NBA 2013\2014 #11

Then…

and now…

Vitória na quinta sobre Miami com duas exibições monumentais de Carlos Boozer (27 pontos) e Luol Deng (20). Volta-se a confirmar a ideia que há muito manifesto: quando Rose sai de cena, Deng reaparece. Vitória seguida de uma derrota colossal em casa frente aos Pistons, equipa à qual os Bulls venceram há menos de duas semanas por 59-79 precisamente no Palace of Auburn Hills.

Situação actual da equipa:

1.Rose out até ao final da temporada. Culpas no cartório para Gar Forman, o General Manager da equipa. No início da época pensou-se: “bem, o Rose regressa, Rose e Hinrich dão prós gastos e extravaganzas, vamos mandar o Nate Robinson embora” – o Rose lesionou-se novamente, o Hinrich não vale ponta de um peido, e o Nate, que até levou Chicago às costas na ausência de Rose (e em certa maneira de Deng) está lentamente a fazer em Denver aquilo que fez na última época em Chicago: saltar do banco, tomar conta da equipa e resolver jogos de forma espectacular.

2. O fantástico ambiente que reina no seio do franchise. Esta semana confirmaram-se os rumores de que há muito se suspeitava – Gar Forman e o treinador Tom Thibodeau não se falam há meses. Zangaram-se porquê? Porque passou uma núvem pelo homem que comanda o destino dos Bulls e este despediu o adjunto responsável pelo departamento defensivo e pela fantástica defesa que Chicago apresentou nos últimos anos. Depois da saída de Adams, a equipa nunca mais voltou a defender da forma implacável como defendia há ano e meio atrás.

3. Dwayne Wade voltou a comprar casa na sua cidade natal. O acontecimento levou toda a imprensa especializada a afirmar que Wade (tacitamente poderá terminar contrato com os Heat se assim o entender no final da próxima temporada) poderá estar a caminho dos Bulls na próxima época. Tal assumpção levanta-me várias questões:

3.1. Em primeiro lugar, estarão os Heat dispostos a abdicar da sua fórmula de sucesso?

3.2. Apesar de ter nascido em Chicago, Wade é um jogador de franchise de Miami. Um símbolo de equipa, o pilar em que assenta o triunfo da equipa da Flórida nas últimas duas épocas. Estará Wade disposto a abdicar da vida que fez em Miami para ir para uma equipa sem rei nem roque?

3.3. Wade não caminha para novo. Tal crença agudizou-se recentemente com a utilização a conta gotas que os Heat estão a fazer do seu base em virtude das lesões que tem padecido ultimamente. Se os Bulls afirmaram não ter dinheiro para manter Robinson e Belinelli, se os Bulls já pagam luxury tax com a medíocre equipa que tem, se os Bulls ainda não conseguiram resolver os dossiers Boozer e Deng, terão capacidades para atacar um jogador que não virá ganhar menos de 20 milhões de dólares para Chicago caso esteja interessado em assinar?

4. Deriva do ponto 3.3. Esta época está feita para os Bulls. Apuramento à rasquinha para os playoffs, isto é, se o conseguirem de facto. A falta de estratégia a médio prazo do franchise é um problema gritante. Não vem de agora. Vem desde a contratação de Thibodeau e Boozer. A estratégia (ou a falta dela) está assente na premissa: “formamos uma equipa e pró ano é que é” – “O Rose lesionou-se mas quando voltar, pro ano é que é” – “O Rose voltou a lesionar-se mas pró ano com o Mirotic e com um bom free-agent é que é” – assim se queimam épocas atrás de épocas sem qualquer critério e com uma lista de pagamentos altíssima.

5. Os postes. Boozer está a exibir-se a alto nível no ano em que pode estar de malas aviadas. Boozer não é parvo nenhum. Sabe perfeitamente que esta época pode ser a montra ou para renovar com a equipa com valores aproximados aos que actualmente aufere ou com outra equipa com um salário minimamente elevado (9 a 12 milhões).

Noah está a subir de forma depois de ultrapassadas as dificuldades físicas sentidas no crónico problema na planta do pé.

Taj Gibson está a subir de forma e parece ser o candidato natural à posição 4 se Boozer sair.

Nazr Mohammed é uma nódoa. Ainda não consegui perceber o que é os responsáveis de Chicago vêem nele para o manterem na equipa.

6. Rose ainda acredita que vai voltar. Ao site\rádio dos Bulls disse: Dead serious. I know I’m going to be alright. It shouldn’t be hard for me at all, I don’t have anything to complain about. I think the hard part that I had to go through in life, period, is living in poverty and not being able to get what I want. I’ve got everything that I want and I just can’t play the game that I love playing. But I have my son and I think he’s going to be huge in this process. I’ll be around him a lot. “I just turned and this happened, kind of like a freak accident, If this were to happen 10 more times, I’ll be able to deal with it. I did all that I could do. I’ll put everything I have into coming back.” 

Pessoalmente acredito que regresse, mas dúvido que regresse ao nível que esperamos dele.

Vou ainda abordar mais duas questões:

Kobe

O regresso de Kobe.

8 meses depois da horrível lesão no tendão de aquiles, é expectável que regresse à competição hoje no jogo contra os Raptors (2 e meia da manhã). Os Lakers bem o merecem pelo esforço que a sua pobre equipa está a fazer neste início de temporada para manter o barco minimamente estável na ausência das suas principais figuras (Kobe, Nash, ultimamente Kaman).

Se por um lado reconheço, olhando para a equipa de LA que existe gente com muito talento – Gasol, Nick Young, Jodie Meeks – na ausência dos 3 lesionados – por outro, existe ali gente que apesar de não ter um talento compatível ao ponto de se dizer que tem estatuto de jogador médio ou médio\alto – Steve Blake, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson, Robert Sacre – há que reconhecer que tem feito das tripas coração para manter o franchise perto dos lugares de playoff e, neste momento, até estão a conseguir esse objectivo (score 10-9).

Espero mesmo do fundo do coração que Kobe regresse em força e dentro de meses volte a mostrar a fera que existe dentro de si. Para bem da equipa e dos seus pobres adeptos que, em certa medida, tem sido aqueles que tem sofrido mais com o percurso da sua equipa. (Os adeptos dos Bulls não andam longe!)

Rubio

É sensacional, é brilhante e ver um jogo da sua equipa (Timberwolves) é um prazer. Ricky Rubio. Só lhe falta melhorar o capítulo do lançamento. Gosto muito destes Timberwolves. Tem um base de sonho, um 5 de sonho (Corey Brewer, Nikola Pekovic, Kevin Love, Kevin Martin) e para dar o passo decisivo para o sucesso só lhes falta um banquinho melhor – José Barea é outro base que aprecio muito, muito energético, bom distribuir e bom lançador se bem que a malta de Minesota não concorda com a minha opinião e assobia constantemente o seu número 6. Luc Mbah-a-Moute é um jogador interessante. Alexei Shved é um jovem com muito potencial que não está a ser aproveitado pela equipa e o rookie Senegalês Gorgui Dieng parece-me ser um jogador capaz de se tornar um poste muito interessante.

A equipa combina muito bem o jogo exterior de Brewer, Love, Martin com o poderosíssimo contributo interior do Montenegrino Pekovic. Esse facto deve-se à excelente leitura de jogo que Rubio faz de cada ataque. A Nikola Pekovic falta melhorar a sua eficácia perto do cesto. É o grande défice deste jogador que recentemente vi estar a fazer uma média pontual de 15 e tal. Trabalho satisfatório (para já) de Rick Adelman.

Para finalizar, aproveitando a deixa do último ponto, Wolves e Spurs foram fazer na quarta-feira um jogo à Cidade do México.

Eis o que aconteceu:

Incêndio no pavilhão obrigou à evacuação do mesmo.

A ler:

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