NBA 2013\2014 #25

No dia do 29º aniversário de LeBron James, os Heat foram ao Pepsi Center em Denver, Colorado, vencer os locais Nuggets por 97-94.

Ausência de Chris Andersen para o lado de Miami e Danilo Galinari para o lado de Denver.

Os Heat começaram bem o jogo com um parcial de 8-0 com 2 triplos de Shane Battier. Característica comum a todos os períodos da partida foram os maus arranques de período dos Denver Nuggets em todos os períodos da partida. Num piscar de olhos, a equipa orientada por Brian Shaw equilibrou a partida até ao primeiro timeout, pedido a 4 minutos do fim do período. Com 2 triplos (Ty Lawson e Jordan Hamilton) e um par de boas penetrações por parte de Wilson Chandler, os Nuggets haveriam de ir para o timeout a perder por 14-18. Nesta fase inicial, sinal negativo para o poste Kenneth Farried com 4 lançamentos falhados. Rapidamente, os Nuggets passariam pela 1ª vez para a frente da partida com mais uma penetração de Wilson Chandler (2:08) – muito activo no primeiro tempo, Chandler prometia uma grande exibição, facto que não viria a acontecer na generalidade da partida.

No final do primeiro período, o jogo tinha todos os condimentos – 30-29 no marcador para Denver, espectacularidade, efectividade, intensidade a todos os níveis e produtividade.

O 2º período abre com dois lançamentos de Dwayne Wade que devolvem a liderança aos Heat. Mais uma vez, Denver entra mal no período com alguns turnovers de André Miller. Poucos pontos no minuto inicial dão a melhor fase do jogo para os Denver: Randy Foye assumiu muito jogo, Farried começou a acertar com o cesto e J.J Hickson com 2 lançamentos afastados do cesto nada característicos ao seu jogo resultaram num parcial de 9-2 para os Denver (6 de vantagem; 41-35 a meio do período). No recomeço da partida após timeout pedido por Erik Spoelstra entra na equipa de Miami Michael Beasley, jogador que tem vindo a actuar com mais regularidade nesta fase da época (com bom aproveitamento diga-se a bom da verdade; 11 pontos de média\4.4 ressaltos) e que viria a ser decisivo na partida.

Os Nuggets haveriam de aproveitar o memento construído através de uma excelente intensidade defensiva (principalmente na luta das tabelas, onde Miami apresentou algum défice talvez em virtude da estratégia defensiva montada por Spoelstra; estratégia essa que passou por não contestar ressaltos e fazer recuar a equipa rapidamente para evitar o fastbreak game, departamento de jogo onde a equipa de Denver se sente como peixe na água) e de um par de boas investidas montadas por penetrações de Chandler e Foye, lançamentos de meia distância de Ty Lawson e uma melhor eficácia de Kevin Farried (neste 2º período, Denver ganhava no jogo interior\points in the paint por 22-10 ao intervalo) para chegar ao intervalo a vencer por 55-46. Do outro lado, assistiamos a uma primeira onde Dwayne Wade assumiu muito jogo, chegando ao intervalo com 12 pontos. No intervalo, queixou-se de dores nas costas e não regressou ao jogo.

No 3º período, os Heat recolaram-se novamente aos Nuggets com um parcial de 8-0 nos primeiros 3 minutos. Brian Shaw foi obrigado a parar a partida. No seu recomeço, Miami passa para a frente e dá-se um dos casos da partida: Norris Cole vai isolado para o cesto quando é carregado por Kenneth Farried. Cole cai desamparado de cara no piso e nota-se que o jogador de Denver fica perturbado com a situação. Dois lances livres para Miami. Cole sai a chorar do terreno de jogo, acompanhado pelo colega de equipa Joel Anthony. Aplica-se a regra mais estupida da liga. Como Cole não pode cobrar os lances livres, o árbitro vai ao banco adversário, como a regra manda, pedir ao treinador de Denver que escolha quem de Miami vai executar os lances. Brian Shaw ri-se, todo o banco de Denver ri-se e Greg Oden, junto ao banco de Miami dá uma garagalhada – Shaw acaba de escolher, Joel Anthony, o jogador de Miami menos efectivo no capítulo do lançamento, aquele que precisamente estava a levar Cole ao balneário. Faz-se um compasso de espera, Anthony regressa e para espanto de todos enfia os dois lançamentos dentro do cesto, fazendo na altura o 59-(57).

Começa o jogo LeBron.

Darrell Arthur entra para Denver e faz dois posters espectaculares fazendo a equipa disparar novamente no marcador. Começa o espectáculo LeBron. O artista de South Beach faz 3 triplos quase seguidos (haveria de terminar o jogo com 26 pontos\5 triplos). No final do 3º período, Denver vence por 77-72. Sinal + para Randy Foye neste período. O jogo continua muito eficaz com Denver a terminar o 3º período com 57% de efectividade no lançamento e Miami perto dos 50%.

O 4º período começou sem pontos. Denver tenta rodar mais a bola. Jogo muito intenso mas pouco efectivo nesta fase. Aos 8:45 Ray Allen empata a partida a 77 com um fantástico triplo em zona central. Responde Lawson com um triplo. J.J Hickson conquista nesta altura alguns ressaltos importantes para a equipa. Sobressai Ty Lawson com a sua capacidade de organização de jogo, lançamento exterior e inteligência. Joga, faz jogar e em situações de pressão consegue cavar muitas faltas. Quando o jogo já se aproxima do fim, a equipa de Denver baqueia. Chris Bosh faz 2 lançamentos seguidos e devolve a liderança a Miami a 5 minutos do fim (83-82). Allen completa o ramalhete já perto do final com um triplo que estabelece 82-86. Lawson responde logo a seguir com novo triplo (85-86). O jogo avança para um fantástico final.

Já no último minuto, Allen consegue enfiar um triplo do canto esquerdo completamente apertado por 2 adversários. Chandler responde com um fantástico afundanço onde Ty Lawson conseguiu bloquear Chris Bosh para abrir espaço para o colega passar. Fica uma falta por marcar neste lance e de certa maneira a arbitragem influiu no resultado final da partida. Timeout de ocasião. Miami com bola vence o jogo num fantástico triplo de Michael Beasley a 30 segundos do fim (92-96). O triplo de Beasley é a prova viva de que nesta equipa de Miami quando não são os jogadores do big-three a decidir, alguém o faz. Ou Battier, ou Chalmers, ou Cole, ou desta feita, Beasley. E isso tem sido um dos méritos da evolução que Spoelstra está a fazer nesta equipa nos últimos 3 anos – de uma equipa centrada na figura de LeBron James, Miami passou a ser uma equipa que está a funcionar como colectivo. Randy Foye ainda consegue fazer uma penetração a 25s do fim. Falta sobre Ray Allen – falha um dos lances livres (94-97) dando hipótese a Denver de levar o jogo para prolongamento com um triplo nos últimos minutos.

Sai o bizarro. Brian Shaw pede timeout. No timeout, JaVale McGee toca piano virtual com os dedos aproveitando a pianística música de fundo. Jordan Hamilton vai repor a bola. Nenhum dos seus companheiros se desmarca. Passam os 5 segundos como manda a regra. A bola é dada ao contrário e Denver estraga numa joga o fantástico jogo que fez. Vitória para Miami por 97-94.

Outros jogos de ontem:

Jogo com várias carambolas no marcador na 2ª parte. A equipa de Detroit teve o jogo na mão no 4º período mas deixou-se perder. 106-99 num grande jogo de John Wall com 29 pontos e 7 assistências. Do lado de Detroit, mais um grande jogo dos postes da equipa – Greg Munroe (22 pontos e 10 ressaltos) fez um facial violento a John Wall e Andre Drummond com 16 pontos e 16 ressaltos.

Vitória limpinha limpinha dos meus Bulls em Memphis. Jimmy Butler fez 26 pontos e DJ Augustin foi novamente fantástico a organizar o jogo da equipa, obtendo 9 assistências. Vitória muito importante para uma equipa que está neste momento fora dos playoffs. No ponto seguinte irei analisar uma possível de troca que Bulls e Cavs podem fazer nos próximos dias.

Mavericks e Wolves protagonizaram o jogo da jornada. Kevin Love voltou a fazer números surreais. Noite após noite, Love está a carregar com os Timberwolves às costas e mesmo assim isso não está a chegar para que estes saltem para uma posição dentro dos lugares de playoffs.

Kevin Love

26.5 pontos, 13.7 ressaltos e 4.4 assistências de média fazem de Love o primeiro ao nível do ranking de eficiência da Liga. Apesar da equipa ter feito um esforço enorme para dotar Love com um colectivo capaz de ir aos playoffs (Corey Brewer, Ricky Rubio, Juan José Barea, Nikola Pekovic), creio que os colegas não tem estado à sua altura e a própria conferência Oeste, extremamente competitiva este ano, fará com que os Timberwolves fiquem aquém do seu objectivo. Os Wolves são 9ºs no Oeste.

Quanto ao futuro de Kevin Love:

1. É expectável que caso os Wolves não consigam atingir os playoffs, Kevin Love saia da equipa no próximo verão. Love tem contrato com os Wolves até 2016, recebendo 14,63 milhões nesta época, 15,7 na próxima e 16,7 na temporada 15\16. Qualquer equipa que o queira terá que ter este (ou um cap superior) cap salarial para o adicionar. Para além disso terá que efectuar uma troca contratualmente equalitária ao contrato que aufere actualmente Love. Os Lakers tem cap para adicionar Love para o ano mas não tem ninguém com um valor de troca (financeiro\desportivo) que agrade a Minesota.

Ler Steve Aschburner no Hang Time sobre o rendimento do poste de Minesota.

Grande vitória dos New Orleans Pelicans frente aos Blazers por 110-108. Exibição monstruosa do base reforço Jrue Holliday com 29 pontos e 13 ressaltos. Os Pelicans continuam a fazer uma temporada muito tranquila, tentando evoluir a equipa que têm para atingir outros objectivos no próximo ano. Anthony Davis está a evoluir muito favoravelmente aos problemas físicos que o tem atormentado nos últimos meses.

2- Notícias e rumores:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Faltam 7 dias para Andrew Bynum decidir o futuro. Ontem e hoje surgiram dois rumores:

1- O primeiro dava conta de negociações entre Bulls e Cavaliers. O Bleacher Report e o analista da Yahoo Adrian Wojnarowski (quando salta um rumor da boca deste raramente é mentira) afirmam que Bulls podem estar interessados em trocar Luol Deng por Andrew Bynum e mais qualquer coisa: fala-se no sg Dion Waiters e em compensações monetárias até porque Dion Waiters poderá estar incompatibilizado com Kyrie Irving.

Na minha opinião, toda a gente fica a ganhar com este cenário.

1.1 – Os Bulls limpam algum cap salarial com a saída de um jogador que ganha cerca de 14,5 milhões e ainda recebem um poste de qualidade (limitado fisicamente é certo) para ser alternativa a Joakim Noah e um SG que permitirá mais soluções de colectivo para Tom Thibodeau. Além disso, os Bulls começam a preparar o futuro da equipa que pelos últimos rumores não deverá passar pela continuidade de Deng (está insatisfeito com a proposta salarial que a equipa lhe fez e quer sair) e Carlos Boozer (será amnistiado no final do ano porque da Liga Espanhola vem, em virtude da pick que Chicago recebeu em 2012, Nikola Mirotic). Do ponto de vista financeiro, ajuda os Bulls a descerem a sua folha salarial, imperativo que Jerry Reinsdorf terá pedido ao GM Gar Forman para a próxima época, excepto se a equipa lutar pelo título. Só nesse cenário, Reinsdorf irá pagar as penalizações e taxes que sejam necessárias.

1.2 – Os Cavs continuam a sua estratégia de evolução com a entrada de Deng. Será um bom complemento para Kyrie Irving e do ponto de vista de maturidade talvez seja o jogador que necessitam para atacar objectivos maiores.

1.3 – Para Andrew Bynum, a subalternização que terá a Joakim Noah será benéfica para voltar em grande à liga como espera. Com menos minutos de jogo e menos pressão, poderá relançar a carreira em Chicago. Dion Waiters poderá ser um excelente 6 em Chicago.

2- O segundo dava conta do interesse dos Lakers em fazer regressar uma das suas principais apostas no passado em troca por Pau Gasol.

A troca é muito engraçada para os Lakers (poupam imediatamente 10 milhões no seu cap, podendo ter espaço para tentar várias trocas ainda esta época para dotar a equipa de jogadores capazes de atingir os playoffs ainda esta época) mas não estou a ver Cleveland dar 10 milhões de euros por um jogador que está a jogar mal e que não acrescenta muito mais daquilo que Varejão oferece à equipa.

3- O Hang Time advoga que Rajon Rondo (Boston Celtics) pode voltar à competição na equipa afiliada do franchise de Boston da DLeague.

4- Em Nova Iorque continua a irmandade. Depois do irmão de Mike Woodson ter sido contratado pela equipa, agora foi a vez dos Knicks anunciarem a contratação de Chris Smith, irmão de J.R Smith

Já diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. Se Chris Smith for metade do irmão, em vez de um problema, os Knicks passam a ter dois!

5 – Al Hortford (Atlanta Hawks) será novamente operado ao músculo direito da zona peitoral. Ficará 1 ano de fora. Má notícia para os Hawks.

6 – Os rumores à volta da possível troca de Carmelo Anthony.

3 – A ler ainda:

 

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