NBA 2013\2014 #16

Da vitória de Houston pouco há a dizer. Vitória fácil para uma equipa que nunca teve de subir o ritmo para fazer sucumbir os mortiços Bulls. Tecnicamente, Beverley e James Harden fizeram ponta e mola de Marquis Teague e DJ Augustin (se bem que o segundo voltou a demonstrar que quer agarrar um contrato com os Bulls nesta fase em que se encontra apenas com contrato a 10 dias) e Dwight Howard trocou as voltas a um desinpirado Joakim Noah que só entrou para distribuir pancada. Com Boozer e Gibson na marcação, o poste ex-Lakers piou mais fino. Ofensivamente, foi mais uma péssima exibição a juntar à colecção de más exibições que Chicago leva este ano. A equipa tem momentos em que para no marcador, não tem qualquer critério no ataque, em particular no lançamento, não tem fio de jogo e isso por si leva a que hajam ataques iniciados pelos postes, continua com muitos turnovers (maior parte deles cometidos por erros de amador) e é, portanto, uma presa fácil para qualquer adversário até porque não está a defender bem.

O impasse continua em Chicago. Juntei-me aqueles que proclamam a saída de Tom Thibodeau. Os Bulls foram de facto apanhados psicologicamente pela lesão de Derrick Rose. Volto ao passado. A direcção no ano passado conseguiu formar uma equipa competitiva na ausência do seu melhor jogador. Para além de se ter construído um colectivo, haviam soluções que permitiam outros voos (Nate Robinson; Marco Belinelli) não sendo positivo pedir a Kirk Hinrich ou Mike Dunleavy truques fora do seu reportório (Hinrich será um bom organizador que lança de vez em quando e Dunleavy é um lançador catch and shoot) para igualar as incursões ao cesto que tanto o base como o shooting guard italiano faziam bem como o poderoso jogo exterior que faziam acrescentar à equipa. No Verão, Nate foi dispensado. Para além de questões salariais, os responsáveis dos Bulls pensaram que o base não tinha lugar na equipa com a entrada de Rose. De nada valeu a Nate Robinson a evidência de ter levado a equipa às costas nos momentos decisivos da época como os jogos contra Brooklyn na primeira ronda dos playoffs. Derrick Rose voltou e os responsáveis de Chicago pensaram que a sua estrela estaria em condições de voltar a entrar na dinâmica da Liga. Até ao momento em que o base se lesionou e com a época em risco, abateu-se a melancolia nos jogadores de Chicago na medida em que se lhes vai ser exigido todo o sacrífico que fizeram na temporada passada. Ocorre porém que a resposta dos jogadores não está (para já) a ser à altura do desafio, ainda para mais quando existem situações no plantel por clarificar como as de Luol Deng e Carlos Boozer.

Deng ainda não o renovou e não é esperado que o faça até ao deadline de Fevereiro. Até lá qualquer cenário poderá acontecer, inclusive a de uma troca. No entanto, avaliando pelo que vai acontecendo noutras equipas da liga, o seu poder de troca está incurtado e não existem candidatos (para já) dispostos a avançar pelo jogador até porque o seu salário é pesado. Do ponto de vista financeiro da equipa de Chicago, a renovação com Deng irá implicar obrigatoriamente a saída de Carlos Boozer visto que a equipa arrisca-se a levar com uma dura penalidade fiscal caso mantenha os seus gastos acima do tecto salarial pelo 3º ano consecutivo. A direcção dos Bulls já afirmou que não quer trocar o extremo.

A equipa não reage aos parcos estímulos de um Tom Thibodeau que está efectivamente a passar pelo seu pior período em Chicago. O energético treinador é no banco o espelho de uma equipa triste. Ao invés dos constantes berros vemos um Thibodeau calado, impotente e sem soluções para dar a volta à situação. O despedimento do treinador parece-me certo se os Bulls ainda quiserem fazer alguma coisa desta época. Lionel Hollins, Doug Collins e George Karl são alguns dos treinadores que se encontram à espera de um possível desfecho desta história. Estou certo que se Hollins e Karl pegarem nestes Bulls com os recursos que a equipa apresenta (muito superiores aos que tinham em Memphis e Denver) poderão fazer milagres maiores do que aqueles que fizeram nas equipas do estado do Tennessee e do Colorado.

Como um mal nunca vem só, Luol Deng está novamente lesionado e junta-se a Kirk Hinrich no lote dos indisponíveis. O plantel dos Bulls é curto e como se isso só não bastasse, Thibodeau tem um amontado de jogadores que não utiliza no banco como Tony Snell, Mike James, Erik Murphy e Marquis Teague.

Do outro lado da Liga:

Mais seis semanas para paragem para Kobe. As lesões não estão a deixar a humilde equipa dos Lakers ir mais longe.

Em Houston, Omer Asik só sairá no momento em que a equipa encontrar o jogador que necessita para reforçar a equipa.

NA NCAA:

ncaa

Já quem lhes chame o fab three do futuro da liga. Os 3 rookies do campeonato universitário (da esquerda para a direita Jabari Parker da Universidade de Duke, Andrew Wiggins de Kansas e Aaron Gordon da Universidade do Arizona) + Julius Randle de Kentucky e Tyler Ennis de Syracuse estão a dar que falar na imprensa norte-americana pela qualidade dos seus números no seu ano de estreia no campeonato universitário e já existe quem os aponte lugar específico na NBA: o primeiro em Chicago em 2015 por via da troca que está prometida com Charlotte caso Derrick Rose não volte na condição que lhe reconhecemos, o segundo em Toronto também em 2015 visto que é o próximo wannabe vindo do Canadá, o terceiro em Sacramento já no próximo ano caso a equipa troque Cousins.

A ler:

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