Este encontro teve também um interessante duelo individual de duas das maiores estrelas do andebol mundial. Mikkel Hansen “contra” Filip Jícha. Neste particular, foi o checo Jícha que levou a melhor, com 11 golos marcados contra “apenas” 4 do dinamarquês do PSG. Hansen não teve uma noite feliz, com alguns remates falhados e falhas técnicas que não lhe são habituais. Acabou por ser substituído aos 55 minutos, visivelmente desiludido com a sua prestação. Já Jícha não foi capaz de remar sozinho contra a maré Viking e saiu do campo no minuto 58, completamente desgastado.

Apesar do esforço do primeira-linha checo, a sua selecção mostrou não estar ao nível dos nórdicos, que se voltaram a mostrar bastante agressivos defensivamente. A República Checa raramente conseguia ser eficaz em ataque organizado (exeptuando quando Jícha conseguia encontrar espaços na linha defensiva adeversária), tendo recorrido exaustivamente ao contra-ataque e a ataques rápidos, com reposições de bola em jogo bastante velozes. Com poucas soluções no banco, o desgaste físico no início da segunda parte era já evidente e a Dinamarca acabou por não ter que se esforçar muito para vencer a partida, que acabou por eliminar da competição a selecção checa.

Da Dinamarca ficam algumas impressões positivas para o resto do campeonato, nomeadamente as boas exibições dos “suplentes” Cristiansen e Svan Hansen, com 4 e 3 golos respectivamente. A figura do jogo acabou por ser o guarda-redes Green Krejberg, que com mais de uma dezena de defesas, ajudou a sua equipa a estar sempre segura no resultado.

Espaço ainda para a referência a dois golos de encher o olho, o primeiro aos 36 minutos, uma rosca perfeita Mortensen após passe por trás das costas de Hansen. O segundo foi o último golo do encontro, numa bonita jogada aérea finalizada pelo ponta-direito checo, Sobol.

Nota final para um elemento português no encontro, o observador da EHF, Rui Coelho.

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Parciais: 1-0; 1-1; 2-1; 2-2; 3-2; 3-3; 5-3; 5-4; 6-4; 6-5; 7-5; 7-6; 8-6; 8-7; 9-7; 9-8; 10-8; 10-9; 11-9; 11-10; 12-10; 12-11; 12-12; 14-12; 14-13; 16-13; 16-14; 17-14; 17-16; 20-16; 20-17; 21-17; Intervalo; 23-17; 23-19; 25-19; 25-20; 26-20; 26-22; 27-22; 27-23; 28-23; 28-24; 31-24; 31-26; 32-26; 32-28; 33-28; 33-29. 

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