Brevíssima

O Conselho de Administração da SAD do Beira-Mar entrou com um pedido de um Processo Especial de Revitalização para evitar a insolvência requerida pela Direcção do Clube, um dos stakeholders da SAD. O PER irá permitir a renegociação da dívida da SAD, evitar penhoras e arrestos em decurso enquanto a “capacidade produtiva” do clube (jogadores, staff, funcionários) continuará intocável.

A tenda continua armada. Continua presente a visível incapacidade que os corpos sociais do clube estão a ter para conseguirem finalmente expulsar um problema que por eles foi criado em 2012 quando avançaram para a constituição da SAD com a chegada de Majid Pishyar – ver o que escrevi aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.
Já escrevi demasiado sobre o assunto, já sofri demasiado sobre o assunto, já tentei levar a cabo várias propostas para ajudar a resolver o assunto. Nos últimos meses, o Beira-Mar Sport Club tem sido uma bola de pinguepongue entre Majid Pishyar e o seu filho Amin e a direcção do clube presidido por António Regala. Chegou ao ridículo de ser a direcção do clube a propor a contrasensual insolvência da SAD, facto que à luz dos novos regulamentos da Liga poderá levar o clube para os distritais. Sei quem queira em Aveiro ver o Beira-Mar bater no fundo – tenho amigos que defendem essa solução pois dizem (e bem) que seria a melhor forma de correr com o cancro que meteu o clube nesta situação. De certa maneira concordo com proposta de resolução do problema. Contudo, seria triste para mim enquanto beiramarista ver o clube a disputar os distritais contra clubes de lugarejo. A solução do problema foi o seu próprio início – seduzidos pelo dinheiro fácil numa altura em que o clube não conseguia cumprir com as suas obrigações, os vendilhões do templo que hoje tentam colocar Pishyar fora de Aveiro, acreditaram nos planos megalómos do iraniano e respectivo séquito (que noutros carnavais já tinha falido com dois clubes, um na Áustria e outro na Suiça) sem pensar nas consequências que poderiam advir deste negócio caso o megalómano (repito) plano desportivo apresentado não se concretizasse. O que acabou por ser algo que facilmente se previa desde o primeiro minuto em que o líder da 32 Group colocou os pés em Aveiro.

p.s: sempre que a equipa vence um jogo para a 2ª liga cria-se uma onda de euforia na cidade de aveiro. A equipa bem que pode andar em 3º ou em 15º – uma vitória é o suficiente para despertar o alarme da súbida de divisão entre algumas hostes beiramaristas. Quando vi o Beira-Mar pela primeira vez esta época (Taça da Liga – União da Madeira – no final do mês de Julho) pensei logo que íriamos ter uma época de sofrimento. Já vi a coisa mais negra. A SAD reforçou o plantel. Não se pode exigir a um treinador que tem um plantel fechado à 8ª jornada, cheio de jogadores vindos dos quintos cantos do mundo que não se conhecem que consiga muito mais do que uma época tranquila a meio da tabela. Considerar este problemático Beira-Mar um candidato à subida quando existem duas equipas com duas estruturas consolidadas (Portimonense e Penafiel) e outra que só com uma transferência (Ghilas) deu ao seu treinador a equipa que ele quis e não quis. Já ficava contente se conseguissemos seguir em frente na Taça contra Feirense e Académica.

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