Campeonato Europeu de Andebol #1

ehf euro cup

Começou no domingo na Dinamarca a maior prova do andebol europeu. Em confronto, 16 selecções divididas por 4 grupos tentam vencer a maior prova de selecções da velha europa. Para iniciar este post, apresento os 4 grupos da fase-de-grupos da prova assim como uma pequena introdução ao potencial das selecções:

Grupo A – Áustria, Dinamarca, Macedónia e República Checa – Em teoria, o favorito à vitória neste grupo é a Dinamarca e as 3 equipas candidatas à passagem à 2ª fase são a Dinamarca, Macedónia e República Checa. A selecção Austríaca é a equipa em teoria mais fraca deste grupo, pese embora já ter vencido a República Checa de Philip Jicha na primeira jornada como vamos ver mais adiante. A selecção dinamarquesa, vice-campeã mundial tentará vencer a prova em casa.

Grupo B – Espanha, Islândia, Noruega, Hungria – Grupo muito equilibrado em que tudo poderá acontecer. A campeã mundial em título, a Espanha, destaca-se neste grupo onde Islandeses, Norugueses e Húngaros são equipas de potencial equivalente.

Grupo C – França, Sérbia, Polónia e Rússia – O grupo C é considerado por unanimidade o grupo da morte. A campeã olímpica em título França é a 2ª cabeça de série da prova. A Sérvia é a vice-campeã em título. Ambas tentarão vencer a prova. Rússia e Polónia são outsiders. A rússia é pela sua história, uma potência da modalidade. A Polónia está em ascenção fruto do desenvolvimento da modalidade que tem trilhado nos últimos anos e cujos frutos já se podem apreciar pela presença do Tarja Vive Kielce na final da Liga dos Campeões da época passada.

Grupo D – Croácia, Suécia, Montenegro e Bielorússia – Croácia e Suécia irão disputar a liderança deste grupo. Montenegro e Bielorússia são selecções com um potencial bastante apreciável. Lutarão pelo 3º lugar do grupo.

Vamos à 1ª jornada:

Grupo A

Dinamarca vs Macedónia

dinamarca

Na Herning Arena de Copenhaga, perante 14 mil espectadores nas bancadas (sim, isto do andebol é uma coisa levada muito a sério pelos dinamarqueses) entre os quais, o princípe da Dinamarca Frederico e a bombástica primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt, num clima de euforia, a selecção da casa estreou-se com uma vitória perante a Macedónia por 29-21 num jogo dominado do princípio ao fim pelos dinamarqueses.

landin

A Macedónia entrou no rectângulo de jogo algo diminuída com as baixas de Filip Lazarov (irmão da estrela nacional Kirill Lazarov) e com meia equipa em péssimas condições físicas em virtude de uma virose colectiva que obrigou praticamente todo o staff da selecção macedónia a ter que se deslocar a um hospital da capital dinamarquesa. Com uma entrada forte na partida, os dinamarqueses trataram de cavar um fosso no placar que permitisse um jogo tranquilo. Com uma defesa 3×3 que privilegiou uma atenção muito especial ao principal rematador da equipa da Macedónia (Lazarov, ex-atlético de Madrid) os dinamarqueses rapidamente chegaram a um resultado de 9-4 a meio do 1º tempo. Para isso muito contribuíram as defesas do seu guarda-redes, o guarda-redes do Rhein-Neckar Lowe da Bundesliga Alemã, Niklas Landin. Com 15 paradas, o guarda-redes seria o homem da partida.

Apesar da reacção macedónia no final da primeira parte e no início da segunda, os dinamarqueses acabariam por controlar a partida. Sem conseguir colocar o seu poderoso contra-ataque no jogo (excepto nos últimos 10 minutos da partida) foram construíndo situações de finalização para os seus melhores jogadores (Christensen, Lindberg e Hansen). Kirill Lazarov acabou por ser o melhor marcador da partida com 7 tentos, divididos entre livres de 7 metros e remates de meia distância. A Selecção eslava provou nesta partida inicial ser extremamente dependente das prestações individuais de Lazarov e do seu guarda-redes Ristevski, que, contra a Dinamarca, fez uma interessante segunda parte.

austria

No outro jogo do grupo A, a selecção austríaca, a selecção mais frágil da prova, impôs uma pesada derrota à selecção Checa por 30-20. Na sua 3ª participação em europeus de andebol, os austríacos tentam superar o 9º lugar que obteram na RFA em 1958. Com uma equipa maioritariamente composta por jogadores a alinhar na áustria, exceptuando 5 atletas, conseguiram levar de vencida a República Checa de Philip Jicha, actual estrela do andebol mundial, jogador do Kiel. Esta vitória poderá permitir aos austríacos um lugar na 2ª fase da prova.

Grupo B

espanha

Duas velhas conhecidas do andebol europeu da última década defrontaram-se na Arena de Aalborg para a primeira jornada deste grupo. A Hungria apresenta-se nesta competição com uma selecção em renovação, maioritariamente composta por jogadores que alinham nos 3 maiores clubes do país (Gyori, Szegzed e Vezsprem) e, pela primeira vez na última década sem a presença de três dos grandes ícones do andebol magiar: Lazslo Nagy, o guarda-redes Nandor Fazekas e o naturalizado cubano Carlos Perez. Não obstante da renovação pela qual está a passar, a Húngria apresenta-se na Dinamarca com uma selecção bastante interessante. Um bom guarda-redes (Tatai), dois bons centrais (Lekai e Csaszar), dois poderosíssimos laterais (Ivanczik e Ancsin) e um poderoso pivot (Zubai).

Num jogo que infelizmente não consegui ver, a vitória sorriu (facilmente, segundo rezam as crónicas) aos espanhóis.

sigurdsson

No outro jogo do grupo, a Islândia, candidata às meias-finais da prova, superiorizou-se à Noruega por 31-26 num jogo em que este senhor Gudjar Valur Sigurdsson, actual jogador do Kiel da Alemanha apontou 8 golos, tornando-se assim o melhor marcador da prova à 1ª jornada.

Grupo C

Polónia e Sérvia disputaram um jogo bastante equilibrado, bastante emotivo, nem sempre bem jogador, que acabou com a vitória da sérvia por 20-19 contra a equipa Polaca. Vitória que desde já poderá valer apuramento para a 2ª fase. Num jogo com propensão para ser dominado pelas primeiras linhas das duas equipas, sector onde ambas apresentam grandes rematadores – casos de Jurkiewicz, Lijewski e do espantoso (relembro que este jogador é cego de um olho) Bielecki para o lado dos polacos e de Vujin, Ilic e Nenadic para o lado dos sérvios – tal facto acabou por se consumar, pese embora esses rematadores não tenham tido uma prestação fantástica.

Polónia e Sérvia jogaram um jogo muito equilíbrado com poucos golos. No final da primeira parte, os sérvios aproveitaram 4 ou 5 turnovers dos polacos no ataque por falhas técnicas para alavancar o marcador para 13-9, resultado que se verificava ao intervalo. Nesta fase, os polacos bem poderiam agradecer ao seu guarda-redes, Slawomir Szmal (Tarje Vive Kielce) os 4 golos de diferença que os separavam dos sérvios ao intervalo – o guarda-redes vice-campeão europeu de clubes fez meia dúzia de defesas na 2ª metade da primeira parte que impediram os sérvios de cavar ainda mais diferença.

Na 2ª parte tudo mudou. A selecção sérvia não conseguiu marcar nos primeiros 8 minutos. Muitas falhas técnicas no ataque (passos, violações de área, faltas dos seus pivots) deram a oportunidade à Polónia de recuperar no marcador e até passar para a frente com 2 golos de vantagem aos 37 minutos (13-15) – os 6 golos polacos haveriam de obrigar o seleccionador sérvio Vladan Matic a pedir um desconto de tempo.

stanic

Até que aparece a figura de Darko Stanic. O montenegrino que não quis trocar a selecção sérvia pela recém criada selecção do seu país, guarda-redes do Metalurg de Skopje da Macedónia, apareceu em grande na 2ª parte com meia dúzia de defesas capitais (uma delas a Krajewski num livre de 7 metros quando a Polónia podia empatar a 18 e o ponta ainda não tinha desperdiçado qualquer 7 metros) que permitiram à Sérvia levar os 2 pontos em disputa. No ataque, destaque para Nemanja Zelenovic, lateral-direito de 23 anos dos eslovenos do Celje Pivovarna Lasko com 3 golos importantíssimos em três incursões aos 6 metros.

No outro jogo do grupo, a favorita França entrou a ganhar contra a incómoda Rússia.

frança

Num jogo que infelizmente não pude ver, a França bateu a Rússia por 35-28. Quem quiser, poderá ver a partida na íntegra aqui.

O lateral Nyokas (Chambéry), o ponta-esquerda\centro Michael Guigou e o lateral Nikola Karabatic resolveram o jogo para a equipa francesa.

Grupo D

Outra das candidatas ao título europeu, a selecção croata, entrou a vencer na prova com uma vitória relativamente fácil sobre a Bielorússia por 33-22 enquanto a Suécia também venceu a selecção montenegrina por 28-21.

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