Sondagem #1

A poucas horas do final do ano 2013 cumpre-me publicar os resultados das sondagens que estiveram activas neste blog durante o mês de Dezembro. Para eleger os melhores de 2013 no panorâma desportivo, decidi postar 4 polls com as seguintes perguntas:

1- Quem foi o melhor jogador de 2013?

2- Qual foi a melhor equipa de futebol em 2013?

3- Quem foi o melhor desportista de 2013?

4- Qual foi a melhor equipa desportiva em 2013?

As nomeações para cada categoria\questão ficaram a cargo à equipa do Tudo ao Molho! (João Branco, João Borba, Eduardo Mendes, João Pedro Campos, Pedro Paredes, Walter Santos e Diogo dos Santos) e a votação pertenceu aos leitores do blog.

CR7

1- Quem foi o melhor jogador de 2013?

Cr7. Who else? Os leitores do Tudo ao Molho! premiaram o internacional português com 64 votos em 73 efectuados nesta categoria. Ano de sonho para o jogador do Real Madrid onde entre outras distinções, foi o melhor marcador de golos do planeta e o novo recordista de golos na fase-de-grupos da Champions League. Momento mágico para o português foi o jogo de Estocolmo, jogo onde deu (com duas jogadas de mestre) a qualificação para o próximo mundial à selecção portuguesa. O ano 2013 fica apenas marcado pela negativa pelo facto de CR7 não se ter tornado campeão espanhol e campeão europeu.

sondagem 1

Na 2ª posição ficaram em ex-aequo Zlatan Ibrahimovic (3 votos\4.11%) e o francês Franck Ribèry com a mesma votação. A terceira posição foi repartida por Lionel Messi e Andrés Iniesta do Barcelona e Marco Reus do Borússia de Dortmund com 1 voto. Sem votos ficaram Arjen Robben, Mezut Ozil e Robin Van Persie.

2 – Qual foi a melhor equipa de futebol em 2013?

champions

Escolha de unânime dos votantes no super Bayern de Munique, campeão alemão e europeu com Heycken, demolidor campeão do mundo com Pep Guardiola.

A equipa Bávara recolheu 27 votos (75%) relegando para a segunda posição, em ex-aequo a ACF Fiorentina de Vincenzo Montella e o Borussia de Dortmund de Jurgen Klopp com 3 votos cada uma. O 3º lugar foi partilhado por Chelsea, Newell´s Old Boys e Barcelona com apenas 1 voto.Sem votos ficaram Manchester United e Juventus.

sondagem 2

 

3. Quem foi o melhor desportista de 2013?

Rui Costa

Quem mais senão o nosso gigante Rui Costa, campeão do mundo de ciclismo de estrada em 2013, vencedor da geral da Volta à Suiça pela 2ª vez e vencedor de duas maravilhosas etapas no Tour de France. Ano de ouro para o ciclismo português, cuja reprodução ao nível de exibições e resultados sejam igual ou melhor no de 2014. Com a transferência do Rui para a Lampre outras portas se irão abrir e estou certo que o Rui tentará ganhar o possível e o impossível!

Na nossa votação, o Rui obteve 16 votos em 31, superando o campeão de Fórmula 1 Sebastien Vettel (5 votos) e o tenista Novak Djokovic com 3.
Nas posições seguintes ficaram: LeBron James (2 votos) Marc Marquez (Campeão do Mundo de Moto Gp\2 votos) Chris Froome, João Sousa e Rafael Nadal (1 voto cada um) – sem votos ficaram os futebolistas americanos Joe Flacco e Ray Lewis, o ciclista colombiano Nairo Quintana, o tenista Juan Martin Del Ponto e o velocista Usain Bolt.

sondagem 3

sondagem 4

4- Qual foi a melhor equipa desportiva de 2013?

Team Sky

A Britânica Team Sky.

O ano 2013 até começou algo turbulento para o projecto britânico de ciclismo com a saída de Mark Cavendish para a Omega-Pharma-Quickstep e com a guerra aberta pela liderança de equipa entre Chris Froome e o vencedor do tour de 2012 Bradley Wiggins. Rapidamente o director-desportivo da equipa Dave Brailsford tratou de dissolver as dúvidas, nomeando Froome como o chefe-de-fila da equipa. A aposta redundou, como se previa, na vitória deste britânico nascido no Quénia na Volta à França.

Na nossa votação mais equilibrada, a Sky obteve 7 dos 28 votos, relegando para a segunda posição a equipa de F1 da Redbull (5 votos) e para terceiro as equipas dos Miami Heat e do campeão europeu de Andebol Hamburgo com 3 votos. Nas restantes posições ficaram a equipa açoreana de voleibol Associação Fonte Bastardo, a Movistar, os Chicago Blackhawks e a selecção espanhola de andebol com 2 votos. A selecção francesa de basket teve 1 voto assim como os Indiana Pacers. Sem votos ficaram os Baltimore Ravens, equipa de futebol americano.

sondagem 5

sondagem 6

 

Para finalizar resta-me desejar um feliz ano de 2014 para todos os leitores deste blog! Para os desportistas que me lêem, votos de sucessos desportivos!

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NBA 2013\2014 #25

No dia do 29º aniversário de LeBron James, os Heat foram ao Pepsi Center em Denver, Colorado, vencer os locais Nuggets por 97-94.

Ausência de Chris Andersen para o lado de Miami e Danilo Galinari para o lado de Denver.

Os Heat começaram bem o jogo com um parcial de 8-0 com 2 triplos de Shane Battier. Característica comum a todos os períodos da partida foram os maus arranques de período dos Denver Nuggets em todos os períodos da partida. Num piscar de olhos, a equipa orientada por Brian Shaw equilibrou a partida até ao primeiro timeout, pedido a 4 minutos do fim do período. Com 2 triplos (Ty Lawson e Jordan Hamilton) e um par de boas penetrações por parte de Wilson Chandler, os Nuggets haveriam de ir para o timeout a perder por 14-18. Nesta fase inicial, sinal negativo para o poste Kenneth Farried com 4 lançamentos falhados. Rapidamente, os Nuggets passariam pela 1ª vez para a frente da partida com mais uma penetração de Wilson Chandler (2:08) – muito activo no primeiro tempo, Chandler prometia uma grande exibição, facto que não viria a acontecer na generalidade da partida.

No final do primeiro período, o jogo tinha todos os condimentos – 30-29 no marcador para Denver, espectacularidade, efectividade, intensidade a todos os níveis e produtividade.

O 2º período abre com dois lançamentos de Dwayne Wade que devolvem a liderança aos Heat. Mais uma vez, Denver entra mal no período com alguns turnovers de André Miller. Poucos pontos no minuto inicial dão a melhor fase do jogo para os Denver: Randy Foye assumiu muito jogo, Farried começou a acertar com o cesto e J.J Hickson com 2 lançamentos afastados do cesto nada característicos ao seu jogo resultaram num parcial de 9-2 para os Denver (6 de vantagem; 41-35 a meio do período). No recomeço da partida após timeout pedido por Erik Spoelstra entra na equipa de Miami Michael Beasley, jogador que tem vindo a actuar com mais regularidade nesta fase da época (com bom aproveitamento diga-se a bom da verdade; 11 pontos de média\4.4 ressaltos) e que viria a ser decisivo na partida.

Os Nuggets haveriam de aproveitar o memento construído através de uma excelente intensidade defensiva (principalmente na luta das tabelas, onde Miami apresentou algum défice talvez em virtude da estratégia defensiva montada por Spoelstra; estratégia essa que passou por não contestar ressaltos e fazer recuar a equipa rapidamente para evitar o fastbreak game, departamento de jogo onde a equipa de Denver se sente como peixe na água) e de um par de boas investidas montadas por penetrações de Chandler e Foye, lançamentos de meia distância de Ty Lawson e uma melhor eficácia de Kevin Farried (neste 2º período, Denver ganhava no jogo interior\points in the paint por 22-10 ao intervalo) para chegar ao intervalo a vencer por 55-46. Do outro lado, assistiamos a uma primeira onde Dwayne Wade assumiu muito jogo, chegando ao intervalo com 12 pontos. No intervalo, queixou-se de dores nas costas e não regressou ao jogo.

No 3º período, os Heat recolaram-se novamente aos Nuggets com um parcial de 8-0 nos primeiros 3 minutos. Brian Shaw foi obrigado a parar a partida. No seu recomeço, Miami passa para a frente e dá-se um dos casos da partida: Norris Cole vai isolado para o cesto quando é carregado por Kenneth Farried. Cole cai desamparado de cara no piso e nota-se que o jogador de Denver fica perturbado com a situação. Dois lances livres para Miami. Cole sai a chorar do terreno de jogo, acompanhado pelo colega de equipa Joel Anthony. Aplica-se a regra mais estupida da liga. Como Cole não pode cobrar os lances livres, o árbitro vai ao banco adversário, como a regra manda, pedir ao treinador de Denver que escolha quem de Miami vai executar os lances. Brian Shaw ri-se, todo o banco de Denver ri-se e Greg Oden, junto ao banco de Miami dá uma garagalhada – Shaw acaba de escolher, Joel Anthony, o jogador de Miami menos efectivo no capítulo do lançamento, aquele que precisamente estava a levar Cole ao balneário. Faz-se um compasso de espera, Anthony regressa e para espanto de todos enfia os dois lançamentos dentro do cesto, fazendo na altura o 59-(57).

Começa o jogo LeBron.

Darrell Arthur entra para Denver e faz dois posters espectaculares fazendo a equipa disparar novamente no marcador. Começa o espectáculo LeBron. O artista de South Beach faz 3 triplos quase seguidos (haveria de terminar o jogo com 26 pontos\5 triplos). No final do 3º período, Denver vence por 77-72. Sinal + para Randy Foye neste período. O jogo continua muito eficaz com Denver a terminar o 3º período com 57% de efectividade no lançamento e Miami perto dos 50%.

O 4º período começou sem pontos. Denver tenta rodar mais a bola. Jogo muito intenso mas pouco efectivo nesta fase. Aos 8:45 Ray Allen empata a partida a 77 com um fantástico triplo em zona central. Responde Lawson com um triplo. J.J Hickson conquista nesta altura alguns ressaltos importantes para a equipa. Sobressai Ty Lawson com a sua capacidade de organização de jogo, lançamento exterior e inteligência. Joga, faz jogar e em situações de pressão consegue cavar muitas faltas. Quando o jogo já se aproxima do fim, a equipa de Denver baqueia. Chris Bosh faz 2 lançamentos seguidos e devolve a liderança a Miami a 5 minutos do fim (83-82). Allen completa o ramalhete já perto do final com um triplo que estabelece 82-86. Lawson responde logo a seguir com novo triplo (85-86). O jogo avança para um fantástico final.

Já no último minuto, Allen consegue enfiar um triplo do canto esquerdo completamente apertado por 2 adversários. Chandler responde com um fantástico afundanço onde Ty Lawson conseguiu bloquear Chris Bosh para abrir espaço para o colega passar. Fica uma falta por marcar neste lance e de certa maneira a arbitragem influiu no resultado final da partida. Timeout de ocasião. Miami com bola vence o jogo num fantástico triplo de Michael Beasley a 30 segundos do fim (92-96). O triplo de Beasley é a prova viva de que nesta equipa de Miami quando não são os jogadores do big-three a decidir, alguém o faz. Ou Battier, ou Chalmers, ou Cole, ou desta feita, Beasley. E isso tem sido um dos méritos da evolução que Spoelstra está a fazer nesta equipa nos últimos 3 anos – de uma equipa centrada na figura de LeBron James, Miami passou a ser uma equipa que está a funcionar como colectivo. Randy Foye ainda consegue fazer uma penetração a 25s do fim. Falta sobre Ray Allen – falha um dos lances livres (94-97) dando hipótese a Denver de levar o jogo para prolongamento com um triplo nos últimos minutos.

Sai o bizarro. Brian Shaw pede timeout. No timeout, JaVale McGee toca piano virtual com os dedos aproveitando a pianística música de fundo. Jordan Hamilton vai repor a bola. Nenhum dos seus companheiros se desmarca. Passam os 5 segundos como manda a regra. A bola é dada ao contrário e Denver estraga numa joga o fantástico jogo que fez. Vitória para Miami por 97-94.

Outros jogos de ontem:

Jogo com várias carambolas no marcador na 2ª parte. A equipa de Detroit teve o jogo na mão no 4º período mas deixou-se perder. 106-99 num grande jogo de John Wall com 29 pontos e 7 assistências. Do lado de Detroit, mais um grande jogo dos postes da equipa – Greg Munroe (22 pontos e 10 ressaltos) fez um facial violento a John Wall e Andre Drummond com 16 pontos e 16 ressaltos.

Vitória limpinha limpinha dos meus Bulls em Memphis. Jimmy Butler fez 26 pontos e DJ Augustin foi novamente fantástico a organizar o jogo da equipa, obtendo 9 assistências. Vitória muito importante para uma equipa que está neste momento fora dos playoffs. No ponto seguinte irei analisar uma possível de troca que Bulls e Cavs podem fazer nos próximos dias.

Mavericks e Wolves protagonizaram o jogo da jornada. Kevin Love voltou a fazer números surreais. Noite após noite, Love está a carregar com os Timberwolves às costas e mesmo assim isso não está a chegar para que estes saltem para uma posição dentro dos lugares de playoffs.

Kevin Love

26.5 pontos, 13.7 ressaltos e 4.4 assistências de média fazem de Love o primeiro ao nível do ranking de eficiência da Liga. Apesar da equipa ter feito um esforço enorme para dotar Love com um colectivo capaz de ir aos playoffs (Corey Brewer, Ricky Rubio, Juan José Barea, Nikola Pekovic), creio que os colegas não tem estado à sua altura e a própria conferência Oeste, extremamente competitiva este ano, fará com que os Timberwolves fiquem aquém do seu objectivo. Os Wolves são 9ºs no Oeste.

Quanto ao futuro de Kevin Love:

1. É expectável que caso os Wolves não consigam atingir os playoffs, Kevin Love saia da equipa no próximo verão. Love tem contrato com os Wolves até 2016, recebendo 14,63 milhões nesta época, 15,7 na próxima e 16,7 na temporada 15\16. Qualquer equipa que o queira terá que ter este (ou um cap superior) cap salarial para o adicionar. Para além disso terá que efectuar uma troca contratualmente equalitária ao contrato que aufere actualmente Love. Os Lakers tem cap para adicionar Love para o ano mas não tem ninguém com um valor de troca (financeiro\desportivo) que agrade a Minesota.

Ler Steve Aschburner no Hang Time sobre o rendimento do poste de Minesota.

Grande vitória dos New Orleans Pelicans frente aos Blazers por 110-108. Exibição monstruosa do base reforço Jrue Holliday com 29 pontos e 13 ressaltos. Os Pelicans continuam a fazer uma temporada muito tranquila, tentando evoluir a equipa que têm para atingir outros objectivos no próximo ano. Anthony Davis está a evoluir muito favoravelmente aos problemas físicos que o tem atormentado nos últimos meses.

2- Notícias e rumores:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Faltam 7 dias para Andrew Bynum decidir o futuro. Ontem e hoje surgiram dois rumores:

1- O primeiro dava conta de negociações entre Bulls e Cavaliers. O Bleacher Report e o analista da Yahoo Adrian Wojnarowski (quando salta um rumor da boca deste raramente é mentira) afirmam que Bulls podem estar interessados em trocar Luol Deng por Andrew Bynum e mais qualquer coisa: fala-se no sg Dion Waiters e em compensações monetárias até porque Dion Waiters poderá estar incompatibilizado com Kyrie Irving.

Na minha opinião, toda a gente fica a ganhar com este cenário.

1.1 – Os Bulls limpam algum cap salarial com a saída de um jogador que ganha cerca de 14,5 milhões e ainda recebem um poste de qualidade (limitado fisicamente é certo) para ser alternativa a Joakim Noah e um SG que permitirá mais soluções de colectivo para Tom Thibodeau. Além disso, os Bulls começam a preparar o futuro da equipa que pelos últimos rumores não deverá passar pela continuidade de Deng (está insatisfeito com a proposta salarial que a equipa lhe fez e quer sair) e Carlos Boozer (será amnistiado no final do ano porque da Liga Espanhola vem, em virtude da pick que Chicago recebeu em 2012, Nikola Mirotic). Do ponto de vista financeiro, ajuda os Bulls a descerem a sua folha salarial, imperativo que Jerry Reinsdorf terá pedido ao GM Gar Forman para a próxima época, excepto se a equipa lutar pelo título. Só nesse cenário, Reinsdorf irá pagar as penalizações e taxes que sejam necessárias.

1.2 – Os Cavs continuam a sua estratégia de evolução com a entrada de Deng. Será um bom complemento para Kyrie Irving e do ponto de vista de maturidade talvez seja o jogador que necessitam para atacar objectivos maiores.

1.3 – Para Andrew Bynum, a subalternização que terá a Joakim Noah será benéfica para voltar em grande à liga como espera. Com menos minutos de jogo e menos pressão, poderá relançar a carreira em Chicago. Dion Waiters poderá ser um excelente 6 em Chicago.

2- O segundo dava conta do interesse dos Lakers em fazer regressar uma das suas principais apostas no passado em troca por Pau Gasol.

A troca é muito engraçada para os Lakers (poupam imediatamente 10 milhões no seu cap, podendo ter espaço para tentar várias trocas ainda esta época para dotar a equipa de jogadores capazes de atingir os playoffs ainda esta época) mas não estou a ver Cleveland dar 10 milhões de euros por um jogador que está a jogar mal e que não acrescenta muito mais daquilo que Varejão oferece à equipa.

3- O Hang Time advoga que Rajon Rondo (Boston Celtics) pode voltar à competição na equipa afiliada do franchise de Boston da DLeague.

4- Em Nova Iorque continua a irmandade. Depois do irmão de Mike Woodson ter sido contratado pela equipa, agora foi a vez dos Knicks anunciarem a contratação de Chris Smith, irmão de J.R Smith

Já diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. Se Chris Smith for metade do irmão, em vez de um problema, os Knicks passam a ter dois!

5 – Al Hortford (Atlanta Hawks) será novamente operado ao músculo direito da zona peitoral. Ficará 1 ano de fora. Má notícia para os Hawks.

6 – Os rumores à volta da possível troca de Carmelo Anthony.

3 – A ler ainda:

 

O que eu ando a ver #19

Belenenses vs Beira-Mar, 1ª jornada da fase-de-grupos da Taça da Liga.

Estádio do Restelo, 30 de Dezembro de 2013, 18 horas.

danielsson

O Sueco Helgi Danielsson marcou o único golo no jogo de ontem disputado em Belém, estreando-se assim a marca com as cores do clube da Cruz de Cristo.

Início de noite fria e chuvosa no Estádio do Restelo. Pouco público nas bancadas. De Aveiro, na bancada oposta à que me encostrava, os “sempre presentes” Ultras Auri-Negros vieram com cerca de 20 pessoas a Lisboa. Jogo relativo à 1ª jornada de um grupo que tinha visto no dia anterior o Braga bater o Estoril no António Coimbra da Mota por 1-o num jogo marcado por um grosseiro erro de arbitragem nos minutos finais com um jogador do Braga a cortar com o braço aquele que seria o golo do empate da equipa comandada por Marco Silva.

Na antevisão à partida, o treinador Jorge Neves prometeu um Beira-Mar ambicioso frente um Belenenses que aos solavancos vai andando no 13º lugar da Liga. O treinador aveirense afirmou na conferência de imprensa que antecedeu o jogo de Belém: “pesar dos últimos resultados, (o Belenenses) é uma equipa que tem bastante valor, do meio da tabela para baixo. Joga em casa e é favorita. Vai querer ganhar, até para moralizar. (…) “Pelo nosso lado, vamos com o intuito de lhes complicar ao máximo a vida e lutar pela vitória também”

Na ante-câmara de um jogo que pode ser decisivo a todos os níveis para a época tranquila que o clube está a fazer (domingo frent à Académica no Estádio Municipal de Aveiro para os oitavos-de-final da Taça de Portugal) cumpria ao plantel do Beira-Mar e respectivo staff técnico compreender o nível de preparação e exibição que a equipa iria apresentar contra uma equipa de primeiro escalão.

Na capital, Jorge Neves lançou em campo um 11 perto do melhor 11 que a equipa pode apresentar. Com Dieguinho lesionado e Rafael Batatinha ausente (apresentou rescisão de contrato à SAD na semana passada), Hélder Tavares foi a única novidade nos títulares do clube aveirense. Num habitual 4x3x3, coube a André Sousa a posição mais avançada do vértice do meio-campo e a tarefa de organizar o ataque do Beira-Mar. Na frente, William jogou na direita, Pité na esquerda e Luis Phellype no meio como ponta-de-lança de referência.

O Beira-Mar entrou em campo com uma atitude ambiciosa. Nos primeiros minutos não só conseguiu executar uma pressão efectiva nos jogadores de meio-campo do Belenenses de forma a impedir a construção de jogo como teve as melhores oportunidades do jogo. Sem bola no pé, os 3 homens do meio-campo do Belenenses (Fernando Ferreira, Fredy e Tiago Silva) iam sendo presa fácil para o meio-campo do Beira-Mar. Com uma frente de ataque muito móvel (Miguel Rosa à esquerda, Fabio Sturgeon no centro com muita mobilidade e o veterano Paulo Jorge à direita) todo o jogo criado no primeiro tempo pelo Belenenses pertenceu aos dois últimos. Na primeira parte, o Belenenses não conseguiu criar muito perigo junto da baliza de Renato (substituíu Rui Rego nesta partida) e invariavelmente, todo o jogo que chegou à àrea aveirense foi cortado de forma eficaz pelos centrais Jaime e Luis Gustavo, dois jogadores com sinal mais durante toda a partida.

Muito desapoiado na frente de ataque dos aveirenses, Luis Phellype viu o seu compatriota Willian (emprestado pelo Torino ao Beira-Mar; jogador com capacidade para altos voos no mundo do futebol) ser o maior quebra-cabeças da defensiva azul. Na primeira parte, Willian esteve irrequieto no flanco direito, obrigando os jogadores do Belenenses a cometer muitas faltas. Sacou dois amarelos: um a Tiago Silva (cuja falta haveria de lesionar o internacional sub-21 para o resto do jogo; entrou Danielsson para o seu lugar) e outro aos central Eggert Jonsson. Com um André Sousa q.b no jogo e um duplo pivot eficaz no miolo (Dias e Tavares; este último acrescentou muita força física às batalhas de meio-campo mas foi muito pouco esclarecido no ponto de vista técnico) coube ao Beira-Mar a iniciativa de jogo no primeiro tempo, podendo os aveirenses ter marcado por duas situações de William aos 4″ e 16″.

Na 2ª parte tudo se alterou. O Belenenses entrou com maior disposição para vencer a partida. Os comandados de Marco Paulo entraram com uma pressão muito alta, não deixando o Beira-Mar respirar. O golo adivinhava-se neste início da segunda parte quando o Belenenses ganhou 5 cantos seguidos. Nos primeiros 7 minutos da primeira-parte o Beira-Mar não conseguiu progredir com bola para além do seu meio-campo. Encostada às cordas, a equipa de Jorge Neves acabou por tentar explorar o contra-ataque. Depois dos 5 pontapés-de-canto quase seguidos que a equipa de Marco Paulo ganhou, de um remate de meia distância de Fredy para fora aos 51″ e de um remate de Paulo Jorge no coração da área que seria desviado da baliza por intermédio de um jogador do Beira-Mar, pode-se dizer que os aveirenses poderiam ter marcado em dois lances: o primeiro por intermédio de Pité numa grande jogada individual do jovem formado na cantera do clube em que este, pela esquerda, limpa dois jogadores do Belenenses à entrada do meio-campo, faz uma enorme cavalgada solitária até à area e remata cruzado para defesa de Rafael Veloso e, aos 70″ quando Hélder Tavares aparece sozinho na área a cabecear por cima da baliza defendida pelo jovem guardião luso-espanhol. Entre estas duas oportunidades de golo, aos 62″ Fredy queixou-se de penalty na área aveirense (pude ver em repetição televisiva posterior que Ricardo Dias joga a bola), aos 63″ Marco Paulo tirou o móvel Fabio Sturgeon para colocar em campo um ponta-de-lança de área (Tiago Caeiro) e aos 65″ Paulo Jorge apareceu sem marcação na área a cabecear para defesa fácil de Renato.

Momento do jogo.

O cerco do Belenenses à baliza defendida por Renato deu os seus frutos à passagem do minuto 72. O irrequieto Fredy tentou ultrapassar a marcação de Luis Gustavo tendo sido travado pelo brasileiro de forma irregular, facto que lhe iria valer um justo cartão amarelo. Na sequência do livre cobrado por Miguel Rosa (tentou alterar o rumo dos acontecimentos na 2ª parte através da sua portentosa capacidade de execução de centros para a área; tirando isso esteve apagado na maior parte do jogo) Tiago Caeiro cabeceou para defesa de Renato. Segundos depois, num cruzamento para a área, a defesa do Beira-Mar não foi eficaz no alívio e a bola veio parar aos pés de Danielsson que, de primeira, atirou a contar para o fundo das redes. Sofrido o golo, Jorge Neves tentou refrescar a frente de ataque com Tiago Cintra, 2ª substituição do jogo para o lado da equipa aveirense. Minutos antes, já tinha colocado Nanu numa tentativa de rentabilizar ao máximo a estratégia (de contra-ataque) delineada para este 2º tempo. De Cintra pouco ou nada vi em campo, tendo acabado o jogo com um livre em que o jogador do Beira-Mar não conseguiu bater um livre em condições para os colegas.

Do golo até ao final da partida, o Belenenses controlou a vantagem adquirida no remate do jogador sueco. Jaime aos 80″ cabeceou sem perigo e no minuto seguinte, o Belenenses podia até ter ampliado a vantagem num remate de Miguel Rosa ao travessão da baliza auri-negra. Excelente flecção do antigo jogador dos quadros do Benfica da esquerda para o centro do terreno, rematando em arco com o seu pé-direito.

As estatísticas finais (16 remates para o Belenenses, 9 para o Beira-Mar, 60% de posse para o Belenenses, 40% para o Beira-Mar) provaram um jogo interessante onde o Belenenses fez mais para vencer a partida no 2º tempo.

Boa exibição do Beira-Mar na primeira parte, em particular dos centrais, do lateral-direito André Nogueira, dos 3 homens do meio-campo e de Willian (como disse, merece muito mais do que o Beira-Mar) num jogo que provou que esta equipa não só é capaz de fazer melhor que o 15º lugar na 2ª volta do campeonato da Liga Cabovisão como tem capacidade para provocar uma surpresa na Taça no domingo. Com a entrada do grupo Pieralisi na SAD Aveirense, com a liquidação de passivo que os italianos já efectuaram na semana passada e com a reposição dos salários em atraso que a família Pishyar tinha perante atletas e funcionários, pode-se que esta onda de estabilidade que os investidores italianos pretendem a curto prazo para o futuro do clube possa trazer bons resultados. Esta equipa é jovem, tem talento e necessita de trabalhar sobre pressão para poder sonhar com voos maiores.

No Domingo será importante vencer a Académica e rumar aos quartos-de-final da Taça. Primeiro porque vencer é um rival será sempre vencer um rival. Em segundo lugar porque poderá permitir ao clube a possibilidade de ir mais longe na Taça e de encontrar um grande na próxima ronda, facto que poderá granjear uma receita considerável e assim mostrar os novos investidores que o seu projecto para o clube tem viabilidade financeira no futuro.

Do Belenenses tenho a dizer que a jogar assim, não ganha a ninguém na primeira liga. É para mim, em conjunto com o Olhanense, a equipa mais frágil desta liga. Necessita de reformular o seu plantel em Janeiro para conseguir vencer a batalha da manutenção. A carência que a equipa apresenta ao nível de pontas-de-lança poderá ser satisfeita com Rambé (melhor marcador da 2ª liga pelo Farense sob empréstimo do clube) e com a contratação do conhecido austríaco Roland Linz, avançado de 32 anos que brilhou no Belenenses e Braga há uns anos atrás, jogador que se encontrava a jogar na Tailândia. Marco Paulo necessita a meu ver, dois melhores laterais do que aqueles que apresenta no seu plantel (Filipe Ferreira, Duarte Machado, João Afonso, Victor e André Teixeira) de preferência jogadores com propensão ofensiva, de um organizador de jogo e de um jogador que pode desequílibrar mais pelas alas.

O que eu ando a ver #18

Os campeões em título Chicago Blackhawks terminaram o ano de 2013 da melhor maneira com uma vitória sofrida (mas saborosa) sobre os candidatos Los Angeles Kings por 1-o com um golo de Brandon Saad. Saad está num hot-streak com 6 golos nos últimos 11 jogos.

Jogo muito difícil para os hawks no ringue instalado no United Center num dia em que os outros fregueses do pavilhão (os Chicago Bulls) foram ganhar a Memphis. Os Kings atacaram como puderam a baliza do finlandês Aanti Raanta, habitual suplente do mítico Corey Crawford (lesionado) tendo o finlandês conseguido o primeiro shutout da sua jovem carreira (25 remates dos Kings). A equipa de Los Angeles dispôs de um penalty shot (defendido por Raanta) e viu a arbitragem negar um penalty shot claríssimo à equipa de Chicago num lance em que Jeff Carter fez uma gravata a Jonathan Toews numa jogada em que o Center de Chicago ia isolado para a baliza.

Saliento também outra das ocorrências do jogo a título de curiosidade – Da penalidade menor assinalada a Carter no lance com Toews surgiu uma situação de 2 minutos em powerplay (1 jogador a mais para a equipa) onde os Blackhawks viram um golo anulado por stick alto num desvio de um jogador a um remate – a regra da NHL é clara nestes lances: os remates à baliza ou desvios feitos a remates devem ser feitos no máximo à altura do travessão da baliza. Com dúvidas no lance, a arbitragem pediu ajuda ao Centro de Controlo de Decisões da Liga, em Toronto, cumprindo a regra 38 do jogo. Acresce referir que os videoárbitros que se encontram na cidade canadiana monitorizam a legalidade de todos os golos e a sua monitorização pode ser requerida pelos árbitros de todas as partidas da NHL para todos os lances onde suscitem dúvidas.

Os Chicago Blackhawks acabam o ano na liderança da conferência Oeste com 63 pontos em 42 partidas. Como tal também têm, para já, o melhor score da liga.

2. Uma particularidade da máquina de marketing que é feita na NHL.

NHL

Os Hawks fizeram uma edição limitada para os seus adeptos dos anéis de campeões que foram dados no início da época a todos os jogadores campeões em 2013. Esta edição tem fins solidários.

3. O habitual Winter Classic:

winter classic

No dia de ano no novo, a NHL leva a cabo pela 6ª vez na sua história o Winter Classic, jogo oficial realizado num estádio a céu aberto. Amanhã, no Michigan Stadium em Detroit, duas das equipas fundadoras da Stanley Cup (Toronto Maple Leafs e Detroit Red Wings) no século XIX irão defrontar-se para a fase regular num jogo que se prevê ter uma assistência de 40800 pessoas.

 

 

Superbock! Fresquinha! #25

Breves:

1. Antes de tudo o resto, uma grande partida de futebol esta que foi jogada hoje em Alvalade.

2. A melhor exibição do Sporting esta época. Na minha modesta opinião. Faltaram apenas os golos para dar significado à avalanche de jogo que o Sporting construíu durante toda a partida. Uma circulação de bola impecável, com o maestro Adrien a assumir a batuta. Está um grande jogador. William Carvalho voltou a ser o esteio do equilíbrio leonino no meio-campo tanto a defender como a apoiar o ataque. Capel q.b com um Jefferson bem a defender Varela, não tão esclarecido a atacar. Wilson Eduardo combinou muito bem com Cedric e pecou apenas por não ter conseguido concretizar a bola que teve na primeira parte na cara de Fabiano. De Slimani muito esforço mas pouco esclarecimento. Não teve uma bola a jeito para facturar. A defesa do Sporting esteve irreprensível em grande parte do jogo. Vitor e Carrillo entraram muito bem. O primeiro teve aquela bola na cara de Fabiano onde poderia ter ganho o jogo para p Sporting. O 2º fez duas arrancadas brilhantes, a primeira, merecedora de golo. Valeu novamente Fabiano. Excepção feita ao lance na primeira parte em que Dier esqueceu-se de Ghilas e deixou o argelino atirar por cima da barra da baliza defendida por Marcelo Boeck.

3. Exibição bastante colorida do FC Porto na primeira parte, exibição paupérrima na 2ª parte. Fabiano foi o HOMEM DO JOGO. Na defesa, Alex Sandro batalhou muito com Wilson e com Cedric, não sendo hoje o lateral de propensão ofensiva que é. Danilo teve uma exibição para esquecer. Teve muitas dificuldades com Capel e Jefferson em virtude do facto de não ter sido devidamente apoiado por Varela. Na 2ª parte foi comido de cebolada por Carrillo no lance em que o peruano apenas parou aos pés de Fabiano. Maicón e Mangala tiveram uma exibição muito satisfatória não inventando perante a avalanche ofensiva do Sporting. Controlaram muito bem Slimani e Montero. Fernando fez uma primeira parte de sonho. Nos primeiros minutos do jogo esteve em todo o lado e chegou a causar calafrios quando pegou na bola e tentou jogadas individuais. Saiu devido a problemas físicos na altura em que, num meio-campo com Lucho Gonzalez, o Porto prometia ligeiramente mais do que aquilo que tinha feito em Alvalade. Herrera foi um a menos durante todo o jogo. Do mexicano ainda não vi nada que merecesse os 13 milhões que o clube deu aquando da sua transferência. Perdido em campo, chegou sempre atrasado às bolas disputadas no meio-campo e não é capaz de ser um jogador vertical. Varela foi o mais esclarecido do FC Porto em campo num jogo em que Licá foi inofensivo e Ghilas ainda ameaçou a baliza de Boeck por duas vezes. Carlos Eduardo foi à semelhança de Varela um jogador esclarecido durante toda a partida, de processos simples e qualidade de passe, tendo borrado a pintura no momento da sua expulsão.

3. A arbitragem de Olegário Benquerença. Depois de uma semana quente em que a arbitragem foi o prato do dia, Olegário Benquerença fez uma boa arbitragem até ao último terço do jogo. Pecou apenas em dois lances:

3.1 –  Na picardia entre Varela e Jefferson, creio que Jefferson deveria ter visto o cartão vermelho e o jogador do Porto o cartão amarelo.

3.2 – Carlos Eduardo é na minha óptica bem expulso. Não pela falta em si mas pela cena de teatro que fez a seguir.

Dos auxiliares de Olegário Benquerença fica na retina um fora-de-jogo mal assinalado a Wilson Eduardo na primeira parte num lance em que não só o jogador do Sporting está em jogo como na sequência do lance Mangala empurra o extremo do Sporting facto que se constituía passível de cartão vermelho.

4. Tudo em aberto para as próximas jornadas no que diz respeito a este grupo. Marítimo e Penafiel empataram. Caso tivesse vencido a equipa penafidelense, o Marítimo poderia ter no próximo jogo (em Alvalade, a 14 de Janeiro) um importante matchpoint.

NBA 2013\2014 #23

Pode bem ser a combinação das finais da Liga nesta temporada. Não quis acreditar que tal tivesse acontecido. Lembro-me de mais 2 ou 3 situações de carreira em que ele fez isto, 1 delas decisiva para uma vitória de Miami, outra duas como buzzer-beat de final de período (uma em Toronto, uma em Miami) – é um lance fantástico tendo em conta o jogador que é e as suas reais capacidades neste departamento de jogo – não é um mau lançador de triplos (até porque não lança regularmente de 3 pts; tem um registo de 105-354 nas 11 temporadas que leva na liga; 29.7% de eficácia) mas está a melhorar imenso ultimamente neste capitulo: basta só referir que este ano lança mais (52 em 29 jogos tendo em conta os 74 que lançou em 74 na época passada, com uma eficácia de 18 esta temporada; 34,6%; contra os 21 em 74 na época passada) é mais efectivo e está a conseguir colmatar a saída de Mike Miller, por exemplo, homem que acrescentava muito valor à equipa neste departamento de jogo.

Miami venceu por 108-107 em Portland. Sem LeBron. Em mais uma noite em que desisti de ver os meus Bulls @ Dallas logo no 2º período. (85-103)

Meanwhile:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

O Hang Time revela que Bynum suscitou algum interesse em Miami. Como afirmei aqui (vide nº21 desta série) ontem, Bynum foi suspenso pela direcção dos Cavaliers. Após investigação séria ao seu contrato (como afirmei aqui ontem) confirmei que os Cavs apenas salvaguardaram metade do salário do jogador deste ano, no valor de 6 milhões, sob condição de activar a outra metade do salário depois de 7 de Janeiro. Assim sendo, os Cavs tem até dia 7 para trocar o jogador ou então o jogador ficará até ao final da temporada.

Com Bosh a render, Birdman Anderson a acrescentar muitos ressaltos, muita luta nas tabelas e, claro está, principalmente na linha de lance livre em virtude das faltas que sofre, a acrescentar pontos para a equipa, sem contar com o eterno lesionado Greg Oden (jogador em que Miami deposita confiança) penso que este rumor não deve ter fundamento. A não ser que South Beach deixe de ser um poiso gerador de títulos e campeões para se transformar num centro de reabilitação para as mais diversas maleitas (lesões, drogas)…

God Save the Queen (or at least try to…) #10

First:

Só consegui ver os 20 minutos finais quando o Arsenal já geria a sua magra vantagem. Fica na retina o lance que decidiu a partida.

Second:

Chelsea e Liverpool defrontaram-se esta tarde em Stanford Bridge com a perseguição ao Arsenal na mira das duas equipas.

Na antevisão do jogo, José Mourinho afirmou que a equipa necessita de mais “1 ou 2 contratações de valor” para se tornar uma equipa, segundo as palavras do técnico, “fantástica” – se dentro do campo Mourinho venceu (justamente) o Liverpool pelo caudal ofensivo produzido pelos Blues no primeiro tempo, no campo das palavras, Mourinho provou do seu próprio veneno, pelo menos, no que diz respeito às declarações que proferiu no início desta semana depois do jogo contra o Arsenal (e das queixas que foram feitas pelos Gunners no que toca à arbitragem) visto que o Liverpool pode queixar-se da actuação de Howard Webb ao não assinalar um penalty claríssimo de Samuel Eto´o sobre Luis Suarez aos 81″.

A primeira parte mostrou-nos um dos melhores 45 minutos da Premier League desta temporada. Com uma entrada incisiva, as duas equipas jogaram tudo para marcar cedo, cabendo aos homens de Brendan Rodgers abrir o marcador aos 4″ por intermédio do central Eslovaco Martin Skrtel – falta de Eto´o na esquerda sobre Agger (à qual Howard Webb poupou o primeiro amarelo) livre batido pelo brasileiro Phillippe Coutinho, Suarez penteia a bola para o corte de Ivanovic que coloca a bola na esfera de acção do central eslovaco que só tem que empurrar para o fundo das redes de Petr Cech.

O Liverpool entrou no jogo com muita ambição, motivo que obrigou o Chelsea a puxar dos galões depois do golo sofrido. Com Hazard na direita e Willian na esquerda a criar muito jogo para os Blues (e a darem água pela barba para os laterais do Liverpool Glen Johnson e Daniel Agger) rapidamente os Blues cercaram a baliza defendida pelo Belga Mignolet. Aos 5″ Hazard foi solicitado na direita à entrada na área tendo rematado para grande defesa do seu compatriota. 2 minutos depois, depois de uma falta ganha por Willian na esquerda, do livre resultaria um cabeceamento de Gary Cahill ao lado. O Chelsea crescia perante um Liverpool mais cauteloso. Cautelosa também era a postura dos laterais do Chelsea (Ivanovic à direita e Azpilicueta à esquerda) perante o poderoso arranque dos extremos contrários (Steerling foi um diabo à solta no flanco direito, pese embora ter jogado algo desapoiado e ter recebido a bola quase sempre com 3 e 4 adversários na sua esfera de acção). Aos 10″ Hazard entrou dentro da área e tentou cavar um penalty. Na repetição, nota-se que o Belga driblou um adversário, e, sabendo que um adversário vinha embalado de trás para tentar desarme, fez um compasso de espera e atirou-se para a piscina de forma a provocar uma reacção do experiente Howard Webb.

Com o Chelsea a crescer no jogo, adivinhava-se o golo do empate. Aos 12″ foi Lampard a tentar de meia-distância para mais uma grande defesa de Mignolet. No melhor do pano cai a nódoa. Daniel Agger estava a ter muitas dificuldades para travar Eden Hazard pela direita. Como se não bastasse o lance aos 16″ em que Howard Webb avisou o dinamarquês que seria a última falta antes do cartão amarelo (empurrão do dinamarquês na lateral sem bola quando Hazard pretendia ganhar em velocidade para receber um passe de Lampard), o Belga tirou partido desse facto e dois minutos depois haveria de aparecer no centro do terreno a aproveitar um mau alívio de um jogador do Liverpool para atirar para o fundo das redes num fenomenal remate em arco.

Sem grande posse de bola (Henderson e Joe Allen foram completamente secos pelo móvel meio-campo do Chelsea; em particular por um David Luiz omnipresente em todas as tentativas de ataque dos Reds) tanto Luis Suarez como Raheem Sterling tentaram sair várias vezes em contra-ataque mas todas as suas tentativas saíram goradas frente a um limpo e eficaz aparelho defensivo da turma de José Mourinho.

Depois de 25 minutos fantásticos, o jogo pacificou. Aos 25″, Cahill tirou o pão da bola a Joe Allen já dentro da área. 3 minutos depois dá-se um dos momentos do jogo: Branislav Ivanovic lesiona-se num lance, é assistido pela fisioterapeuta portuguesa Eva Carneiro, volta ao jogo e pede substituição. Entra Ashley Cole e Mourinho é obrigado a trocar os laterais, troca que até deu algum efeito no que toca à prestação do espanhol. Seria o espanhol aquele que iria dar o clique para o 2º golo dos Blues aos 33″ desmarcando-se na direita para receber um passe do miolo, colocando a bola já dentro da área para Óscar trabalhar para o toque final de Eto´o na cara de um Mignolet muito mal batido no lance. Único lance de destaque para o brasileiro na partida. Ofereceu muitas vias de passe no meio-campo, trabalhou muito mas não fez uma exibição por aí além. A equipa de José Mourinho tinha a sorte de marcar numa altura em que as equipas apresentavam um futebol pouco esclarecido.

Até ao final da 1ª parte, destaque para um remate de Joe Allen para uma grande defesa de Petr Cech aos 41″. A equipa de Brandon Rodgers necessitava de mais posse de bola na 2ª parte para poder construir situações para o seu homem de referência. Para isso muito contribuíu também a pressão a meio campo feita por David Luiz e Frank Lampard, pressão essa que fez com que Allen não tivesse muito jogo nos pés e, nas transições, Lucas não fosse efectivo no capítulo do passe.

Ao intervalo, Mourinho tirou Lampard para colocar John Obi Mikel. O Liverpool entrou mais acutilante e com mais posse de bola. Apercebendo-se disso, os jogadores do Chelsea subiram o bloco de pressão à altura da transição de jogo, feita quase sempre por Lucas Leiva. O ímpeto inicial dos Reds levaria a uma bola ao poste aos 51″ por intermédio de Sakho depois de um livre na direita onde Phillippe Coutinho passa a bola rasteira para Lucas e o brasileiro executa um belo picadinho para a cabeça do francês, livre de marcação .Bola cá, bola lá. Aproveitando o caudal ofensivo de Hazard e Willian e a pressão alta exercida sobre Lucas, o Belga aproveita um passe transviado do brasileiro para lançar Samuel Eto´o isolado na cara de Mignolet. O camaronês teve todo o tempo do mundo para fuzilar o antigo guarda-redes do Sunderland mas acabou por lhe permitir a defesa da tarde em Stanford Bridge. O Belga remediou assim o golo sofrido na primeira parte.
Nesta fase do jogo, destaque novamente para Willian e Hazard. O primeiro foi ávido a explorar o flanco-esquerdo quando Glen Johnson subiu em demasia no terreno. Quando o internacional inglês estacionava à sua frente, procurou o miolo e do miolo lançou muitas vezes Hazard e Azpilicueta na direita. Já o Belga foi um autêntico quebra cabeças para a defensiva do Liverpool.

Bola cá, bola lá: Suarez tentou o golo aos 57; do outro lado, Samuel Eto´o obrigava Skrtel a uma grande exibição. Na direita, Raheem Sterling ia remando contra a maré (leiam-se sempre 3\4 jogadores do Chelsea na sua esfera de acção quando tinha bola).

O Chelsea voltou a pacificar o jogo quando tal atitude mais lhe convinha através de um jogo de contenção. Rapidamente voltaria a desarmar (em definitivo o ímpeto ofensivo do Liverpool). Até ao minuto 81″ quando Howard Webb fez vista grossa ao lance que poderia ter dado o empate à equipa de Anfield Road. Suarez disputa um lance na área com Gary Cahill, o central inglês corta e segue com bola num movimento perpendicular à linha final perante a oposição do uruguaio e, de repente, aparece Samuel Eto´o a ir às pernas de Suarez na tentativa de fazer um bloqueio. Howard Webb não viu um lance que na minha opinião me pareceu claríssimo.

Até ao final, nota apenas para uma escaramuça que envolveu Óscar e Lucas Leiva com Suarez à mistura. Brandon Rodgers ainda tem muito trabalho pela frente até ter uma equipa capaz de lutar pelo título. Em Janeiro ou no próximo verão ainda terá que reforçar a equipa com um bom defesa-esquerdo, outro defesa-direito, um jogador capaz de efectuar transições de forma rápida e, quanto a mim, com um homem de área mais vocacionado para jogo directo em momentos em que a equipa esteja a perder.
A equipa de Mourinho vai cavando uma luta a três com City e Arsenal, se bem que ainda desconfio muito da regularidade da equipa de Wenger.

campeões ibéricos

direito

Sem espinhas. Vitória na Taça Ibérica do campeão nacional em título, o Grupo Desportivo Direito sobre o campeão espanhol, o VRAC Valladolid por 41-11 no campo de Monsanto (24-6) ao intervalo. 4 taça ibérica para os “Advogados”, provando mais uma vez que o melhor do (profissional) campeonato espanhol de rugby é muito escasso para os clubes de gama alta do rugby português. Mais, se analisarmos as formações que entraram em campo: o GDD com 22 convocados de nacionalidade portuguesa e os homens de Valladolid com 5 estrangeiros.

NBA 2013\2014 #22

No post anterior, faltou-me esta que foi gentilmente cedida pelo Roger Forte:

kaman

Chris Kaman (Los Angeles Lakers), aquele simpático alemão a quem o Raúl Meireles copiou a barba e que mais parece um daqueles alemães que aterra todos os anos na praia de nudistas de oliveira do hospital todo nuzinho e de sandalinha franscicana e meínha branca, dá o exemplo do que é ser um Manuel Mota no mundo da NBA!

NBA 2013\2013 #21

Durante a quadra natalícia, o melhor campeonato do mundo não parou e trouxe momentos de grande espectacularidade.

1. Jogos:

Vitória tranquila para os Pacers frente aos Nets na 2ª feira por 103-86. Lance Stephenson, embalado por uma grande partida frente a Boston, coroada com triplo-duplo, fez o seu career-high com 26 pontos frente a uns Nets que voltaram a baquear por completo no 3º período, período esse que costuma ser muito forte para a equipa de Indiana e em particular para Paul George.

Na primeira parte assistiu-se a um jogo muito lutado mas pouco esclarecido e pouco eficaz. Sinal negativo (mais uma vez) para Deron Williams (péssimo a organizar, cometeu muitos turnovers) e para Paul Pierce, este último, por uma falta anti-desportiva sobre George Hill na fase de descalabro da equipa nova-iorquina que valeu a expulsão ao poste e uma multa de 15 mil dólares por parte da liga num jogo em que o extremo fez o 2º jogo da sua carreira sem pontuar (em mais de 1100 jogos na NBA).

Neste jogo também assistimos a mais duas decisões erradas por parte de Jason Kidd: o regressado Jason Terry esteve disponível para o jogo, entrou muito bem com 3 triplos mas só entrou quando o jogo já estava decidido para a equipa orientada por Frank Vogel. Reggie Evans voltou a ficar no banco de suplentes. No jogo seguinte contra Chicago (em baixo) fez 9 ressaltos só no primeiro tempo, controlando os postes de Chicago. Quando saiu, Boozer e Gibson cresceram no jogo e os Nets voltaram a perder.

No dia de Natal, Bulls e Nets encontraram-se no Barclays Arena. Camisolas especiais para a ocasião. Estas camisolas valeram de resto muitas críticas entre os adeptos da liga. Pessoalmente creio que o seu uso deve considerar-se uma aberração para o basquetebol. Tenho dúvidas que qualquer atleta se sinta confortável a jogar com estas camisolas que, são muito aplaudidas em modalidades como o rugby visto que o seu tecido fino torna mais difícil o acto de placagem. O primeiro jogador a protestar foi o alemão Dirk Nowitzky:

Dirk

Os Bulls venceram por 95-75 num jogo em que os Nets voltaram a perder o jogo no 3º período. Mérito para a defesa de Chicago nesse período, fazendo valer o estatuto (esquecido esta época) de equipa defensora. Kirk Hinrich, Carlos Boozer e Taj Gibson estiveram em destaque.

Mais uma vez se provou que no seio dos Nets, vive-se a ferro e fogo: num desconto de tempo Kevin Garnett sentou-se e deu a táctica enquanto Jason Kidd estava de mãos atadas no banco de suplentes a observar. No final do jogo, os adeptos dos Nets assobiaram a equipa.

Na passada madrugada, LeBron James fez uma exibição monumental (33 pontos, 8 ressaltos e 8 assistências) tendo passado Larry Bird e Gary Payton na lista de melhores pontuadores da história da Liga – King James é agora 29º nessa lista. Neste momento, LeBron tem 21819 pontos. Em actividade só é suplantado por Vince Carter (22532; 27º, a cumprir a sua 15ª temporada na liga), Ray Allen (24086; 22º, a cumprir a sua 17ª temporada na liga) Tim Duncan (24165; 21º; a cumprir a sua 16ª temporada na liga) Paul Pierce (24317; 20º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) Kevin Garnett (25451; 15º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) Dirk Nowitzky (25564; 13º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) e Kobe Bryant (31700; 4º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) – pode-se dizer que Bryant está a dois anéis e 592 pontos de suplantar Michael Jordan.

A megalómana exibição de James não foi suficiente para a equipa de Miami levar de vencida a modesta equipa dos Kings (9-19) recentemente reestruturada com a troca que efectuou com Toronto e da qual resultou a contratação de Rudy Gay. Gay marcou 26 pontos. O destaque da partida vai para a melhor exibição de carreira do poste DeMarcus Cousins (já esteve várias vezes em cima da mesa para ser trocado de forma a promover um novo rebuild para a equipa de Sacramento) com 27 pontos, 17 ressaltos e 5 assistências. O base Isiah Thomas fez 22 pontos, 11 assistências e 7 ressaltos. Dados os últimos resultados dos Kings, pode-se dizer que a continuar assim vão construir uma boa equipa para o próximo ano.

No dia de ontem, ao contrário do que tem feito este ano, Seth Curry até marcou menos pontos dos que costuma marcar nos jogos dos Warriors na vitória sobre os Suns por 115-86. Apenas 14 pontos para o sg num jogo brilhante onde conseguiu um triplo-duplo com 14 assistências e 13 ressaltos. Grande jogo do base num jogo em que fez assistências capazes de levantar pavilhões. Voltou a sacar rogados elogios da boca do seu treinador Mike Jackson: “It was spectacular. Awfully impressive running a team. Kept his foot on the gas pedal. Rebounded the basketball. Defended at a high level. Made shots. I mean, the guy is playing at an all-time level for himself, and that’s saying a lot. He’s been spectacular and continued it tonight. I just loved the way he competed.”

Na quinta-feira Clippers e Trail Blazers protagonizaram aquele que podia bem ser uma partida de jogo 7 dos próximos playoffs. Cheia de intensidade entre duas equipas que estão a protagonizar uma boa época (os Clippers em crescendo) valeu por meia dúzia de jogos o final sensacional protagonizado por LaMarcus Aldridge e Blake Griffin. Se aquela bola de Jamal Crawford entra (com falta) é um dos momentos mais brilhantes desta fase regular.

2. Momentos:

em particular para o fantástico abafo realizado pelo lituano Donatas Montijunas seguido de contra-ataque pela sua equipa (Houston Rockets) e para o buzzer-beat vitorioso de Jeff Teague na vitória sobre os Oklahoma City Thunder.

O Shaqtin´a´Fool de 26 de Dezembro. A reacção de Chandler Parsons à backcourt violation do israelita Omri Casspi é awesome!

3. Notícias e rumores:

1. John Schumann escreve no Hang Time uma das bombas deste 28 de Dezembro de 2013 – Os Cleveland Cavaliers suspenderam Andrew Bynum por tempo indeterminado em função da sua conduta na equipa. Andrew Wojnarowski afirma na Yahoo Sports que o motivo que levou à suspensão do poste foi a sua falta de vontade em render mais. Os Cavaliers pagam 12,25 milhões este ano ao poste que foram resgatar aos 76ers. Na minha opinião acho muito dinheiro (e desperdicio de tempo) tentar reabilitar uma estrela que não apresenta indices físicos que lhe permitam ter regularidade na liga. Bynum tem mais um ano de contrato a receber 12,54 milhões se bem que especialistas afirmam que o contrato de Bynum em Cleveland tem várias cláusulas que podem amenizar perdas para os Cavaliers caso o poste não cumpra certos objectivos.

2. Em Brooklyn, Kidd continua com a vida muito difícil. Sekou Smith afirmou hoje no habitual Shootaround report pelas equipas, citando o infalível Woj do Yahoo Sports que agora são os responsáveis do franchise que já não acreditam no técnico: ” From management to players, Kidd has shown an inability to manage crisis and keep the respect of his players.” – Kidd nunca perdeu o balneário porque nunca o teve. Prova disso foi o discurso de Garnett num dos timeouts contra Chicago.

3. O Bleacher Report fez a cobertura do shootaround dos Heat em Sacramento no dia do jogo contra os Kings, vincando o esforço que Greg Oden e os fisios de Miami estão a fazer para que o #1 em 2006 volte à competição.

4. A lesão de Bradley Beal dos Washington Wizards.

5. A lesão de Russell Westbrook dos Thunder.

6. Durante a semana, falou-se na hipótese de Clippers e Knicks trocarem Carmelo Anthony por Rajon Rondo. O rumor não ganhou força.

 

God save the queen (or at least try to…) #9

a imprensa portuguesa, emprenhada pelos ouvidos pelas sentences do Guardian e do Independent. Há um mes atrás o que era fixe era “correr com o Moyes no pior período da história do Manchester” – uma série vitoriosa e “Moyes já é o grande treinador de um United em ascenção”

Começo a desconfiar que Mourinho vai até lá cima pé ante pé. Não creio ainda que os Wenger Boys tenham esforço para manter a regularidade que apresentaram nesta metade de temporada. O Liverpool de Rodgers está a construir uma boa equipa para o fruto mas ainda vive dos fogachos de Suarez. O United pode recuperar a diferença e tudo pode acontecer de um dia para o outro. Não será a primeira nem a última vez que a equipa de Manchester nos irá brindar com o fantástico. Resta o brilhante City de Pellegrini perante um Chelsea que, a jogar mal, vai andando pelos lugares cimeiros aos repolões.

O que eu ando a ver #18

Nas vésperas de mais um grande clássico para a Liga ACB Endesa, a jogar-se no domingo em Madrid na Caja Mágica:

O Barcelona de Xavi Pascual bateu o “candidato” Gran Canária no Palau Blaugrana numa partida muito fraca do ponto de vista de exibicional. Ao intervalo ambas as equipas estavam na casa dos 20 pontos com o Barcelona em vantagem por 27-21. Na 2ª parte, valeu a maior experiência da equipa Barcelonista e a sua maior efectividade de lançamento. Ver nos instantes finais o fantástico buzzer-beat do internacional Marcelinho Huertas, pese embora o lançamento já não contar para o desfecho final no marcador.

No final do jogo entre catalães e baleares, a Sporttv deu o jogo entre o FIATC Joventut de Badalona e o Real Madrid. Regresso de Rudy Fernandez à casa que o viu crescer para o basquetebol. O Real Madrid venceu a equipa de Badalona (Catalunha) por 72-68 e confirmou o melhor arranque de sempre da história do baloncesto do Real Madrid com 24 vitórias em 24 jogos.

Superbock! Fresquinha! #24

Esta cerveja enfeitiçou-me! –

Primeira jornada da fase de grupos da Taça da Cerveja 2013\2014. Cresce a ansiedade entre as hostes benfiquistas. A missão na Luz é recuperar uma Taça que pertence ao clube por decreto-real desde os tempos do rei D. Pedro V, que, por azar, foi no ano passado, parar a Braga, mais concretamente ao reino do melhor amigo do seu presidente, constituíndo assim como, o único título oficial desse 3º grande que é o Sporting Clube de Braga.

Contudo, não é o jogo entre o Benfica e o Nacional que marca a primeira jornada da prova.

casuals

Os Casuais andam por aí à solta, preparadíssimos para voltar a atacar em força nas ruas do Campo Grande antes do encontro que opõe Sporting vs FC Porto, encontro que vai ser dirigido pelo mais portista dos árbitros, um tal de Olegário Benquerença. Como se não bastasse o que Manueis Motas destas vidas fizeram noutros terrenos de jogo, a nomeação de Olegário Benquerença para o jogo que, teoricamente, irá decidir a sorte de uma destas equipas na prova, pode-se considerar como uma prova de que a norte “nunca se dorme”.

Quanto à partida em si:

1- Em relação ao Porto existem dúvidas sobre a equipa que Paulo Fonseca irá colocar no rectângulo de jogo de Alvalade. Os Colombianos (Quintero e Jackson) só regressaram ontem das mini-férias gozadas no seu país natal e são dúvida num onze tendencialmente secundário, como é apanágio do clube nesta prova. O Porto só começou a preparar este jogo ontem e tal facto revela que o clube da invicta deverá estar-se nas tintas para a competição.

2- Em Alvalade, o jogo também não é encarado com seriedade. Leonardo Jardim vincou na conferência de imprensa que a competição é de certa maneira secundária para o clube que lidera a liga. Jefferson, Adrien e André Martins estão em dúvida por lesão. Espectável é que apenas o lateral brasileiro actue na partida. Caso falhem a partida ou não sejam titulares, Jardim irá escalonar para as suas posições Ivan Piris, Vitor e, cumprindo os desígnios tácticos habituais nesta época, Gerson Magrão. Porém, Jardim poderá alterar o sistema de jogo para um 4x3x3 invertido com dois pivots defensivos para fazer as devidas compensações às alas, sector onde o Sporting não esteve bem defensivamente no jogo do Dragão a contar para o campeonato (Fito Rinaudo e William) ou alterar a disposição da equipa para um 4x4x2 (caso Adrien Silva jogue) com a entrada de Islam Slimani para o onze titular.

Na segunda-feira, o meu Beira-Mar vai a Belém jogar contra o Belenenses. Hipótese para a equipa de Jorge Neves continuar a amealhar uns trocos com a competição numa altura em que o novo investidor está por Aveiro a arrumar a balbúrdia herdada pelos seus antecessores, Majid e Amin Pishyar.

O director-geral do grupo Pieralisi Omar Scafuro confirmou ontem aos jornalistas da região num almoço de apresentação de intenções, o depósito de um valor de 700 mil euros como primeiro sinal de investimento directo no clube, verba que servirá para abater de imediato parte de um passivo que se cifra nos 5 milhões de euros. O grupo Pieralisi confirmou também que as contas do plantel profissional estão em dia, fazendo elogiar o esforço de Jorge Neves, restante equipa técnica e jogadores pela época tranquila que estão a realizar.

Depois do Restelo, no dia 5 de Janeiro, o Beira-Mar joga contra a Académica para os oitavos-de-final da Taça de Portugal em mais um clássico da zona centro que se espera vitorioso (até porque bem precisa o clube de um jogo contra um grande na eliminatória seguinte para obter alguma receita).

Tudo ao Molho! –

Na tribuna presidencial do Estádio José de Alvalade. Competições diferentes, critérios diferentes.

A edição de hoje do Record notícia que Jefferson viu o jogo do Dragão numa sala a partir de um computador com ligação à internet. – A razão é muito simples. Com o corte de relações institucionais entre os dois clubes no Verão, o FC Porto não cedeu qualquer lugar ao Sporting Clube de Portugal nas suas tribunas no jogo da Liga. Não convocado por Leonardo Jardim, o brasileiro não tinha sítio para ver a partida. Segundo o Record, esteve perto de ir para o autocarro ouvir o relato.

No jogo de amanhã, devido ao regulamento da Taça da Liga, a Liga de Clubes obriga o Sporting a ceder 8 lugares nas suas tribunas para os responsáveis da SAD portista. Lugares esses que em princípio serão ocupados por Jorge Nuno Pinto da Costa e o seu amigo cabeçudo Adelino Caldeira, boxeur de primeira água, facto testemunhado em diversos campos deste país.

Atiro-te já os amendoíns à tromba, ó lambuças! –

Manuel Mota

Deveria ser “atiro-te já os amendoíns à tromba, ó talhante!”

Este empresário de 36 anos de Vila Verde (Braga), que nem é empresário nenhum mas sim um cortador de carnes num talho registado na conservatória de registo notarial desse mesmo concelho minhoto, alimentou a semana futebolística nacional.

Desde o like no post do Orgulho Benfiquista ao facto do seu talho ter sido vandalizado numa destas noites (claro está que a imprensa atribuiu logo o acto a um adepto Sportinguista!), sumo é a nota negativa dada pelo observador do CA\FPF à arbitragem do Sporting Nacional. O típico.

Não acredito em macumbas ou em má-fé e continuo a repetir alto e em bom som para quem queira ouvir: podem dar as notas negativas a todos os Manueis Motas deste país. Enquanto não os punirem a sério, ou seja, enquanto não lhes retirarem a possibilidade de auferir 1000 e picos euros durante semanas, meses, devido a arbitragens destas, toda esta manipulação sofisticada de resultados continuará a existir.

A nota fica lá, mas o prejuízo resultante para o Sporting Clube de Portugal irá perdurar até ao fim da prova.

mais um merecedor do prémio puskas

Virgil Van Dijk na vitória do Celtic frente ao St Johnstone por 1-0 na jornada de boxing day da Liga Escocesa.

Cópia exacta do lance à Beckenbauer.

Bom de bola este Van Dijk. Das raras pérolas que nenhum dos grandes holandeses cheirou. Muito bom de bola quando tem de sair a jogar. Incisivo e duro na marcação. A sua excessiva agressividade acaba até por ser o seu maior defeito: será um grande central no futebol mundial quando conseguir controlar os seus impulsos em jogadas onde varre fora de tempo sem piedade. Fortíssimo no desarme e no jogo aéreo. Faz uma excelente dupla com Efe Ambrose, outro das mesmas características e da mesma envergadura que andava por aí perdido no futebol israelita.